domingo, 31 de maio de 2009

Romarias

A cultura popular, para além da sua antiga sabedoria, é altamente inspiradora. Quando vamos a uma romaria, mergulhamos numa série de emoções e temos contacto com diversas culturas e formas de arte diferentes. Somos imersos num ambiente mágico, onde tudo acontece ao mesmo tempo. Tanto ouvimos a banda no coreto, como mais à frente, assistimos a um concerto dos Andes, enquanto que pelo caminho vamos ouvindo a música popular, vinda dos altifalantes espalhados pela ruas. A mistura de sons, cheiros, imagens, sensações, é muito intensa. A certa altura estamos a falar com gente de outros povos, com a pessoa que está ao nosso lado e que não conhecemos, duma forma descontraida e familiar. Os preconceitos, estratos sociais, deixam de existir e neste momento sentimos a essência humana, sentimo-nos humanos.
Ora, se isso é inspirador para qualquer um, para o artista que mantém a sua humildade, é um momento absolutamente único!
Felizmente, Portugal ainda consegue manter as romarias, uma tradição quase única em todo o mundo.

sábado, 30 de maio de 2009

Contra o ruído

A música e o silêncio são dois aliados que combatem o ruído, mas também podem ser tão ou mais perturbadores do que este.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Consciência pesada

A consciência só pesa a quem a tem.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Voar mais alto

O sucesso do voo não está nas asas, mas sim na sabedoria com que é efectuado.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Grande Homem

Era uma vez um grande homem, que adorava toda a gente e todos o adoravam. Um dia a sua máscara desfez-se em mil bocados e o grande homem desapareceu...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Menina Marioneta

Sou uma simples marioneta, feita de trapos e pau, toda ligada por fios.
De olhos brilhantes e sorriso permanente, lá danço eu neste palco misterioso, fazendo rir ou chorar um público imprevisível.
Sempre presa por fios, mexo-me conforme a mão gigante me manipula.
Bem gostaria de me soltar e ser uma menina livre como todas as outras, mas se o fizesse, cairia inerte no chão.
Bem gostaria de cortar estes fios que me prendem, mas não posso, porque, sem eles, perderia toda a liberdade que ainda tenho. Assim, seria apenas uma velha marioneta desengonçada, à espera que a Fada dos Desejos me viesse dar vida própria. Ficaria então esquecida, à espera da fada, que poderia vir tarde, ou até poderia não vir...
Não, não quero cortar estes fios, porque com eles, pelo menos, posso continuar a viver e a ser a simpática Menina Marioneta!

domingo, 24 de maio de 2009

Corrida Especial

Duas lições:
1ª - Os "ditos normais" desistem à mínima dificuldade, ou então tentam alcançar os objectivos de forma indigna.
Os deficientes, para além de nunca desistirem dos seus objectivos, ainda ajudam aqueles que vão encontrando pelo caminho, incluindo os "ditos normais" que tantas vezes desrespeita e julga a diferença como sendo uma inferioridade.

2ª - Se nos ajudarmos um aos outros, conseguimos atingir os nossos objectivos de forma muito mais gloriosa. Este é o verdadeiro sentido da humanidade. Isto sim, é ser civilizado.

O filme chegou-me hoje por email, desconheço o título e o nome do autor, mas devo dizer que está de parabéns, porque o trabalho está realmente magnífico! Se já não foi, merecia, sem dúvida, ser premiado e muito bem premiado.

sábado, 23 de maio de 2009

Perguntas parvas

Dois amigos saboreiam um belo peixe assado. Um deles entala-se e fica aflito.
- Que foi? Que tens? - pergunta o outro, continuando a comer calmamente.

