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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Descobri o Natal no meu quintal

Partilho convosco o meu último conto publicado, desejando-vos festas felizes, com saúde, paz, amor e respeito por todos os seres da Natureza, porque pertencemos todos à mesma e imensa família. 

O conto “Descobri o Natal no meu quintal” foi selecionado e integra a coletânea “Contos de Natal” – Natal em Palavras”, na página 442 do tomo II do volume 3, editada pela Chiado Books, em novembro de 2024.

E porque o Natal deve acontecer todos os dias e para todos, este conto é uma homenagem ao meu quintal, mas também aos meus antepassados, familiares e amigos que contribuem para que a magia natalícia aconteça diariamente, neste meu pequeno paraíso verde.


Descobri o Natal no meu quintal

 

Era mais uma manhã de Natal... 

Mais um Natal numa sociedade cada vez mais egoísta, consumista, destruidora... 

Um Natal embrulhado em hipocrisia, cada vez mais desprovido de sentimentos... Como se um dia de ilusão bastasse para aliviar o sofrimento do mundo. 

Um Natal cuja magia ficara perdida na inocência da infância, dando lugar ao vazio, à saudade da gente e dos tempos já idos. 

No entanto, nessa manhã invernal, o vento serenou, a chuva parou de bater nas vidraças e o sol iluminou o meu pequeno quintal! 

Aquele quintal, que para mim era imenso, onde todos os dias, a magia acontecia!

Os dias nasciam felizes, naquele quintal, onde eu dançava, com os insetos, a doce melodia dos pássaros e, por fim, deixava-me embalar nos ramos das árvores, enquanto escutava as histórias das pedras.  

Naquele quintal, eu voltava a ser criança! 

Ali, brincava entre as minhas amigas árvores, cada uma com o seu nome: os araçazeiros Gigantes, o Sr. Loureiro, a Princesa Cerejeira, a ameixoeira Frufru, a D.ª Ginjeira, o menino Azevinho, o limoeiro Pirolito e o pessegueiro Grandalhão, para além das outras encantadoras plantas, como roseiras, jarros, sardinheiras, brincos-de-princesa, margaridas, dentes-de-leão e tantas, tantas outras belas.  

Plantas que eu e a minha mãe cuidávamos zelosamente e víamos seguir o seu ciclo de vida, dia após dia, estação após estação. Muitas das plantas eram do quintal dos meus avós, outras foram oferecidas por amigos e familiares, enquanto outras simplesmente nasceram espontaneamente.

Naquele quadradinho de Natureza, cruzavam-se os tempos e, através das recordações, os queridos ausentes voltavam a estar presentes. 

As belezas do meu quintal passaram, então, a fazer parte da minha família, que crescia sempre que uma nova criatura aparecia. 

O quintal era o meu refúgio, onde encontrava a tranquilidade e inspiração para superar os desafios da vida, sobretudo nos momentos mais difíceis. Sim, a Natureza não fala por palavras, fala por gestos e tem tanto para dizer, só é preciso saber ouvi-la com o coração. 

E esse era o presente de Natal que tinha para oferecer a quem quisesse receber: a partilha do meu adorado quintal, repleto de magia. 

Ali, eu envolvia-me no terno abraço da Grande Mãe Natureza, descobrindo, com a sua inquestionável sabedoria, a verdadeira essência da vida, tão simples e, por isso, tão complexa. 

E, assim, no meu quintal, descobri o verdadeiro Natal!  

Porque o verdadeiro Natal é isso mesmo.  É acordar todos os dias, sorrindo, com coração aberto para respeitar todos os seres da Natureza, como uma imensa família, semeando paz e amor. 

 

Rita Micaelo Silva 

1/12/2024




Retratos das minhas árvores 

24/112024

 

Partilho convosco um excerto do meu conto “Os três irmãos duendes”, que escrevi em 2023, onde falo do meu quintal, juntando os retratos das minhas árvores, também feitos por mim, a aguarela digital.  

 

“- Uau, que jardim mais lindo! – encantou-se a Rosa Vaidosa.

