domingo, 8 de abril de 2012

Lançamento do livro "À PROCURA DE MARIA" de Rita Micaelo Silva

Na fotografia de Pedro Monteiro: Luís Pires (Chiado Editora),  Rita Micaelo (mãe da autora),  Prof. Henrique Pereira (apresentador da obra) e Rita Micaelo Silva (autora).

Eu diria que a Rita é uma versão feminina de D. Quixote. Enquanto que D. Quixote (Cervantes) criava a partir das suas alucinações e fantasias, a Rita cria a partir da Realidade. "Á Procura de  Maria" trata-se de uma obra de ficção bastante actual - disse o Prof. Henrique Pereira  no lançamento da obra, a 5 de Maio de 2012, em Matosinhos.
A autora conta que “À Procura de Maria” trata-se de uma adaptação de um argumento original para uma longa-metragem da sua autoria. Daí a sua linguagem simples e objectiva. Trata-se de um livro para ser “visto” e sentido através das palavras. É um livro que evita frases rebuscadas e recursos estilísticos, para que o leitor sinta a realidade sem o camuflado típico da literatura ficcional.

Afirma ainda que o “À Procura de Maria” não pretende fazer qualquer espécie de crítica, pretende apenas alertar o leitor para questões preocupantes da nossa sociedade actual, tais como: morosidade da investigação policial, funcionamento de redes de pedofilia / tráfico humano, corrupção, doença mental. São questões em que todos nós temos responsabilidades e das quais, também podemos vir a ser vítimas. Pretende, acima de tudo, retratar a mente humana e a forma como ela gere o mundo exterior em permanente conflito com o interior. Pretende-se conduzir o leitor, a repensar sobre si e sobre o seu comportamento perante a sociedade.
 
Mais informações sobre o livro em: http://www.chiadoeditora.com/ e www.marterita.com/publicacoes.html

quinta-feira, 5 de abril de 2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Visita a três escolas de Vila Verde

No dia 28 de Novembro de 2011, foi até Vila Verde, onde conheci três fantásticas escolas, que me deixaram sem palavras.

Comecei pelo Centro Escolar, onde um mais pequeninos me fizeram a mais ternurenta homenagem, com uma exposição de trabalhos lindíssimos, poemas, canções, danças e muito, mesmo muito carinho.

É isso mesmo, meus pequeninos, o nosso mundo deve ser colorido, com “Natureza, crianças, animais, harmonia… Sonho! / Fantasia… Criatividade e imaginação”. Tudo isso só é possível se nos ajudar-mos uns ou outros, se nos olharmos com igualdade, porque “ser diferente não é bom nem mau, é ser diferente”. Se fossemos todos iguais o mundo não teria cor nem harmonia.

A diferença é algo que faz parte da Natureza e que temos que respeitar. Como diz o poema da nossa amiga Sara, da escola E.B. 2/3, “Ser diferente é sermos nós”, “cada um é como é e porquê gozar?/Se é para a beleza interior que se deve olhar”. Não interessa se somos feios ou bonitos, se andamos a pé ou de cadeira de rodas, o que importa é aquilo que temos na nossa mente ou no nosso coração. O que interessa é aquilo que temos para dar, nem que seja um simples sorriso, para que o mundo se torne mais justo e colorido.

O que interessa é fazer e não como se faz. Eu pinto com a cabeça, mas vocês, da escola E.B. 2/3, fizeram magnificas reproduções das minhas pinturas, utilizado as mãos. Há sempre formas de se conseguir fazer as coisas, o que é preciso é acreditarmos nas nossas capacidades e nunca desistir dos nossos sonhos.

Jovens da Secundária, esta mensagem é também para vocês. A vida adulta não é fácil, porque os nossos antepassado criaram uma sociedade materialista, que está cada vez mais caótica e insustentável. Cabe-nos a nós jovens, lutarmos por uma sociedade diferente, com mais oportunidades, mais valores humanos, mais unida, inclusiva e justa. Não se envergonhem por lutarem por aquilo que acreditam, de amarem e de ajudarem os mais necessitados, de darem voz a quem não a tem, de… Sejam vocês próprios e não o que os outros querem que vocês sejam. Respeitem e façam-se respeitar, porque só assim é que podemos ser livres.

Uma última nota para todos: portem-se bem, acreditem sempre nas vossas capacidades; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência e nunca tenham vergonha de oferecer nem de pedir ajuda… e SORRIAM SEMPRE!

Não posso deixar de agradecer e de dar os parabéns aos professores, pelo magnífico trabalho de sensibilização que estão a fazer com as crianças e jovens e, pelo imenso carinho com que me receberam em Vila Verde.

Sempre que precisarem de mim, disponham.

Muito obrigado a todos!

Um enorme BEIJINHO

Rita Cuca

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

As Regras da Sensatez - Rui Veloso



"Nunca voltes ao lugar onde já foste feliz, só encontrarás as cinzas que dá na garganta nós". Ora aqui está uma verdade muito bem cantada!