Perguntar não ofende, mas há perguntas que não merecem resposta.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Solta-se um grito

Nada te impede de soltares o grito que tens preso dentro de ti, mas fá-lo com sabedoria.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Amigo Verdadeiro

É melhor ter um só amigo, mas verdadeiro, do que cem falsos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Diferença

Para combater o preconceito da diferença é preciso relevá-la, olhá-la com naturalidade e não evidenciá-la.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ternura num Sonho


Dormias o mais tranquilo e profundo dos sonos. Eu fique ali, quieta, a ver-te dormir. Fiquei a olhar-te com se nunca te tivesse visto. Deixe-me estar a observar os teus cabelos soltos na almofada, que te davam um ar infinitamente leve. Os delicados contornos do teu rosto, fazem com que pareças uma criança frágil, mas cheia de sabedoria… Perto de ti, sinto-me pequenina e grande ao mesmo tempo. Assim como me sinto tua filha e tua mãe… Olho-te com toda a ternura, ouço o teu respirar calmo e deixo-me embalar…
Passaram-se muitos, muitos dias… mas a imagem deste sonho, permanecerá para sempre num cantinho da minha memória, no qual me refugio para encontrar a paz.

domingo, 17 de maio de 2009

Piada doce

O que resulta do casamento da Nata com o Pastel? Um Pastel de Nata!

sábado, 16 de maio de 2009

Trabalhar é crime!

Um honesto trabalhador, que é despedido ao fim de 18 anos, tem que se apresentar de 15 em 15 dias na Junta de Freguesia, para continuar a receber o subsídio de desemprego a que tem direito. Se falhar um dia, corre o risco de perder o subsídio (que é o dinheiro que ele próprio descontou da indemnização que a empresa lhe pagou).
Um assaltante, dorme uma noite quentinho na cadeia, toma um belo pequeno-almoço e vai à vida dele, tendo (quando tem) apenas que se apresentar na esquadra de 8 em 8 dias.
É de facto, um paradoxo que nos leva a concluir que o crime compensa!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Cavalinho de Pau

A vida é como um cavalinho de pau que, num carrossel, corre sempre sem parar e sem sair do seu lugar.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Homem Alto

O homem cresceu sem parar. Era muito alto, tão alto, mas tão alto, que um dia chegou ao céu e nunca mais voltou…

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Falta de Tempo

Corre, corre, corre. Trabalho, trabalho, trabalho. Casa, família, eventos... No fim, sobram 6 horas para comer e dormir.
A vida passa e nós esquecemo-nos de a viver...

domingo, 10 de maio de 2009

Grande Soneira

Não sei porquê, mas estou cheia de sono. Um sono tão forte que os meus olhos até se fecham sozinhos, mesmo com palitos! Ouço tambores, ou melhor já nem ouço, nem vejo nada! Em cima do meu pescoço, a minha cabeça pesa como uma montanha. Só me apetece deitar em qualquer lado e dormir horas. Até parece que fui para a queima embebedar-me e tomar aquelas drogas “super cool” , mas não, nem fui, nem tomei nada dessas merdas, nem bebi uma gota de álcool. Deve ser só cansaço, um grande cansaço causado por uma semana de trabalho e emoções. Acontece a toda a gente, que se cansa, não é? Estou a ficar ainda com mais sono de estar aqui a escrever, sem saber muito bem o quê… Por isso, não estranhem, se de repent… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

sábado, 9 de maio de 2009

Anjinhos e Santinhos

Ninguém é perfeito e quando alguém diz que gosta e se dá bem com toda a gente, é para desconfiar! Anjinhos e santinhos não existem. Este tipo de pessoas geralmente não passam de uns falhados, uns impostores que se servem dos outros e depois (em português corrente) dão-lhes um valente pontapé no cu. Para além disso, alguns destes “anjinhos” podem ser, inclusivamente, perigosos psicopatas. Por isso, é preciso ter muitíssimo cuidado para não ser-mos iludidos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mundo ao Contrário

Preciso de olhar o mundo ao contrário, porque só assim é que o posso ver direito. Pois é na imperfeição, que se encontra a maior perfeição.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sorria e Chorava

Era ele, eu vi! Tenho a mais absoluta certeza! Era ele e sorria. Estava escuro, mas eu vi que ele sorria. E chorava... Sim, eu vi como ele chorava. O brilho intenso das suas lágrimas feriu-me a vista. Ele sorria e chorava. Estava triste, mas sorria. Chorava. Sorria. Estava escuro, mas ele sorria com amor. E chorava pesadas lágrimas. Era ele, eu vi!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Escrita para crianças e para adultos

