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domingo, 17 de dezembro de 2023

Boas Festas!

 

Que neste Natal haja paz, amor e mais respeito pela Natureza! 




terça-feira, 25 de outubro de 2022

Tobii, controlar o mundo com o olhar

 

A Tobii é uma tecnologia que permite a interação com o computador, utilizando apenas o olhar.


Trata-se de uma tecnologia sueca ainda pouco conhecida em Portugal que, para além ser um brinquedo interessante para os amantes de jogos de computador, é uma ferramenta brilhante para pessoas com mobilidade reduzida que têm dificuldade a interagir com dispositivos físicos como o rato ou teclado, para trabalhar com o computador.

Com esta tecnologia o utilizador com mobilidade reduzida pode desempenhar todas as tarefas que um utilizador comum, sem esforço físico e com muito mais rapidez do que com qualquer outro sistema.

De acordo com a minha experiência pessoal, posso inclusivamente dizer que a Tobii permite uma precisão dificilmente alcançável com os outros dispositivos, graças ao sistema de infravermelhos (um singelo aparelho do tamanho de uma esferográfica, que se prende na margem do monitor com um pequeno íman) que segue o olhar do utilizador. Desta forma, o rato passa a ser o olhar do utilizador, bastando fixar um ponto para fazer clique e usar o teclado virtual para escrever.


Já tinha experimentado outros sistemas de controlo do computador através do olhar, mas recorriam ao uso de uma câmara, o que, para além de terem muito pouca precisão, faziam com que utilizador perdesse o controlo do computador de cada vez que desviasse o olhar do monitor. Daí eu nunca me ter adaptado a nenhum desses sistemas existentes há mais anos.

Com o Tobii o utilizador só calibra o olhar apenas uma vez, no momento da instalação do software, regula as definições de acordo com as suas necessidades específicas e, depois fica sempre pronto a utilizar, podendo desviar o olhar sempre que quiser, sem nunca perder o controlo do computador.

A Tobii permite ainda o controlo ambiental (interação com eletrodomésticos como televisão, telemóvel, estores, etc) e também já vi uma cadeira de rodas elétrica a ser controlada com o olhar.

Resumindo e concluindo, com a Tobii não há limites!

Para quem não sabe, nasci com Paralisia Cerebral, tendo por isso, 97% de incapacidade, o que faz com que tenha de recorrer à tecnologia para poder levar uma vida normal.


Desde 2016 que não uso capacete/ponteiro (companheiro fiel desde os meus oito anos, com o qual fiz todo o meu percurso académico, concluí o mestrado, em 2010 e comecei a trabalhar) para interagir com o computador, faço-o, apenas com o meu olhar (como podem observar no vídeo acima).  

Conheci a Tobii graças ao empenho dos meus colegas do Departamento de Informática da autarquia onde trabalho, que se empenharam de corpo e alma para encontrarem uma ferramenta de trabalho que me permitisse melhorar o desempenho e sobretudo a qualidade de vida, bem como aumentar a possibilidade de trabalhar por mais anos.  

A tecnologia Tobii libertou-me do capacete, que me estava a causar problemas graves na cervical. Deste modo reduzi significativamente as minhas dores no pescoço e cabeça, assim como melhorei muito a minha rapidez de interação e eficácia nas tarefas diárias. Apesar das lesões serem graves e de me causaram muito desconforto, ainda consigo continuar a trabalhar, graças à Tobi.

Aqui ficam algumas pinturas e desenhos digitais, que tenho feito nos tempos livres, com a Tobii.




domingo, 7 de fevereiro de 2016

Apresentação da obra "As Histórias do Sr. Amulheta e o Velho Baú" de Rita Micaelo Silva, em Vila do Conde

Para quem quiser assistir a mais um momento mágico, aqui fica o convite para a apresentação do livro "As Histórias do Sr. Ampulheta e o Velho Baú", dia 13 de Fevereiro, pelas 15h30, na Biblioteca José Régio, com peça de teatro interpretada por Rafael Monteiro, Pedro Monteiro e Leonor Madeira. Apresentação da obra a cargo de Dra. Elisa Ferraz. Conto convosco!

sábado, 9 de janeiro de 2016

Lançamento da obra "As Histórias do Sr. Amulheta e o Velho Baú" de Rita Micaelo Silva, em Matosinhos