sábado, 11 de junho de 2011

Visitas à Escola EB1/JI da Maia

Meus queridos amiguinhos da Escola EB1/JI da Maia,
Antes de mais quero agradecer a todos (incluindo professores e funcionários) o imenso carinho com que me receberam na vossa escola e os lindos quadros que me ofereceram. O meu escritório ficou bem mais bonito, desde que coloquei os vossos quadros na parede! Mas, sabem, amiguinhos, o meu presente favorito são os vossos sorrisos!
Adorei estar na vossa escola, no dia 18 de Maio, a apresentar o meu livro – “Rui e a música mágica” – e fiquei felicíssima quando me convidaram para ir brincar convosco no Dia Mundial da Criança, 1  de Junho.  Este é um dia especial para todas as crianças e para mim também!
“Mas tu já não és criança!?” – pensam vocês.
Não, de facto eu já sou crescida e tenho muitas responsabilidades, para além de ser Provedora dos Cidadãos com Deficiência, que é um trabalho muito bonito e do qual eu gosto bastante.
No entanto…  De certeza  que vocês conhecem muito bem o Peter Pan e as suas amigas, não conhecem?  Sim,  é esse mesmo, o menino que não queria crescer!
Pois, tal como o Peter Pan é eu também quero continuar a ser criança, para manter o coração puro e a imaginação fértil, que me fazem sonhar, brincar, a viajar pelos reinos da fantasia e a acreditar que, um dia, as crianças farão um mundo mais justo e unido, onde todos serão olhados como iguais.
Por isso é que eu gosto tanto de crianças! São as crianças que me inspiram para escrever, pintar, fazer filmes e teatro, que tanto gosto de partilhar com elas e com os grandes na esperança de que me ajudem a tornar o mundo melhor.
O Peter Pan não tem asas, sabem como é que ele voa? Exactamente, com o pozinho de “prilim-pim-pim” que a fadinha Sininho lhe dá!
Eu também não consigo andar com as minhas pernas nem escrever com as minhas mãos. No entanto, a minha vontade de fazer o mesmo que todos os meninos fazem era tanta,  que minha  fadinha  disse-me que iria encontrar a minha maneira conseguir fazer tudo o que quisesse!
Como as fadinhas nunca mentem, nem mesmo as mais traquinas, acreditei logo nela! Foi nessa altura que encontrei na minha cadeira de rodas as “asas” que me permitem “voar” para onde quero e, no meu capacete, uma varinha mágica, com a qual faço as coisas bonitas que tanto gosto de fazer.
Pois é, o meu capacete e a minha cadeira de rodas, juntamente com muita dedicação, persistência, imaginação e a vontade de ajudar quem mais precisa, foram os meus instrumentos mágicos, que fizeram com que eu pudesse crescer, terminar o meu mestrado, para hoje estar a trabalhar e ter uma vida normal, como toda a gente. Foi também muito importante o carinho e a ajuda que minha mãe, a família e os meus amigos me deram.
O quê? Quem foi que disse que  as fadinhas não  existem?! Ora, só pode ter sido um tonto,  como o Capitão Gancho! É  claro que as fadinhas existem! Só que são ainda mais  pequeninas do que um grãozinho de pó e por isso não a  conseguimos ver com os  nossos olhos. Mas cada um de  nós tem uma fadinha que, bem sentadinha no nosso ombro, nos dá  bons  concelhos e nos  ajuda a concretizar os nossos sonhos, se nos esforçarmos e trabalharmos para que tal aconteça.
Ás vezes os adultos têm tanto que fazer, são tão desorganizados, que se esquecem de ouvir as suas fadinhas e depois só fazem disparates e coisas feias, como o Capitão Gancho.
As crianças são mais atentas, criativas e carinhosas, tendo mais  tempo para sonhar  e ouvir as suas doces fadinhas.  Por isso é que, quando se as crianças juntam, é sempre  uma festa cheia de  brincadeiras, alegria e magia no ar!
Estão a pergunta-me  como se faz para ouvirmos e vermos as fadinhas, já que elas são assim tão pequeninas? Ora, é simples, meus amiguinhos! Para ouvi-las, basta ficarmos bem quietinhos e estarmos muito atentos, porque as fadas gostam muito de falar ao ouvido. Para as vermos, basta fechar os olhos e esperar que elas apareçam nos nossos sonhos. As fadas são lindas e costumam ser parecidas connosco ou com um animal ou pessoa de quem gostamos muito.
Sabem que a fadinhas ficam ainda mais bonitas quando nos portamos bem? É verdade, quando o menino é bondoso, trabalhador, solidário com os amigos e pessoas que precisam de ajuda, as fadas ficam tão contentes, que o seu brilho quase parece o do sol! Mas quando o menino é mauzão, preguiçoso e egoísta, a tristeza das fadas é tão grande, que elas apagam-se e desaparecem sem deixar rasto.
Já imaginaram o que seria o mundo sem fadas? Seria um mundo feio, cinzento e cheio de meninos triste por não terem histórias que os fizessem sonhar.
Por isso, já sabem: portem-se bem, acreditem sempre nas vossas capacidades; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência e nunca tenham vergonha de oferecer ajuda.
Cuidem bem das vossas fadinhas e… SORRIAM  SEMPRE!
E, sempre que precisarem de mim, é só chamarem-me!
Um grande beijinho para todos
Rita Cuca

terça-feira, 12 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Manhã Magica na Escola Básica Manuela de Sá, a minha "escolinha"