Escrever para crianças ou para adultos é praticamente a mesma coisa. A estrutura da história é a mesma, só muda a linguagem e o tipo de personagens.
Por exemplo, enquanto que nos contos infantis a princesa apaixona-se por um rapaz pobre, nos contos para adultos temos a rapariga de boas famílias que se enamora pelo toxicodependente. Ambas as histórias baseiam-se na luta do amor contra o preconceito. Tal como mudam as personagens, a semântica e o vocabulário também se alteram. No conto infantil temos frases simples, curtas, objectivas e com um vocabulário rudimentar, tal como "A princesa beija o rapaz.". Para os adultos, o vocabulário é rico, sofisticado e a frases tornam-se mais longas e com várias figuras de estilo, tal como "A rapariga sente-se constrangida, mas o seu coração bate loucamente quando os lábios roxos e secos de Joe, tocam nos seus.".
Com isto já verificamos que, apesar destas pequenas diferenças, a história, a mensagem e a emoção dos contos infantis e para adultos, são as mesmas. O que significa que a forma como o adulto vive e se emociona com a história, praticamente não difere da das crianças.
Por isso e como já disse em mensagens anteriores, é muito importante não deixarmos morrer a criança que há em nós, porque é ela que nos dá a inspiração para escrever e criar.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Shoppings

Estamos na era dos shoppings, Há praticamente um shopping em cada esquina. Quando entramos num, muitas vezes, deparamo-nos com um cenário fantasmagórico. O exagero de shoppings não contribui para o desenvolvimento económico, muito pelo contrário. Isto estoira com o comércio tradicional e as próprias lojas dos centros comerciais não facturam o suficiente para cobrirem as excessivas despesas. Quer na rua, quer nos shoppings, há cada vez mais lojas a fechar… A situação económica piora, há menos poder de compra e o comércio fica entregue aos fantasmas, que por muito simpáticos que sejam não precisam de fazer compras e nem têm cartão de crédito.

domingo, 3 de maio de 2009

Dia da Mãe

Em vez de contribuir para o consumismo, optei por ser prática e original. Numa horita fiz este pequeno cartoon que, apesar de ser simples, não deixa de ter uma certa piada e de dizer o essencial. Porque, afinal, o dia da mãe é todos os dias.

sábado, 2 de maio de 2009

A Identidade do Diabo

Se repararmos temos sempre a tendência para culpar alguém dos nossos males. A culpa é sempre de tudo e de todos, menos nossa! Somos todos uns anjinhos inocentes! E quando não temos a quem deitar culpas, culpamos o Diabo.
A verdade, é que o pobre Diabo nem sequer existe. Ele é apenas uma forma de nós “figurarmos” o mal. Aliás o ser humano atribui uma forma e um nome a tudo o que conhece e que imagina, porque só é capaz de imaginar aquilo que vê. O Diabo é portanto uma mera representação do mal que nós não queremos ou não sabemos justificar.
Isto faz todo o sentido, a partir do momento em que Deus criou o Mundo à sua imagem (confesso que considero esta teoria um pouco utópica, no sentido em que estamos a reduzir a uma imagem, Algo que é infinitamente grande), onde o amor é o núcleo principal, logo não tinha qualquer lógica se criasse uma criatura maléfica. Assim como não faz sentido, vermos Deus como o ditador que nos comanda à distância. Deus é o amor e, o amor é liberdade. Os homens são livres e o mundo depende das suas atitudes, para se tornar mais justo.
Atenção que tudo o que estou para aqui a dizer, já foi dito por um padre e está muito bem explicado num magnífico que acabo de ler. Eu apenas acrescento o facto da mente humana funcionar à base de imagens / nomes. O conhecimento parte sempre da observação. Criamos imagens e nomes para tudo, mesmo para aquilo que não conseguimos ver nem explicar, mas sempre com base naquilo que vemos.
O Homem é minúsculo em relação à imensidão do Universo e o facto de nem sequer saber a sua origem, faz com que ele tenha necessidade de criar teorias, crenças, religiões, para se sentir mais confortável e protegido. Concluindo, vivemos na ilusão, procurando a verdade.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Realidade anedótica