Aqui está o convite para o lançamento do meu novo livro "As Histórias do Sr. Ampulheta e o Velho Baú"! Conto com a vossa presença e ajuda na divulgação do livro para que mais crianças possam sonhar e sorrir com "As Histórias do Sr. Ampulheta e o Velho Baú"! Obrigado e... encontramo-nos lá?!

sábado, 25 de outubro de 2014

Viajar até ao Rio de Janeiro em cadeira de rodas

A deficiência já não é motivo  para deixar de viajar e explorar os diversos lugares do mundo.
A ANA Aeroportos  de Portugal dispõe do My Way, um serviço de assistência personalizado a passageiros com mobilidade reduzida que  viaje num estado membro da União Europeia.
Reservando o serviço My Way, até 48 horas antes do horário da partida, o passageiro tem direito a assistência pessoal e de bagagem,  desde a chegada ao aeroporto até ao seu lugar no avião. Este serviço conta com recursos técnicos e humanos especializados para o efeito. Basta o passageiro dirigir-se ao “Ponto Designado de Chegada”,  onde encontra um telefone para  informar o My Way da sua chegada ao aeroporto.
Os passageiros mobilidade reduzida não podem fazer check-in pela internet, mas têm prioridade num balcão  a estes destinado, juntamente com  idosos, grávidas, menores que viajam sozinhos e passageiros acompanhados de animais, sendo também os primeiros a embarcar no avião.
O My Way disponibiliza cadeiras de  rodas para circulação no aeroporto, mas  o passageiro pode ir na sua  própria cadeira até à porta  do avião. Aí será transferido, por técnicos  especializados, para uma cadeira de transporte  com dimensões reduzidas para poder  circular no avião, onde será transportado até ao seu lugar.  Reforça-se que, apesar da cadeira parecer desconfortável sobretudo para pessoas com espasticidade ou movimentos involuntários, esta está equipada com cintos que, juntamente com a experiência dos técnicos,  permitem a estabilização do passageiro, para que o percurso até ao seu lugar se realize em segurança.
No avião existe um número de lugares destinados a pessoas  com mobilidade reduzida, em que o braço exterior levanta para facilitar as transferência. Contudo, a curta distância entre os bancos pode ser um grande incómodo para passageiros que, devido espasticidade ou movimentos involuntários, passam o tempo a bater com as pernas no banco da frente, podendo ficar com lesões e pôr em causar a tranquilidade de quem viaja neste banco. Como as normas internacionais, não permitem que os passageiros com mobilidade reduzida viajem nos lugares de emergência (mais espaçosos), seria pertinente que as companhias aéreas criassem os lugares destinados a deficientes com mais 10 cm de distância do banco da frente, para garantir o conforto, a segurança e a tranquilidade de todos os passageiros.
No caso de longos voos directos, os aviões têm também um WC adaptado,  com a largura da fila de  lugares central. Durante o voo a tripulação presta assistência nas deslocações do passageiro até ao WC e  no retorno ao respectivo lugar. Deste modo, o passageiro  que necessite de apoio para  se alimentar e no WC, será conveniente  viajar com um acompanhante.
Para evitar contratempos, é fundamental que, no momento da  reserva da viagem, o passageiro especifique o tipo deficiência e as condições que necessita para viajar. Assim,  como  é importante que os funcionários do aeroporto e as tripulações estejam sensibilizadas  para informar e  auxiliar os passageiros com necessidades especiais adequadamente,  pois nem sempre o fazem.
No Rio de Janeiro, o aeroporto oferece o mesmo tipo de assistência, tendo técnicos que acompanham o passageiro com mobilidade reduzida  desde o desembarque (inclusive)  até  à  saída do aeroporto.
Os  transportes públicos estão na  generalidade adaptados, existindo também táxis especiais para transporte de “cadeirantes”, nome pelo qual os brasileiros designam as pessoas que  se deslocam em cadeira de rodas.
Relativamente às acessibilidades, Rio  de Janeiro ainda não está totalmente adaptado, nomeadamente na construção mais antiga em que a reduzida largura das portas não permite a plena circulação de uma cadeira de rodas normal e  nem sempre existem rampas.  Parte dos passeios são da responsabilidade dos condomínios privados e, salvo algumas excepções, têm rampas, mas existem muitas zonas onde não existes passeios e os são da responsabilidade municipal são de pavimento irregular e a grande maioria sem rampas. As praias também não reúnem condições de acessibilidade. Por outro lado, os shoppings e os edifícios mais modernos já respeitam as normas da acessibilidade.
Contudo, a solidariedade e o respeito que os cariocas têm pelos idosos e deficientes ajudam a superar muitos dos obstáculos.
Caso uma pessoa em cadeira de rodas esteja  com dificuldade em atravessar a rua ou em aceder à praia, imediatamente os transeuntes lhe oferecem ajuda, sempre com simpatia e boa disposição. Pode não haver acessibilidades, mas há sempre espírito solidário e vontade de criar uma alternativa.
Existem também alguns estímulos à inclusão social dos cidadãos com mobilidade reduzida, como o atendimento prioritário na maioria dos serviços e lojas, descontos nos bilhetes e entradas gratuitas, como é o caso do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde não cobram entrada ao deficiente nem ao acompanhante.
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é acessível, excepto algumas zonas mais íngremes e de pavimento mais irregular.
No trem do Corcovado, o turista com mobilidade reduzida encontra um técnico que o ajuda a entrar e a sair do trem, com o auxílio de rampas de alumínio amovíveis e, fica instalado num espaço próprio para cadeiras de rodas, onde pode usufruir da magnífica paisagem florestal, durante a viagem. Lá em cima, existem elevadores para o bar e loja de recordações, havendo também um técnico que sobe os “cadeirantes” na escada rolante até ao ponto mais alto, onde se encontra o Cristo Redentor e onde pode admirar a bela paisagem panorâmica do Rio de Janeiro.
Deste modo, uma pessoa com mobilidade reduzida pode fazer um roteiro e actividades turísticas como os demais. Basta ter espírito aventureiro e muita boa disposição.