Queridos alunos, professores e funcionários da Escola Básica Manuela de Sá,


Quando entrei para a fantástica Escola, em 1995, não fazia a mínima ideia do que iria encontrar. Não me senti assustada, mas sim muito entusiasmada. Era um mundo novo para mim numa escola que, na altura me parecia um gigantesco castelo cor-de-rosa.
Isso passou-se antes das férias grandes, quando eu vim visitar a escola e foi nesse mesmo dia que conheci um amigo muito especial – o Prof. Correia Pinto. Cruzámo-nos no pátio da escola, quando ele me disse “Eu sei que perdeste o teu pai, mas podes contar comigo sempre que precisares”. E assim foi, o Prof. Correia Pinto tem sido um amigo, que até hoje me acompanha e me apoia sempre que preciso.
No entanto, nesta escola eu não encontrei apenas um amigo, mas sim uma grande família - alunos, professores e funcionários - com quem criei laços para a vida inteira.
Aqui todos aprendemos uns com os outros a dar importância aos principais valores da vida, como a amizade, a partilha, a entreajuda, o respeito pelo próximo, entre outros.
Aqui eu aprendi que tudo é possível, se acreditarmos na nossas capacidades, se trabalharmos com muita de dedicação e se pedirmos ajuda quando precisámos.
Esta foi a escola que teve maior influência sobre o que hoje sou, sem dúvida.
Passados 16 anos, poder apresentar o meu trabalho, foi para mim um grande prazer, assim como lembrar os tempos em que fui mesmo muito feliz e do qual guardo lindas recordações.
Por momentos, senti que voltei a ter onze anos e que andava por aí a brincar às escondidas à volta das escadas, a jogar à bola no recreio, a dar cabo das portas com a primeira cadeira de rodas eléctrica que a escola me ofereceu e com a qual andava em alta velocidade, a cantar, a rir… enfim a fazer mil e uma tropelias, tal como todas as crianças.
Tive sempre uma infância e uma adolescência normal, a minha deficiência nunca me privou de nada, principalmente nesta escola. Até a Londres fui, na viagem de finalistas do 9º ano!
Mas atenção, não foi só brincadeira e diversão! Para hoje já ter o mestrado e a estar a trabalhar como Provedor do Cidadão com Deficiência, foi preciso muito estudo, trabalho, dedicação, persistência, imaginação e, sobretudo, muita mesmo muita vontade de ajudar quem precisa. Ajudar é a coisa mais bela do mundo! Por isso, fiquei muito feliz quando o Sr. Presidente da Câmara de Matosinhos, Dr. Guilherme Pinto, me convidou para ocupar este cargo.
A maior limitação que tenho encontrado ao longo da vida é o preconceito de muitas pessoas, que fazem questão de me julgarem pela aparência, sem me darem a oportunidade de mostrar de que sou tão ou mais capaz do que elas. No entanto, eu nunca desisto dos meus sonhos!
Não importa a forma como andamos, falamos ou fazemos as coisas, o importante é encontrarmos a nossa maneira de conseguir fazê-lo.
A cadeira de rodas e o capacete são os meus melhores amigos, com eles posso “voar”, trabalhar e fazer tudo o que gosto de fazer. A liberdade e o poder está na nossa mente e não no nosso corpo. E exactamente esta a mensagem vos quero deixar, com este meu testemunho.
Se as diferenças existem, é porque fazem parte da Natureza e, como tal, devem ser olhadas com naturalidade e respeitadas.
Por isso, peço-vos (principalmente a vocês, crianças e jovens, futuros homens do país) que me ajudem a acabar com a discriminação, para que todos possamos viver num mundo mais justo e feliz. É simples, basta que acreditem sempre nas vossas capacidades e na dos outros; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência, nem tenham vergonha de oferecer ou de pedir ajuda e…NUNCA DEIXEM DE SORRIR!

Obrigado a todos por me terem proporcionado este momento tão mágico e inesquecível. E já sabem, sempre que precisarem de mim, disponham.

Um grande e carinhoso beijinho para todos o alunos, professores e funcionários da Escola Básica Manuela de Sá, que será sempre a minha querida “escolinha”.

Rita Silva
5 de Abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

OS ALUNOS DO 4º ANO DO EXTERNATO PADRE CRUZ VISITAM A PROVEDORA DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA EM MATOSINHOS - 18/03/2011

Queridos meninos da turma do 4º ano do Externato Padre Cruz,


Receber a vossa carta logo no meu primeiro dia de trabalho como Provedora do Cidadão com Deficiência foi a maior alegria que eu podia ter.
Tentei marcar o encontro o mais rápido que me foi possível, pois estava ansiosa por vos conhecer.
Como vos disse no nosso encontro, as crianças são o meu mundo, são a minha inspiração para vida e para tudo o que vou fazendo ao longo dela. Para mim, todas a crianças são especiais, têm um coração puro e uma imaginação fértil que lhes permite sonhar e sorrir.
E agora vou contar-vos um segredo:
Conhecem o Peter Pan, o menino que nunca quer crescer? Pois é, eu sou como ele! Quero continuar e ter coração puro e a imaginação fértil de criança, mesmo sendo uma adulta responsável. Continuarei a brincar, a sonhar, a viajar pelos reinos da fantasia e a acreditar que, um dia, as crianças farão um mundo mais justo e unido, onde todos serão olhados como iguais.
Por isso, escrevo, pinto, faço filmes e teatro, para partilhar com os pequeninos e com os grandes os meus pensamentos e ideias, na esperança de que estes me ajudem a torna o mundo melhor.
As fadas existem se acreditarmos nelas. Tal como as fadas, os sonhos também podem tornar-se realidade, se acreditarmos neles e trabalharmos com muita dedicação.
Não importa a forma como andamos, falamos ou fazemos as coisas, o importante é encontrarmos a nossa maneira de conseguir fazê-lo.
Eu encontrei na minha cadeira de rodas as “asas” que me permitem “voar” para onde quero e, no meu capacete, uma varinha mágica, com a qual faço as coisas bonitas que tanto gosto de fazer.
Foi assim que eu consegui chegar até aqui, como muito trabalho, dedicação, persistência, imaginação e, sobretudo, muita mesmo muita vontade de ajudar quem precisa. Ajudar é a coisa mais bela do mundo! Por isso, fiquei muito feliz quando o Sr. Presidente da Câmara, Dr. Guilherme Pinto, me convidou para Provedora do Cidadão com Deficiência.
Espero que tenham gostado do nosso encontro, quanto eu gostei de vos conhecer e, a porta do meu gabinete estará sempre aberta para quem me vier visitar, principalmente para as fadinhas e duendes lindos como vocês.
E já sabem: acreditem sempre nas vossas capacidades; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência, nem tenham vergonha de oferecer ajuda e… SORRIAM SEMPRE!
Obrigado por todo o vosso carinho, nunca esquecerei o nosso encontro.

Um beijinho muito grande para todos e outro para a fantástica professora Belmira Soares

Rita Silva

sábado, 12 de março de 2011

PROVEDOR DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA EM MATOSINHOS

A Sra. Provedor do Cidadão com Deficiência
no seu posto de trabalho, disponível para ajudar!

Tenho Paralisia de Cerebral, o que me afecta apenas a coordenação motora, incluindo a fala. Contudo, a minha deficiência não me impede de ter uma vida normal, nem de desempenhar as minhas funções de Provedor. Antes pelo contrário, estando eu habituada a ser olhada como uma pessoa "diferente", usarei essa "diferença" para ajudar outros que a tenham e principalmente quem a não tem, pois a maior limitação  dos deficiente é a forma preconceitosa como a sociedade ainda os olha. Espero que seja este um dos meus contributos como Provedor do Cidadão com Deficiência , para além de todas as minhas outras funções que têm sempre o objectivo de promover a igualdade de direitos e de deveres entre todos os cidadãos, independentemente da sua condição física, para que todos vivam com dignidade, no Concelho de Matosinhos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Nunca pare de sonhar" - Gonzaguinha


A vida nem sempre é fácil, mas enquanto sonharmos, mantemo-nos vivos e com esperança de que o amanhã será melhor. Por isso, como dizia o fantástico músico popular Gonzaguinha, "Nunca pare de sonhar".