Uma jovem de cadeira de rodas eléctrica, foi passear até ao parque da cidade, mas o guarda barrou-lhe a entrada.
- A menina não pode entrar!
A mãe, que a acompanhava de bicicleta, fica surpreendida.
- Não podemos entrar?! Porquê?
- A senhora pode, mas a menina não!
Vendo que aquilo era um perfeito disparate, a jovem continuou a andar, mesmo com o guarda a tentar travar-lhe a cadeira. Como não estava a conseguir controlar a situação, o guarda chamou o chefe.
- Mas... Desculpe lá, porquê que a minha filha não pode entrar num parque que é público?!
- Porque não podem entrar carrinhos a gasolina! – responde o homem todo convencido.
Enfim, o guarda era tão inteligente, que o chefe nunca mais arriscou em sair da beira dele!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ser artista

Ser artista é olhar o mundo na sua essência mais profunda. É amá-lo como toda a alma. É reconstruí-lo, repintá-lo, reescreve-lo, “remusica-lo”… É enfrentar a realidade, interpretá-la e criar uma nova realidade, o objecto de arte.
O artista não cria, mas recria aquilo que vê.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Amor cobrado

Ontem comecei a ler um livro de um amigo meu e o que ele diz é bem verdade. O acto de dar é um acto de amor. Isto significa que dar, não é estar à espera de receber algo em troca. No entanto, a maioria das pessoas dão, ajudam os outros, com o objectivo de receber em troca. Dão para ficarem bem na fotografia, para terem um lugar no Paraíso, para terem votos, etc… Deste modo a vida e os sentimentos são mero negócio e a caridade é uma óptima fonte de rendimento.
É uma mentalidade parva, mas que infelizmente se está a desenvolver com notável rapidez.
Fico furiosa quando ouço disparates do género: “Deixei a minha vida por tua causa!”, “Carreguei um filho nove meses, amamentei-o, dei-lhe tudo de bom e ele não retribui minimamente!”, “Ajudei-o e oh…nada!” etc. Desculpem, mas amor cobrado não é amor! A mulher que cobra o amor ao marido, a mãe ou pai que cobra ao filho, e por aí fora, não são seres humanos, mas sim cobradores egoístas!
Quando se dá, estamos a contribuir para um mundo mais justo. E se pensarmos bem, esse mundo é o nosso único lar, se não cuidarmos dele, teremos que viver no caos absoluto. Não me parece muito agradável, sair à rua e tropeçar no lixo, ver miseráveis por todo o lado, ser assaltado ou levar um tiro...
O mundo é de todos, por isso todos têm as mesmas responsabilidades sobre ele. Temos que o amar e cuidar dele! Porque o bem do mundo, é o nosso bem, é a nossa vida!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Os Portugueses também são bons!

Porquê que os portugueses têm a mania de só dar valor ao que é estrangeiro? Não de facto somos um povo mais atrasado em relação aos outros, mas também temos coisas boas! Há grandes talentos portugueses que brilham no estrangeiro e cá ninguém lhe liga!Ter estima e orgulho que é nosso, é muito importante para o desenvolvimento do país. Se esses talentos tiverem o apoio e as condições necessárias para se desenvolverem, já não precisam de "fugir" para o estrangeiro e deixar Portugal sem menos um grande cientista, médico, artista, etc.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Chico

Chico é o robô mais avançado do mundo. Está ser desenvolvido para investigação da mente humana.
É, sem dúvida, um projecto fabuloso, mas com uma grande dose de utopia. Se não somos capazes de compreender a mente humana, através da observação de seres humanos, acho um pouco difícil conseguirmo-lo através de uma máquina criada por nós, a partir do que já conhecemos.
Esta história, faz-me lembrar o filme “Inteligência Artificial”, os robôs parecem autênticos seres humanos, mas não passam de máquinas criadas e programadas à nossa imagem. Quando avariam, destruímo-los.
No entanto, é um trabalho de louvar e que pode ser extremamente útil, não só para investigação cientifica, mas também para sociedade em geral. Estes robôs poderão ser um óptimo apoio para idosos e deficientes, por exemplo.
Não me importo nada que me ofereçam um Chico nos anos, por acaso! Eheheh!