domingo, 19 de outubro de 2014

Primark, um exemplo de comércio acessível a todos

A  16 de Setembro de 2014, o retalhista irlandês de vestuário – Primark – abriu  a sua oitava loja em Portugal, no  Norteshopping, oferendo todas as condições de acessibilidade para  clientes com mobilidade reduzida.
A disposição dos artigos e a distancia entre os expositores permitem que uma cadeira de rodas circule facilmente por todo o amplo espaço comercial, dispondo  ainda  de duas caixas com balcão rebaixado e devidamente sinalizadas para atendimento desses clientes.
É também de realçar o  facto de loja dispor de um amplo provador unissexo adaptado, exemplarmente equipado com um banco à altura  do  assento de uma cadeira de rodas normal, apoio lombar, barras de apoio, braços rebatíveis, cabides a baixa altura e alarme para pedir auxilio.
Para facilitar ainda mais o momento da prova, o cliente pode deixar o seu cesto das compras em segurança, num espaço reservado, à entrada dos provadores.
A Primark é um conhecido retalhista irlandês de vestuário, que compra grandes volumes de artigos, para conseguir vender a preços mais baixo do que a concorrência. Nas lojas Primark, o cliente pode encontrar artigos para bebé, criança, senhora e homem, artigos para o lar, acessórios, produtos de beleza e produtos de confeitaria a preços bastante económicos.
A falta de acessibilidade é um dos factores dissuasores da inclusão social dos cidadãos com  deficiência em Portugal. Apesar de a legislação obrigar a criar condições de acessibilidades nos espaços comerciais, a grande maioria não as tem e muitos fazem as adaptações que nem sempre são as mais adequadas, apenas para  obterem o alvará de abertura, mas depois utilizam-nas de forma  imprópria, como é o  caso de muitos provedores destinados a cidadãos com deficiência,  que são utilizados como arrumos.
Na matéria das acessibilidades, a Primark é indubitavelmente um exemplo do que deve ser o comércio/sociedade inclusiva, pelas condições e  dignidade com que recebe os clientes com mobilidade reduzida,  colocando-os  assim em pé de igualdade com  os demais.

sábado, 18 de outubro de 2014

Nova cadeira todo-o-terreno para aventureiros com mobilidade reduzida


No País de Gales foi criada uma nova cadeira de rodas motorizada de seis rodas.
A cadeira dispõe de um chassis flexível que mantém sempre todas as rodas no chão, garantindo assim a sua estabilidade,  bem como o  conforto e segurança do utilizador. 
Com a nova cadeira, rochedos, encostas íngremes, terrenos campestres e agrestes, deixam de ser lugares inalcançáveis para pessoas com deficiência motora.
Deste modo, abriu-se mais uma porta para a liberdade e autonomia das pessoas com mobilidade reduzida, sobretudo para quem gosta de aventura e  do pleno contacto com a natureza.