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ATÉ SEMPRE "AVÓ PEQUENINA" (BISAVÓ MATILDE)...

(1916-2010)
A Avózinha que enchia de ternura e boa-disposição todos os que dela se aproximavam. A  minha companheira dos belos dias de aventuras cheios de conversas e brincadeiras.  O sorriso maroto que nunca esquecerei.

domingo, 19 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS 2010!



Manhã na Ribeirinha!

Na manhã de 7 de Dezembro de 2010, surpreendi-me com a minha maior e diversa plateia  de crianças e jovens (do  5º ao 9º anos), professores e funcionários da escola EB 2, 3 Ribeirinha, Vairão.
Mesmo sendo uma época de testes e avaliações, a biblioteca encheu, havendo inclusivamente trocas de turmas durante a apresentação do meu livro "Rui a a música mágica", pois todos me queriam conhecer e manifestar o seu carinho.
Não há palavras para descrever tão deliciosa  e inesquescível recepção. É nessas alturas que sinto que toda a luta para chegar até aqui valeu realmente a pena e que tenho muitos livros filmes, teatros, músicas para escrever... Descobri que, com a Arte, posso fazer muitos sorrisos.  Esta é a maior recompensa que alguém pode ter!
Eu não mas considero exemplo para  ninguém, sempre me vi como uma  miúda normal, mas espero ter mostrado a todos esses jovens que, com método, presistência e muita mesmo muita dedicação, todos os sonhos se podem tornar possíveis, independentemente da nossa condição física, social ou qualquer outra.
A beleza da Natureza reside na diferença que torna único cada ser. Ninguém é perfeito, por isso não devemos ter vergonha de nós  próprios e temos que respeitar as diferenças dos outros. Todos nós temos capacidades e limitações, que podemos superar, tendo sempre a humildade de pedir ajuda, ajudar os outros e aprender com quem sabe mais do que nós. Todos nós temos algo que podemos partilhar e contribuir para um mundo mais justo, pacífico e unido.
A vida parece demasiadamente dura e difícil, mas tudo se torna mais fácil se nos ajudarmos e sorrirmos, em vez de virarmos a cara ou de nos maltratarmos.
Eu só sou feliz a ajudar os outros como sei e como posso, porque - já dizia Charles Chaplin - "quem ajuda, ajuda-se"!
Muito Obrigado a todos os alunos, professores e funcionários que com tanta ternura me receberam na simpática escola Ribeirinha. Estarei sempre ao vosso dispor para o que  precisarem.

sábado, 27 de novembro de 2010

UMA MANHÃ COM OS MENINOS DA ESCOLA CEGO DO MAIO - PÓVOA DE VARZIM

Era muito pequena quando se despertou em mim o imenso gosto por histórias que me faziam voar por mundos fantásticos. Um dia descobri que podia voar ainda mais longe e partilhar as minhas aventuras com os outros meninos, ou seja, aprendi a ler e a escrever!
Após longos anos de estudo e muito trabalho, consegui lançar o meu primeiro livro - "Rui e a música mágia" - cujo objectivo é fazer sorrir as crianças e ajudá-las a voar, sem medo, rumo aos seus sonhos.
Mais uma vez, o meu sonho concretizou-se, quando na manhã de 25 de Maio de 2010, a convite do professor Angelo (professor bibliotecário do agrupamento), conheci a maravilhosa Escola Cego do Maio, na Póvoa de Varzim.
Ainda fora da escola já estava fascinada com os belos trabalhos feitos pelos alunos, que dão um brilho mágico ao espaço. E, quando conheci os alunos, professores e funcionários que com tanto carinho e dedicação me prepararam uma manhã cheia de representações e surpresas encantandoras, só me apetecia voltar a ser pequenina para ficar a estudar nesta escola!
No final da manhã senti-me a miúda mais feliz do mundo, pois em troca de um simples conto, recebi o mais precioso tesouro de sempre: o sorriso e o carinho de crianças com tanto talento, tanta sensibilidade e tanto carácter humano!
São e serão as crianças que me fazem sonhar e escrever mais e mais contos que as façam sorrir.
Obrigado Escola Cego do Maio e um grande beijo para todos. Contem sempre comigo para o que for necessário!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

UMA MANHÃ COM AS ANDORINHAS DA ESCOLA SÁ COUTO EM ESPINHO

Foi na manhã de 23 de Novembro que descobri uma escola muito especial e exemplar - a Escola Sá Couto, em Espinho.
Nesta escola existem muitos "Ruis" (os professores) que, com todo o carinho e dedicação, ajudam as suas andorinhas (os alunos) a aprenderem a voar e a realizar os seus sonhos.
A professora Francisca (coordenadora do ensino especial) convidou-me para ir apresentar o meu livro - "Rui e a Música Mágica" - obra adoptada para a disciplina Àrea de Projecto de quatro turmas do 5º ano do ensino básico. Como se já não bastasse esta tão grande honra, os alunos, em conjunto com os professores e funcionários, preparam-me uma linda manhã cheia de música, representações e outras doces surpresas recheadas de carinho.
Surpreendeu-me, não só o grande número de alunos com necessidades especiais integrados, mas também as  excelentes condições humanas (para além de professores e funcionários inclui fisioterapeutas e teurapeuta da fala) e de acessibilidade (WC e salas adaptadas e acesso a todos os pavilhões) que a escola lhes oferece.  Poucas são as escolas que têm estas condições, no meu tempo (há cerca de 20 anos) nem sequer WC adaptado tinham. Outro pormenor excepcional é o facto da escola continuar a acompanhar os alunos com necessidades especiais  durante o ensino secundário, procurando garantir o seu sucesso, bem-estar e felIcidade.
Agradeço a manhã maravilhosa que me proporcionaram e espero que as entidades competentes continuem a apoiar a Escola Sá Couto e que outras escolas sigam o seu brilhante exemplo.
Sempre que necessário, a Escola Sá Couto poderá contar comigo.
Obrigado.

sábado, 6 de novembro de 2010

ATÉ SEMPRE, AVÓ "TÉ" (TERESA), DESCANÇA EM PAZ...

