sábado, 7 de fevereiro de 2026

Curta-metragem de animação "Forevergreen"

"Forevergreen" é uma curta-metragem de animação de 2025, escrita e realizada por Nathan Engelhardt e Jeremy Spears. Trata-se de um filme merecidamente premiado.

Foi um dos melhores filmes de animação que vi nos últimos tempos. Fez-nos pensar sobre aquilo que é realmente importante na vida e a forma egoísta, cruel, destrutiva como tratamos os que nos rodeiam, sobretudo a natureza, atraídos pelo "lixo" que acaba por nos colocar em risco.  

Para além disso, é um filme, no qual me revejo, porque tal como o pequeno urso também foi de certo modo "salva" pelas árvores do meu pequeno quintal. Nos momentos mais difíceis da minha vida foi entre aquelas sete árvores, plantas e animais que habitavam aquele quintal, que encontrei o consolo, a sabedoria e a inspiração para superar os desafios e seguir em frente. Infelizmente, a vida não correu como queria e, mesmo contra a minha vontade, tive de mudar de casa, deixando para trás o meu quintal e grande parte das suas plantas, apesar de ter tentado trazer o que pude, nomeadamente estacas das árvores. 

Após vários meses de ter deixado o meu quintal, vim a saber que o temporal do início de fevereiro de 2026, o destruiu, tendo deitado abaixo muros, a ameixoeira e o pessegueiro.  Ao contrário do que aqueles fantásticos ser-vivos fizeram por mim e pelo ambiente, dando o seu melhor, mesmo que as condições não fossem as mais favoráveis (no meio da cidade rodeadas de cimento e poluição), eu não estava com eles, nos seus piores momento. Não eram apenas objetos decorativos,eram seres-vivos dotados de capacidades que os humanos não têm, sobretudo a de garantir a sobrevivência do planeta. Eram como família para mim, tal como acontece com o urso desta curta-metragem fabulosa. 

Isso mostra exatamente o quanto somos ingratos e injustos com a natureza. 

O Forevergreen mostra essa realidade de forma incrivelmente bela e tocante. 

A curta está disponível online temporariamente, vale a pena aproveitar para ver, refletir e mudar a nossa forma egoísta de quer submeter a natureza à nossa vontade, destruindo-a cada mais e a uma velocidade estonteante.  



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