- Até parece o nosso bosque encantado! -  disse o Nariz-Gelado.

Ao ver o pequeno quintal da Ritinha, entre muros e feios prédios, de repente, o duende percebeu que, afinal, havia sítios em que a natureza precisava de ser cuidada e protegida, sobretudo na cidade, onde praticamente não há árvores. O duende sentiu que a Natureza estava em risco, pois para construírem tantos edifícios destruíam vastas áreas verdes. Aí, começou a sentir que talvez pudesse fazer alguma coisa para alertar os humanos, pois se não os travasse, qualquer dia até o seu bosque desapareceria!

O seu coração ficou triste e aflito, perdendo todo o entusiasmo pelas “experiências mágicas” (ou melhor, pelas invenções tecnológicas) dos humanos, que punham em risco a Mãe Natureza.

- É maravilhoso, não é? – aproximou-se a Ritinha – É pequenino, mas, para mim, é o maior e o mais belo quintal do mundo!

- Que árvores tão amorosas e que flores tão delicadas! – disse a Rosa Gulosa.

- As minhas queridas amigas árvores são fantásticas e cada uma tem o seu nome. Venham conhecê-las! – convidou a menina, levando, cheia de entusiasmo, os duendes até ao quintal.

Satisfeitos por pisaram a fofa relva verde, os duendes seguiram a sua nova amiguinha, numa apaixonante visita guiada.

- Esta é a ameixoeira Frufru, que dá as melhores ameixas do planeta! - apresentou a Ritinha, cheia de ternura - Chamei-lhe Frufru por me fazer lembrar a forma das saias volumosas das damas antigas, que deveriam fazer frufrufru, quando elas andavam dum lado para o outro. Ali, junto ao muro, estão os araçazeiros, que dão um fruto delicioso, chamado araçá. Na verdade, era só um arbusto que era maior do que todas as restantes árvores, por isso chamei-lhe Gigante. Agora são vários Gigantes cheios de bolinhas amarelas, que parecem guizinhos de Natal. Este aqui é o limoeiro Pirolito que, no início, tinha preguiça de crescer e dar limões, mas agora, já está bem crescido e sempre carregadinho. Ali, a maior árvore do quintal, é o pessegueiro Grandalhão, que dá os melhores pêssegos do mundo! E por fim a D. ª Ginjeira, que nunca se esquece de dar frutos, ao contrário da Princesa Cerejeira que está tão preocupada com a beleza e elegância, que até se esquece de dar as suas deliciosas cerejas amarelas!

- Adoro as tuas flores, são todas tão lindas! - admirou a Rosa Vaidosa - Olha só para aqueles brincos-de-princesa, até me apetecia pendurá-los nas orelhas.

- Vieram do jardim da minha avó, assim como as rosas, as sardinheiras, as hortênsias, os jarros brancos, entre muitas outras plantas que adoro. Algumas das plantas também foram oferecidas por vizinhos e amigos queridos.

- Olha ali, um pimenteiro e morangueiros! - entusiasmou-se a Rosa Gulosa – Sou perdidamente apaixonada por morangos!

- Também tenho amoras, que os passarinhos tanto gostam. – disse a Ritinha -   Ai, ai... Este é mesmo o meu quintal encantado onde passo momentos mágicos e aprendo coisas fantásticas sobre a Natureza. Sempre que cá venho faço amigos novos, desde passarinhos, borboletas, libelinhas, joaninhas, bichinhos-da-conta, caracóis comilões, gatos vadios atrevidos, entre outros animais extraordinários. A minha família cresce de cada vez que faço um amigo novo e o meu coração fica ainda mais feliz!

- É tão bonito ver o teu amor pelos animais e plantas - disse o Nariz-Gelado - Apesar de pouco conhecer os humanos, já percebi que eles pouco olham para a Natureza. Nós, os duendes, não conseguimos viver sem a Natureza. Ela é nossa mãe e, por isso amamos e respeitamos todos os seus seres-vivos, sejam animais ou plantas, cada qual com o seu coração, e, como disseste, fazem todos parte da nossa grande família.