A AVÓ "TÉ" (TERESA), A AVÓ MAIS CARINHOSA E DIVERTIDA DE SEMPRE!


D. Teresa está hoje na Igreja de S. Mamede de Infesta (Av. do Conde) e o funeral será amanhã (10 Novembro) pelas 10h00.

domingo, 26 de setembro de 2010

Apresentação do livro "Rui e a Música Mágica", em Vila do Conde




Apresentação do livro "Rui e a Música Mágica", dia 09 de Outubro, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal José Régio, em Vila do Conde.



Mais informações sobre o livro em: http://maodarterita.com/publicacoes.html

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"À PROCURA DE MARIA" argumento para longa-metragem e mini-série televisiva



“À Procura de Maria” argumento de Rita Silva para longa-metragem e para série televisiva em 3 episódios. Trata-se de um thriller que conta a história de Inês é uma jovem jornalista, com seus 30 anos, que luta contra o suposto desaparecimento de sua filha Maria. No longo caminho de busca, depara com uma série de situações de inércia policial, violência e tráfico humano / pedofilia. Inês embarca numa alucinante aventura pelo mundo de loucura, onde nem tudo o que parece é.

O thriller pretende alertar a sociedade para doença mental (capacidades/limitações e consequências), morosidade da investigação policial, funcionamento das redes de pedofilia / tráfico humano, corrupção.

Procura-se uma produtora, para que o filme possa ser realizado.

domingo, 4 de julho de 2010

LANÇAMENTO DO LIVRO "RUI E A MÚSICA MÁGICA" DE RITA SILVA


No próximo dia 11 de Julho de 2010, pelas 15h, no Cine-teatro Municipal Constantino Nery, lanço “Rui e a música mágica”, o primeiro livro da colecção semestral “Os Contos da Rita Cuca” da Edita-me. “Rui e a música mágica” é um conto infantil inspirado na vida de Rui Veloso, que comemora 30 anos de carreira. O CONVITE É PARA TODOS! APAREÇAM!!!

Resumo: Rui, um menino de 10 anos, tem uma relação muito próxima com a sua harmónica. Nunca se separa dela e ao longo do dia, aproveita todos os momentos para tocar.Num dia primaveril, Rui encontra uma andorinha com uma asa ferida que prontamente recolhe e junto com os seus irmãos - Paulinha e Zé - cuida dela como se de um ente querido se tratasse.Após a sua recuperação, a pequena andorinha teima em não querer voar, tornando-se um membro efectivo da família de Rui com a qual passa todo o resto do ano.Inebriada pelas notas de uma música “mágica” tocada pelo pequeno Rui na sua harmónica, a pequena andorinha recupera finalmente as suas faculdades de voar e torna-se num apoio forte para o pequeno Rui, nos seus momentos mais difíceis.


Link: http://www.edita-me.pt/product_info.php?products_id=71?osCsid=8e7291c3cf68dc528c2a646c6d6aaba7

sábado, 19 de junho de 2010

JORNAL "MATOSINHOS HOJE" CHEGA AO FIM

Costuma-se dizer que o que é bom acaba depressa, mas eu acrescento que o que é honesto acaba depressa.
Matosinhos Hoje era o jornal que se preocupou em informar e dar voz aos matosinhenses, sempre de forma limpa, resistindo a qualquer tipo de influências. Preocupou-se, portanto, a servir o povo, o que nem sempre acontece com os outros jornais e meios de comunicação social.
Reconhecido e premiado pelo ex-Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, como o melhor jornal regional, Matosinhos Hoje morre vítima das tão conhecidas e terríveis "palmadinhas nas costas". Todos lhe prometeram apoio, mas na hora de cumprirem as promessas, muitos fugiram como o diabo da cruz.
Infelizmente, conheço bem essas "palmadinhas nas costas", mas Matosinhos Hoje mais uma vez fugiu à regra, surpreendo-me, pela forma como respeitou e valorizou o meu trabalho até à sua última edição, mesmo sendo das mais jovens e recentes colaboradoras.
Agradeço esta grande experiência a todos os que no Matosinhos Hoje trabalham e, em especial a quem me fez o convite para colaborar com o jornal - Dulce Salvador - desejando muitas felicidades para as suas carreiras.
Espero que outros jornais, assim como outras entidades sigam o exemplo do Matosinhos Hoje, para que possamos ter boa informação, assim como um país mais justo e honesto.
E, quem sabe um dia não voltaremos a ler o Matosinhos Hoje?!