domingo, 26 de abril de 2009

Jericôme

Jericôme era um dos descendentes directos de Jesus Cristo, que César ansiava prender e torturar, até descobrir todo o segredo da Linhagem de Cristo. Julgava ele que assim nunca mais veria o seu poder ameaçado.
Uma pobre camponesa tentava, a todo o custo, alimentar o seu bebé Jerico que insistia em não abrir a boca.
- Vá, Jerico, tens que papar senão ficas doente! – dizia ela.
O pequeno era teimoso e, nem ao fim de meia hora de insistência, abriu a boca.
- JERICO COME! COME, MEU FILHO! – desespera-se a mulher - JERICO COME! Jeri, come! JERI, COME, POR AMOR DEUS! JERI, COME!
Ao ouvirem estes gritos, as tropas de César, pensavam que finalmente tinham encontrado o tão procurado Jericôme. Sem perderem mais tempo, os homens invadiram a casa da camponesa.
- Onde está ele? – perguntou o comandante.
- Mas… Ele quem?! – assusta-se a mulher.
- Ora, ora, não se faça desentendida, senão levou-lhe o filho!
- Por favor, não lhe faça mal! – implora a mulher desfeita em lágrimas – Eu faço o que vocês quiserem, mas não levem o meu bebé…
- DIGA LOGO, ONDE ESTÁ JERICÔME? – irritou-se o comandante.
- Juro que não sei! Nem conheço esse tal de Jericôme…
- EU OUVI-A GRITAR PELO NOME DELE, SUA PORCA!
- Não, nunca disse esse nome! Só estava a tentar dar de comer ao meu Jerico, que…
- Sr. Comandante, já revistámos tudo. – interrompe um soldado - Ele não está aqui, nem tinha hipótese de fugir, porque a casa só tem esta janela minúscula e a porta por onde entramos.
- PARA PRÓXIMA VEJA SE GRITA MENOS, OUVIU?!
Dito isto, as tropas saíram, deixando a camponesa e o menino assustados, na sua casa virada de pernas para o ar.
Mais tarde, Jericôme acabou por ser preso e torturado até à morte, mas, tal como Jerico, nunca abriu a boca.

sábado, 25 de abril de 2009

Acreditar em fadas

Acreditar em fadas, duendes, anjos ou outros seres mágicos, não é sinónimo de infantilidade ou de loucura. Pelo contrário, é uma forma inteligente de enfrentar os problemas e de tornar a vida menos obscura. Quem acredita em seres mágicos, não deixa morrer a criança que há dentro de si e não perde a capacidade de sonhar. Assim consegue ser uma pessoa criativa, mas que ao mesmo tempo tem perfeita noção da realidade. E isso é extremamente importante, sobretudo para quem trabalha nas artes.
Atenção que quando falo em acreditar em fadas, não significa ficar-se esparramado ao sol à espera que uma bela menina com asas nos resolva os problemas. As fadas só são uma ajuda interior para não nos sentirmos tão sós nesta vida tão complexa. Por isso, é preciso lutar diariamente para conseguirmos alcançar os nossos objectivos.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia do Dia!

Por incrível que pareça, vivemos para ganhar dinheiro e não o contrário. Então inventamos estratégias mirabolantes para o conseguirmos. A que está agora na moda é a história dos “dias”. Há o Dia do Pai, o Dia da Mãe, o Dia dos Avós, o Dia da Criança, o Dia da Terra, o Dia do Deficiente, o Dia do Doente, um Dia para cada doença… Enfim, há tantos “dias”, que já nem chegam os 365 dias do ano!
Hoje, por exemplo, é o Dia do Livro! Que bonito! Pois é, mas já pensaram porquê? Aconteceu alguma coisa importante nesta data, para que fosse assinalada como o Dia do Livro?
Já que há “dias de tudo”, porque não inventam também o Dia do Dia?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Homem do Futuro