- Exatamente, eu também penso assim.  Infelizmente muitas pessoas só sabem destruir a Natureza em troca de dinheiro e luxos. Talvez por isso goste tanto de duendes, fadas, e outras criaturas mágicas que habitam na Natureza.

- Querida Ritinha, és uma humana com um lindo coração verde de duende, que ama a Mãe Natureza.  – disse a Rosa Vaidosa.”

in "Os três irmãos duendes", Rita Micaelo Silva, 2023






O passarinho do meu quintal 


 Um poema em homenagem a uma pardalita com quem fiz amizade no verão de 2023.





 


Curta-metragem de animação "Forevergreen"

"Forevergreen" é uma curta-metragem de animação de 2025, escrita e realizada por Nathan Engelhardt e Jeremy Spears. Trata-se de um filme merecidamente premiado.

Foi um dos melhores filmes de animação que vi nos últimos tempos. Fez-nos pensar sobre aquilo que é realmente importante na vida e a forma egoísta, cruel, destrutiva como tratamos os que nos rodeiam, sobretudo a natureza, atraídos pelo "lixo" que acaba por nos colocar em risco.  

Para além disso, é um filme, no qual me revejo, porque tal como o pequeno urso também foi de certo modo "salva" pelas árvores do meu pequeno quintal. Nos momentos mais difíceis da minha vida foi entre aquelas sete árvores, plantas e animais que habitavam aquele quintal, que encontrei o consolo, a sabedoria e a inspiração para superar os desafios e seguir em frente. Infelizmente, a vida não correu como queria e, mesmo contra a minha vontade, tive de mudar de casa, deixando para trás o meu quintal e grande parte das suas plantas, apesar de ter tentado trazer o que pude, nomeadamente estacas das árvores. 

Após vários meses de ter deixado o meu quintal, vim a saber que o temporal do início de fevereiro de 2026, o destruiu, tendo deitado abaixo muros, a ameixoeira e o pessegueiro.  Ao contrário do que aqueles fantásticos ser-vivos fizeram por mim e pelo ambiente, dando o seu melhor, mesmo que as condições não fossem as mais favoráveis (no meio da cidade rodeadas de cimento e poluição), eu não estava com eles, nos seus piores momento. Não eram apenas objetos decorativos,eram seres-vivos dotados de capacidades que os humanos não têm, sobretudo a de garantir a sobrevivência do planeta. Eram como família para mim, tal como acontece com o urso desta curta-metragem fabulosa. 

Isso mostra exatamente o quanto somos ingratos e injustos com a natureza. 

O Forevergreen mostra essa realidade de forma incrivelmente bela e tocante. 

A curta está disponível online temporariamente, vale a pena aproveitar para ver, refletir e mudar a nossa forma egoísta de quer submeter a natureza à nossa vontade, destruindo-a cada mais e a uma velocidade estonteante.  



quarta-feira, 13 de novembro de 2024

E se o mar me levasse

 

 

E se o mar me levasse

Num barquinho à vela

Talvez o mundo atravessasse

E viria tanta vida bela

 

E se o mar me levasse

A galopar nas suas ondas

Talvez ao vento gritasse

Onde estás? Por onde andas?

 

E se o mar me levasse

Aos velhos tempos já idos

Eu talvez desvendasse

Alguns mistérios perdidos

 

E se o mar me levasse

Nos seus braços de espuma

Eu talvez me livrasse

De tão escura bruma

 

E se o mar me levasse

Ao meu doce coração

Eu talvez me inspirasse

Para uma nova canção

 

E se o mar me levasse

Ai, e se o mar me levasse...

 

Rita Micaelo Silva

Novembro de 2024

segunda-feira, 10 de junho de 2024

sábado, 9 de março de 2024

“Andar a romper limites” - documentário

 


O Dia Mundial da Mulher foi ontem, mas como todos os dias devem ser de toda a gente, partilho hoje, um documentário que, em 2004, fizeram sobre mim.

“Andar a romper limites” é um episódio premiado internacionalmente, que integra uma série documental – “Andar com as próprias pernas” – produzida por uma parceria entre universidades de três países, Portugal, Brasil e Peru.