domingo, 13 de junho de 2010

Uma Manhã com os Pequeninos

À cerca de oito dias, a convite da Dra. Lurdes Queirós - presidente da Junta de Freguesia de Sta. Cruz do Bispo, participei numa actividade pedagógica para as crianças do infantário.Como encerramento da feira do livro, na Junta de Freguesia, esta actividade consistiu na leitura de contos da minha autoria e num diálogo aberto entre mim, a minha mãe e as crianças (entre os 3 e os 5 anos), tendo como objectivo sensiblizá-las sobre a diferença.Para além de terem ficado a saber sobre como eu vivo numa cadeira de rodas, as crianças também puderam experimentar o capacete, com o qual trabalho, pinto e faço tudo os que os outros fazem. Se muitos dizem que a pintura é o espelho da alma do pintor, a crianças comprovaram isso, pintando (com o meu capacete) um lindo quadro cheio de cor. Assim, as crianças puderam reter que o mais importante é fazer e não como se faz.Foi uma manhã muito divertida para todos, onde podemos partilhar e aprender, independentemente das diferenças de idade ou limitações.Ao contrário dos adultos, as crianças aceitam e lidam facilmente com as diferenças, desde que lhes expliquem correctamente (na sua linguagem) porque existem e como lidar com elas. As crianças não são cruéis, são espontâneas e perguntam por mera curiosidade. A forma como as pessoas interpretam e respondem às perguntas das crianças é que nem sempre está correcta.É-me muito frequente ouvir adultos a responderem ás crianças "A menina não anda, porque é doentinha, coitadinha"! Esta é a pior resposta que se pode dar a uma criança, porque é errada e nem satisfaz a sua curiosidade. Pior que o doentinha é o coitadinha como ponto final, que funciona quase como "é um caso perdido, ignora".Bem, sei que ainda há muita ignorância que gera preconceito em torno da deficiência, mas é preciso combatê-la. E, hoje em dia, com tantos meios de comunicação, só é ignorante quem faz questão de o ser.Como dizia o Pavarotti, "as crianças são vítimas da estupidez dos adultos", ou seja, quando são cruéis é porque as educaram com bases em ideias mal concebidas.Se existirem iniciativas como a Dra. Lurdes Queirós, de criar eventos e actividades onde as crianças possam, desde pequeninas, aprender a conviver com a diferença, o mundo terá um futuro muito melhor.Não nos esqueçamos, que antes de se ser matemático, cientista, engenheiro, político ou qualquer outra coisa, tem que se aprender a ser Homem, a partilhar e a respeitar o próximo.Por isso, agradeço e louvo a iniciativa da Dra. Lurdes Queirós, que apesar de exercer um cargo político, nunca se esquece do seu papel de mãe e de professora. Espero que as escolas, políticos, pais e encarregados de educação sigam o seu exemplo.Rita Silva
Fonte: Matosinhos Hoje edição de 08-06-2010

sábado, 29 de maio de 2010

Revisitar / Descobrir Guerra Junqueiro

“Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro é um projecto da Escola das Artes / Som e Imagem, Universidade Católica no Porto, com coordenação e direcção científica de Henrique Manuel S. Pereira.O projecto teve génese no documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro; continuação num site e blog, em A Música de Junqueiro (livro e CD duplo), em Lançamento/concerto (DVD), e em À Volta de Junqueiro (livro). Terá futuro numa Fotobiografia do Poeta.” In http://www.artes.ucp.pt/guerrajunqueiro/ .
Trata-se dum projecto que eu vi crescer, com orgulho, durante a minha formação na Escola das Artes.
Fiquei agradavelmente surpreendida, quando em Novembro assisti ao lançamento do livro e CD A Música de Junqueiro. Foi um espectáculo extraordinário, variado e organizado com muita criatividade e profissionalismo.
É de destacar a multiplicidade de registos e formas que deram aos poemas de Junqueiro, quer no espectáculo de lançamento, quer no CD.
A mistura de registos e géneros musicais, assim como a variedade de performances do espectáculo, agradou e aproximou público de várias gerações.
Este lançamento / concerto pode agora ser visto em DVD, que foi lançado na passada sexta-feira, juntamente com o livro À Volta de Junqueiro. No evento, participaram personalidades da história e cultura portuguesa, das quais se destacam Manoel de Oliveira e D. Manuel Clemente.
O livro reproduz e amplia entrevistas/conversas de Henrique Manuel S. Pereira com várias personalidades portuguesas de diversos universos temáticos, como Mário Soares, Eduardo Lorenço, entre muitas outras.
Com este projecto, integrado no centenário da Republica, relembramos Guerra Junqueiro, um revolucionário incompreendido pelo seu tempo, mas que deixou marcas que duraram até hoje. Uma dessas marcas é A Moleirinha, uma canção que muitos cantam, mesmo sem saberem que se trata de um poema de Junqueiro.
Confesso que não contava com um projecto com tão alta qualidade. Não por falta de competência dos intervenientes, mas por ser uns dos projectos mais ambiciosos, feitos na Escola das Artes, nestes últimos cincos anos. É um projecto que exige muita responsabilidade e grande coordenação de uma equipa com dezenas de pessoas. Por isso, o Henrique Manuel S. Pereira e toda a equipa, estão de parabéns e espero que se continue a apostar em mais projectos como este.
E que o Guerra Junqueiro (o “Barbinhas”, como lhe chama Henrique Manuel S. Pereira) se mantenha vivo na memória das próximas gerações.

Rita Silva
Fonte: Matosinhos Hoje, edição de 25 de Maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma Aventura no Cine-Teatro Constantino Nery

Comecei no passado dia 5 de Maio o meu estágio no Cine-Teatro Constantino Nery.Habituada a receber “nãos” e a que duvidem das minhas capacidades por causa da cadeira de rodas, deparei-me com uma nova, louvável e carinhosa atitude por parte de quem neste teatro trabalha.Desde o primeiro dia, o Cine-Teatro e a Câmara Municipal de Matosinhos mostraram-se interessados e preocupados em criar as condições necessárias (gabinete) para que eu possa desenvolver o meu trabalho com conforto.Para além do carinho de todos os colegas, sou tratada com igualdade, tendo que cumprir os meus objectivos, tal como os outros.O mais importante é que me foi atribuído um cargo a altura das minhas habilitações, o que é muito raro acontecer, quando se trata de cidadãos com deficiência.Visto que a estou a terminar o mestrado em Televisão e Argumento, a directora do Cine-Teatro Constantino Nery - Dra. Luísa Pinto - propôs-me o desafio de adaptar um conto da minha autoria a peça de teatro infantil.“O elefante que queria voar” é o nome da peça que estou a projectar e que o teatro tem grande vontade de pôr em cena.Espero que esta minha aventura no teatro, não seja apenas mais um sonho realizado, mas que também seja um incentivo para que outras entidades empregadoras aceitem e respeitem as pessoas com necessidades especiais.
Pois é, Matosinhos mostra mais uma vez que até os elefantes podem voar!
Obrigado por esta grande oportunidade.