(…) Falta uma hora, um dia 45minutos e 27 segundos
27 de Julho de 2050

O homem que hoje sou
Tem apenas uma mão
um pé e uma enorme cabeça
Nã quero pernas para nada
desloco-me de avião foguetão
e se eu quero ir ali
carrego num botão
e vou e torno aqui(...)
João Silva

Este é um pequeno excerto de um texto escrito pelo meu pai nos anos 70/80 (não posso precisar a data, porque já faleceu), que retrata o Homem do Futuro.
É incrível o facto de um homem, que nem sequer ao século XXI chegou, ter previsto a evolução da humanidade de forma tão realista.
Com o rápido avanço das tecnologias, o Homem vai ficar cada vez mais “atrofiado” fisicamente. Se reparamos, as máquinas já fazem praticamente tudo por nós, até já adivinham o nós queremos! A tendência é ficarmos 24 horas ligado a uma Inteligência Artificial que vive por nós. Por isso, só precisamos da nossa cabeça. Tudo isso era menos assustador se a mentalidade do homem evoluísse com as máquinas, mas isso não está acontecer. Continuamos a ocupar a mente com preconceitos estúpidos, a descriminar seres humanos, a matar, a destruir o planeta…Um exemplo: se o Homem do Futuro só precisa de inteligência, porquê que continuamos a descriminar e a maltratar os “deficientes”. Por esta ordem de ideais, não ser eles ser humanos mais evoluídos do que os outros?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Falar para o boneco


Há dias em que acordámos de “cu para o ar”. Tudo nos incomoda, até o barulho do chichi da vizinha! Só queremos estar sós!
Pois, mas na verdade aquilo que realmente queremos é falar, chorar ou simplesmente e ter um colinho. Mas… queremos estar sós, queremos desabafar… Ups, em que ficamos? ARRRR, QUE RAIVA!
A solução é tão simples… Falamos para o boneco! O boneco é a melhor companhia nesses momentos de “crise existencial”. Não fala, mas “ouve” e é exactamente o que nós precisamos. Podemos abraçá-lo, chorar em cima dele e dizer-lhe o que não seríamos capazes de dizer a uma pessoa.
Quando falo em boneco, não interessa a sua natureza, pode até ser uma parede! O importante é libertarmo-nos das ideias que nos atormentam o espírito.
Eu cá prefiro bonecas e peluches, pois são fofos, dão para abraçar e até podemos deitar a cabeça em cima deles e adormecer. Para além disso são 1000% fiéis!
É óptimo falar para o boneco!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Insatisfeitos e outros

O ser humano é o bicho da insatisfação. Nunca está bem, arranja sempre desculpas para se queixar. Sim, os portugueses já bateram o record do guiness neste aspecto.
No entanto, há dois tipos de pessoas: os bem-dispostos e os "patos-chocos".
Os bem-dispostos são alegres e têm uma força de viver contagiante, mesmo que a vida não lhes corra pelo melhor. Encaram os problemas de frente e sabem desfrutar dos simples prazeres da vida. Só com a sua boa disposição já conseguem ajudar quem os rodeia.
Os "patos-chocos" vêm o mundo como inimigo, não gostam de nada nem de ninguém. Têm inveja e culpam os outros dos seus insucessos. Muitas vezes até têm uma vida boa, mas não a sabem aproveitar. Não suportam a felicidade dos outros. Criam problemas só para incomodar quem os rodeiam... Tudo isso gera neles um sentimento de raiva que vai crescendo, até que acabam por se tornarem pessoas extremamente infelizes e solitárias.
Ora, podemos ser infelizes, mas não temos o direito de fazer os outros infelizes!

sábado, 18 de abril de 2009

Um texto por dia

Vamos lá ver se fico viciada nisto ou não? Não é que tenha grande tempo para blogs, mas os profissionais dizem que este é um óptimo meio para treinar e divulgar a escrita. Acredito que sim! Embora não seja muito de seguir o processo criativo dos outros, pois já tenho o meu, reconheço que tenho que me habituar a escrever diariamente, uma vez que esta será a minha profissão. Vou tentar seguir o exercício à risca: escrever qualquer coisa todos os dias. Será se consigo? Veremos!