Entretanto, terminei o Mestrado em 2010 e trabalho há quatorze anos, três como Provedora do Cidadão com Deficiência e onze como Técnica Superior de Som e Imagem, na Função Pública.

Contudo, em pleno século XXI, tal como tantos outros, continuo e sofrer discriminação e a ver-me privada de muitos direitos básicos, só por ser mulher e ter uma deficiência. Por isso é urgente a construção de uma sociedade sem rótulos, onde todos sejam tratados simplesmente como SERES HUMANOS, permitindo-lhe uma vida digna, com LIBERDADE e IGUALDADE.

Da minha parte continuarei a tentar romper limites.

Agradeço a quem me tem ajudado neste já longo em complexo caminho, desejando a todos as maiores felicidades.

E agora, divirtam-se, com as minhas cantorias e traquinices denunciadas no referido documentário.  

http://lugardoreal.com/video/andar-a-romper-limites-rita

domingo, 28 de janeiro de 2024

Um crocodilo na praia de Matosinhos

João Carlos é o autor da magnífica escultura de areia feita no areal da praia do Titã, em Matosinhos. 

Trata-se de um crocodilo com cerca de quatro metros, olhos feitos com limões, dentes de concha, garras de mexilhão e o sombreado é feito com carvão natural. 

Extremamente realista, o crocodilo deslumbrou os passeantes, que usufruíam do bom tempo de domingo, na marginal de Matosinhos, chegando inclusivamente quem o confundisse com um animal verdadeiro.  

Segundo o escultor, a efémera obra em areia, demorou cerca de dois dias a ser concluída. Mencionou também que areia fina do areal de Matosinhos apresenta as características ideais para esse tipo de construção. 

João Carlos não tem resistência fixa, vai percorrendo os areais e, tal como os artistas de rua, vai vivendo das gratificações de quem para a apreciar a sua obra. 

Um talento nato que merece ser aplaudido, apoiado e aproveitado, sobretudo pelas autarquias, uma vez que se trata de um excelente exemplo de arte ecológica, e uma bela atração turística, sobretudo ao fim de semana e na altura do verão.  


Rita Micaelo Silva, 28/01/2024

Fotografias de João Carlos e Rita Micaelo


sábado, 30 de setembro de 2023

Guitarra sem cordas


Tenho uma guitarra no fundo da sala 

Que já não toca nem fala

Chora hora após hora

Pelos bons tempos de outrora 

 

Ó velha guitarra sem cordas

Sei quanto doí o que recordas

Sei que sonhas mas sabes bem

Que o teu guitarrista já não vem

 

Ó velha guitarra sem cordas

Já com mais nada te importas 

Tocas toda a tristeza do mundo 

Numa só nota do silêncio profundo 

 

Ó minha guitarra sem cordas

Do teu sonho não acordas

De um belo dia ele regressar 

Só para te voltar a tocar

 

Rita Micaelo Silva 

Novembro de 2022

quarta-feira, 26 de julho de 2023

"Pessegueiro com gladíolos ("Flor dos Avós") e ginjeira"



"Pessegueiro com gladíolos e ginjeira", 2023,  Rita Micaelo Silva 

Desenho digital a lápis de cera


Na verdade, os gladíolos não se chamam "Flor dos Avós", mas como no meu quintal costumam florir em julho, pus-lhes este nome, uma vez que se celebra o Dia dos Avós a 26 de julho. 

A cena pintada aconteceu há um ou dois anos e não foi fotografada. Contudo, a imagem do gladíolo a espreitar por entre os ramos do pessegueiro, como se fosse uma criança curiosa, nunca mais me saiu da memória, pelo que resolvi passá-la para o papel. 

Tenho certeza de que todos os meus avós adorariam o meu quintal, uma vez que foram eles que despertaram em mim, desde pequena, o amor pela Natureza. Por isso, estas lindas flores são mais um símbolo da sua presença, uma homenagem à sua memória. 

sábado, 13 de maio de 2023

O duende Samu e o passarinho Jojo

Era uma vez um duende solitário, que vivia num lindo cogumelo vermelho, bem no meio do bosque encantado.