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=466&id=24746&idSeccao=3523&Action=noticia

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Rótulos

É próprio da humanidade rotular tudo quanto vê. Contudo, este “acto” que numa primeira instância tem a função de organização, transforma-se num dos principais causadores da instabilidade social.Isto acontece porque na maioria das vezes o rótulo baseia-se em intenções e ideologias mal fomentadas, ou seja, os preconceitos.Os rótulos originam fenómenos como o racismo e a discriminação/segregação. Deste modo, as pessoas que têm características menos comuns, são as mais propícias a serem rotuladas. Apesar de nestes séculos se terem travado varias lutas contra a discriminação e, de hoje existirem leis de protecção, continua-se, todos os dias, a violar direitos humanos, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas.No século XXI, milhões de seres humanos são discriminados por sexo, idade, étnica, estado civil, religião, doença ou deficiência ou simplesmente pelas sua aparência (os gordos, sobretudo), sendo, na maioria das vezes, excluídos da sociedade.Apesar de serem uma minoria, os deficientes são os cidadãos mais discriminados.Nos países desenvolvidos, as pessoas com deficiência que antes eram excluídas e/ou marginalizadas, têm mais condições para poderem desempenhar um papel activo na sociedade, embora ainda existem muitas barreiras. Por outro lado, nos países em vias de desenvolvimento, os avanços têm sido mais lentos e menos acentuados, devido ao custo financeiro que determinadas mudanças exigem, mas sobretudo devido à cultura e crenças que criam um estigma em torno da deficiência.Por exemplo, uma pessoa com dificuldades cognitivas recebem logo o rótulo de “diminuído intelectual”. “Diminuído” aos olhares doentios dos “ditos normais” significa incapacidade, inferioridade e até mesmo estorvo.Contudo, elas conseguem desenvolver outras aptidões e executar tarefas, com as quais podem ser úteis à sociedade. Tarefas que os “ditos normais” consideram insignificantes e que os deficientes executam com grande alegria e paixão, como a culinária, a jardinagem, o artesanato entre outras.A verdade é que os “ditos normais”, mesmo menosprezando os “diminuídos intelectuais”, acabam por usufruir dos jardins, dos petiscos e dos trabalhos que eles fazem, muitas vezes gratuitamente.Os mesmo acontece com os deficientes físicos e com todos os outros rotulados, que apesar de terem as mesmas ou até mais capacidades do que os “normais”, estão constantemente a ser marginalizados pela sociedade.Deste modo, acabamos por viver num mundo com grande desigualdade social, o que gera grandes e constantes conflitos.

Para pensar: Sabiam que, com os 20% de IVA, as baterias para as cadeiras de rodas eléctricas custam cerca de 600€ e duram entre 1 a 2 anos?

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=464&id=24623&idSeccao=3515&Action=noticia

sábado, 17 de abril de 2010

Bem-dispostos e "Patos chocos"

O ser humano é o bicho da insatisfação. Nunca está bem, arranja sempre desculpas para se queixar. Neste aspecto, todos sabem que os portugueses já bateram o record do guiness, há muito tempo.
No entanto, há dois tipos de pessoas: os bem-dispostos e os "patos chocos".
Os bem-dispostos são alegres e têm uma força de viver contagiante, mesmo que a vida não lhes corra pelo melhor.
Muitos até passam necessidades, sofrem de doenças ou têm uma vida dura e cheia de tristezas, mas não deixam de sorrir e de tentar ajudar aqueles que deles se aproximam. Encaram os problemas com optimismo, lutam com dignidade e sabem desfrutar dos simples prazeres da vida, como ver o sol nascer toda as manhãs. Só com o seu sorriso e boa disposição já conseguem ajudar quem os rodeia.
Ao contrário dos bem-dispostos, os "patos chocos" vêm o mundo como inimigo, não gostam de nada nem de ninguém. Têm inveja e culpam os outros dos seus próprios insucessos.
Muitas vezes até têm uma vida boa, mas não a sabem aproveitar. Não suportam a felicidade dos outros. Criam problemas só para incomodar quem os rodeiam... Tudo isso gera neles um sentimento de raiva que vai crescendo, até que acabam por se tornarem pessoas extremamente infelizes e solitárias.
As diferenças de personalidades fazem parte da humanidade, tudo na Natureza é diferente e é isso que faz com que cada um de nós seja único, como um grão de areia. Por isso, cada pessoa tem o direito de encarar a vida à sua maneira, desde que as suas atitudes não prejudiquem os outros. Mas… como dizia Raul Solnado “façam favor de serem felizes”.

Para pensar: Sabiam que as baterias das cadeiras de rodas eléctricas duram entre um a dois anos e pagam 20%, por serem consideradas luxo?

Rita Silva – marterita@gmail.com

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=462&id=24511&idSeccao=3507&Action=noticia

sábado, 3 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

O pobre diabo

Se repararmos temos sempre a tendência para culpar alguém dos nossos males. A culpa é sempre de tudo e de todos, menos nossa! Somos todos vítimas de um mundo cruel! E quando não temos a quem deitar culpas, culpamos o Diabo.
A verdade é que o pobre Diabo nem sequer existe. Ele é apenas uma forma de nós “figurarmos” o mal. Aliás o ser humano atribui uma forma e um nome a tudo o que conhece e que imagina, porque só é capaz de imaginar aquilo que vê. O Diabo é portanto uma mera representação do mal que nós não queremos ou não sabemos justificar.
Ora, se Deus criou o Mundo à sua imagem (julgam os crentes), onde o amor é o núcleo principal, não tinha qualquer lógica se criasse uma criatura maléfica. Assim como não faz sentido, vermos Deus como o “ditador” que nos comanda à distância.
Deus é o amor e, o amor é liberdade. Os homens são livres e o mundo depende das suas atitudes, para se tornar mais justo.
O conhecimento parte sempre da observação. Criamos imagens e nomes para tudo, mesmo para aquilo que não conseguimos ver nem explicar,
É nas atitudes do Homem que reside o bem e o mal do mundo. Por isso, mais vale pensarmos muito bem e assumir aquilo que fazemos, do que perdermos tempo com bodes expiatórios.
Tudo o que digo, já foi dito por padres, teólogos, filósofos, artistas, cientistas e outros intelectuais.
Eu apenas lembro o facto da mente humana funcionar à base de imagens / nomes. O conhecimento parte sempre da observação. Criamos imagens e nomes para tudo, mesmo para aquilo que não conseguimos ver nem explicar, mas sempre com base naquilo que vemos.
No fundo, eu diria que nós é que criamos Deus e todas essas figuras místicas / religiosas à nossa imagem e não o contrário. Desta forma, Deus e o Diabo existem conforme acreditamos neles.
Homem é minúsculo em relação à imensidão do Universo e o facto de nem sequer saber a sua origem, faz com que ele tenha necessidade de criar teorias, crenças, religiões, para se sentir mais confortável e protegido. Concluindo, vivemos muito da ilusão, assumindo-a como verdade.