O duende chamava-se Samu e andava muito triste por não ter com quem passar o Dia do Duende* que se aproximava.

Certo dia, o Samu passeava pela floresta, como sempre gostava de fazer, para apreciar as belezas da Mãe Natureza.

A dada altura, o Samu encontrou um passarinho caído do ninho, a chorar, cheio de medo e fome.

O pequeno duende procurou a mãe pássara por todo o lado, mas ninguém reconheceu o passarinho como seu filhote.

Deste modo, o Samu levou o passarinho consigo para casa, deu-lhe o nome de Jojo e cuidou dele, ainda melhor do que qualquer mãe pássara.

O Samu e o Jojo nunca mais se separaram e viveram aventuras fabulosas, no bosque, onde fizeram muitos amigos, como duendes, fadas, criaturas fantásticas, animais e plantas.

Três dos seus melhores amigos eram a fadinha Teté brincalhona, a adorável fadinha Titi soneca e a linda fadinha Sasá, por quem o Samu tinha um carinho muito especial.


Todos se divertiam, ajudavam e protegiam uns ou outros, pois ninguém conseguia estar feliz, quando alguém ficava triste.

Assim, com o Jojo e os outros amigos, o Samu ganhou uma família fantástica que fazia com que todos os dias fossem Dia do Duende, cheios de amor, paz, magia e muita alegria.



 

Rita Micaelo Silva

11/04/2023




Fotografias de Rita da Cunha Micaelo Silva 


*O Dia do Duende celebra-se a 13 de maio. 

domingo, 27 de novembro de 2022

Boas Festas!

 


sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Os tsurus de Sadako Sasaki

Neste Dia Mundial do Origami deixo a minha humilde homenagem a Sadako Sasaki, a menina de 12 anos, vítima de leucemia por causa da bomba da Hiroshima, em 1945. 

Com fé na antiga lenda japonesa, durante a doença, Sadako dedicou-se a fazer mil tsurus (grous, aves sagradas da cultura japonesa), conseguiu fazer 646 mas a morte levou-a antes de os completar. 

No entanto, os seus amigos de escola fizeram questão, não só de completar os mil tsurus, como angariaram fundos para que fosse erguido um momento escultórico, em sua homenagem, apelando à paz no mundo, para que não hajam mais vítimas inocentes.

Desta forma, o tsuru tornou-se um símbolo da paz no mundo, para além de ser um dos origami mais populares da cultura japonesa, que simboliza sorte, saúde, longevidade e fortuna. 

Inicialmente, os tsurus era elementos decorativos, mas depois passaram a estar associados à oração, estando sempre presente nas comemorações, como casamentos, aniversários, nascimentos, entre outras. 

É também hábito japonês, oferecer tsurus aos amigos e entes querido, desejando-lhes assim, sorte, saúde, longevidade, fortuna e outras coisas positivas para a vida



 


terça-feira, 1 de novembro de 2022

Pintando árvores em tempo de pandemia

Enquanto a humanidade lutava escondida contra um vírus invisível

Lá fora, a Natureza florescia cheia de graça e alegria

Mostrando, com a sua ternura de mãe, que tudo é vencível

Mostrando que depois de qualquer tempestade de novo renascia

Dando-nos amor, dando-nos vida

Mas o Homem sem sentimento

Para ver a sua ganância servida

Não lhe faz qualquer agradecimento

Destrói florestas e mares, destrói a vida de tantos seres

Como se deles não precisasse

Como se fossem coisas sem vida, nem amores

Como se uma sábia árvore de um objeto se tratasse


Por isso pinto árvores, verdadeiras fontes de vida

Símbolo da beleza e da esperança

Torcendo para que o Homem troque

As pedras que lhe enchem o peito e a taça

Por sementes da quais renascerão florestas e bosques

É urgente preservar e plantar árvores

Porque com elas salvaremos com certeza

Com todas as suas formas e cores

A única e insubstituível Grande Mãe Natureza

 

Rita Micaelo Silva

Outubro, 2022



terça-feira, 25 de outubro de 2022

Tobii, controlar o mundo com o olhar

 

A Tobii é uma tecnologia que permite a interação com o computador, utilizando apenas o olhar.


Trata-se de uma tecnologia sueca ainda pouco conhecida em Portugal que, para além ser um brinquedo interessante para os amantes de jogos de computador, é uma ferramenta brilhante para pessoas com mobilidade reduzida que têm dificuldade a interagir com dispositivos físicos como o rato ou teclado, para trabalhar com o computador.

Com esta tecnologia o utilizador com mobilidade reduzida pode desempenhar todas as tarefas que um utilizador comum, sem esforço físico e com muito mais rapidez do que com qualquer outro sistema.

De acordo com a minha experiência pessoal, posso inclusivamente dizer que a Tobii permite uma precisão dificilmente alcançável com os outros dispositivos, graças ao sistema de infravermelhos (um singelo aparelho do tamanho de uma esferográfica, que se prende na margem do monitor com um pequeno íman) que segue o olhar do utilizador. Desta forma, o rato passa a ser o olhar do utilizador, bastando fixar um ponto para fazer clique e usar o teclado virtual para escrever.


Já tinha experimentado outros sistemas de controlo do computador através do olhar, mas recorriam ao uso de uma câmara, o que, para além de terem muito pouca precisão, faziam com que utilizador perdesse o controlo do computador de cada vez que desviasse o olhar do monitor. Daí eu nunca me ter adaptado a nenhum desses sistemas existentes há mais anos.

Com o Tobii o utilizador só calibra o olhar apenas uma vez, no momento da instalação do software, regula as definições de acordo com as suas necessidades específicas e, depois fica sempre pronto a utilizar, podendo desviar o olhar sempre que quiser, sem nunca perder o controlo do computador.

A Tobii permite ainda o controlo ambiental (interação com eletrodomésticos como televisão, telemóvel, estores, etc) e também já vi uma cadeira de rodas elétrica a ser controlada com o olhar.

Resumindo e concluindo, com a Tobii não há limites!

Para quem não sabe, nasci com Paralisia Cerebral, tendo por isso, 97% de incapacidade, o que faz com que tenha de recorrer à tecnologia para poder levar uma vida normal.


Desde 2016 que não uso capacete/ponteiro (companheiro fiel desde os meus oito anos, com o qual fiz todo o meu percurso académico, concluí o mestrado, em 2010 e comecei a trabalhar) para interagir com o computador, faço-o, apenas com o meu olhar (como podem observar no vídeo acima).  

Conheci a Tobii graças ao empenho dos meus colegas do Departamento de Informática da autarquia onde trabalho, que se empenharam de corpo e alma para encontrarem uma ferramenta de trabalho que me permitisse melhorar o desempenho e sobretudo a qualidade de vida, bem como aumentar a possibilidade de trabalhar por mais anos.  

A tecnologia Tobii libertou-me do capacete, que me estava a causar problemas graves na cervical. Deste modo reduzi significativamente as minhas dores no pescoço e cabeça, assim como melhorei muito a minha rapidez de interação e eficácia nas tarefas diárias. Apesar das lesões serem graves e de me causaram muito desconforto, ainda consigo continuar a trabalhar, graças à Tobi.

Aqui ficam algumas pinturas e desenhos digitais, que tenho feito nos tempos livres, com a Tobii.




domingo, 18 de novembro de 2018

Feliz Natal e Próspero 2019!

Aproveite esta quadra natalícia, para visitar a loja Velho Baú, em Matosinhos, onde encontrará o seu presente especial, histórias e muito mais!!!

sábado, 10 de março de 2018

Texturas de aviões da minha autoria

Tenho um amigo que é piloto virtual e que me desafiou a pintar os seus aviões, primeiro o a avião com que ele voava na companhia Europortugal e agora estou a pintar os aviões da companhia Portugueses Virtual Pilots, que ele próprio criou.
Ainda tenho vários modelos Boeing para pintar, mas aqui ficam os que já conclui.
Clique em cada fotografia para ampliar.