Para Pensar: Há automóveis que não podem ser comercializados ao abrigo da Lei do Deficiente, só porque emitem mais Dióxido de Carbono, do que é permitido por lei. Mas então, os “ditos normais” podem ter desses automóveis?

Rita Silva - marterita@gmail.com

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=460&id=24418&idSeccao=3499&Action=noticia

domingo, 21 de março de 2010

O Mistério da Redondinha

É comprida, redonda e pontiaguda.
Serve de arma de guerra ou de paz.
O contacto com um corpo liso e virgem, fá-la verter um líquido, que deixa marcas.
Marcas que só o tempo pode apagar...
Marcas de prazer, de dor, de alegria, de sabedoria, de raiva, de solidariedade, de ciência, de arte, de amizadade, de amor... ou simplesmente marcas!
Essa redondinha pontiaguada, não tem vida própria. Obedece fielmente à vontade do seu dono, até se esgotar e cair esquecida...
(O que será essa coisa redondinha?)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Atirei o pau ao gato

As cantigas de roda, tão utilizadas nas brincadeiras e na educação infantil, estão muitas vezes recheadas de violência.
Faz-se um grande burburinho face à violência que hoje existe nas escolas, nas ruas, culpa-se toda a gente, mas não se faz nada para mudar. É mais fácil deixar as crianças entregues aos jogos de playstation, às séries e desenhos-animados cheios de violência injustificável, à Internet, do que estar com elas e ensinar-lhes os valores (amizade, respeito, etc.). Deixamo-las também entregues aos educadores e professores, depositando neles toda a responsabilidade. E quando alguma coisa corre mal os pais depositam a culpa nos educadores, nos média e na vida ocupada que levam.
É verdade que os médias são responsáveis pelo aumento da agressividade nas crianças. É igualmente verdade que a televisão deviam ter mais cuidado com a violência na programação infantil.
Contudo, uma das principais razões do aumento da violência nas crianças é a falta de atenção dos pais. Preocupam-se mais em sustentar os filhos do que em educá-los.
Bem que a violência não é só fruto do nosso tempo, vem já de há várias gerações. A prova está nas cantigas de roda que os pais ensinam aos filhos, logo nos primeiros anos de vida. Reparem na primeira canção que ensinamos aos bebés:

“Atirei o pau ao gato
Mas o gato não morreu
Dona Chica admirou-se
Com o berro que o gato deu
Miau!”

Qual é a pedagogia destes versos? O que assimila a criança? Apenas violência injustificável.
No entanto, os papás riem e aplaudem, quando o menino canta a canção decor. E quando o menino atira o pau ao gato, também se riem? Com que moral vão castigá-lo? Afinal, a criança só está pôr em prática o que os pais lhe ensinaram…
Tal como esta, existem muitas outras canções e contos infantis que, para além da violência, não têm qualquer coerência, nem conteúdo.
Por isso, os pais e educadores devem estar presentes na vida dos filhos e controlar a informação que lhes chega. Não podemos isolar a crianças da violência nem do mundo, mas devemos ter o cuidado de lhes explicar porque acontecem as coisas.
A tradição deve ser mantida quando é benéfica, caso contrário deve ser revista e adaptada. Reparem como canção tradicional “Atirei o pau ao gato” se torna menos violenta, mais coerente e pedagógica, mudando apenas duas palavras:

Atirei o peixe ao gato
Mas o gato não comeu
Dona Chica admirou-se
Com o berro que o gato deu
Miau!

Para pensar: Sabiam que a legislação NÃO protege o aluno deficiente no Ensino Superior?

Rita Silva
Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=458&id=24306&idSeccao=3489&Action=noticia

quinta-feira, 4 de março de 2010

Amor Solúvel - Uma comédia musical de Carlos Tê

“AMOR SOLÚVEL é um consultório sentimental em formato de talk show televisivo, onde um professor sexólogo disserta sobre o amor nas suas várias vertentes acompanhado por uma entrevistadora embevecida que lhe põe as questões que recebe por mail dos espectadores. O doutor é um sábio dotado da rara particularidade de ilustrar os pensamentos e os conselhos com canções.
As suas teorias são enriquecidas e reforçadas pela análise das canções populares o seu papel desempenhado na construção do imaginário amoroso ocidental.
A peça não tem uma história, é um consultório sentimental que explora questões enviadas por correio electrónico, mas, no seu decurso, tanto o doutor como a entrevistadora, assim como um dos camera-men, cederão a impulsos confessionais, pequenas catarses íntimas, muito ao gosto do mundo televisivo, provocando a inversão de papeis e levando a que, num dado ponto, o analista seja a analisado pela entrevistadora e pelo camera-man, depois de estes terem tido também os seus momentos de confissão pública.
Nos momentos musicais, a entrevistadora canta com o professor em duetos românticos, ajudados pelas harmonias dos camera-men, fazendo a peça deslizar para uma atmosfera inspirada nas obras para televisão do dramaturgo inglês Denis Potter.”

Amor solúvel é uma Comédia Musical escrita por Carlos Tê, com encenação de Luísa Pinto e Direcção Musical de Hélder Gonçalves (Clã).

A peça estará em cena de 3 a 28 de Março - Cine-Teatro Municipal Constatino-Nery em Matosinhos
Quarta a Sábado 21h30
Domingo 16h00”

Fonte: http://www.cm-matosinhos.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=16551&eventoId=58049

De tudo o que eu já vi, esta é, sem dúvida, umas das melhores comédias portuguesas. Toda a dinâmica e estrutura da peça leva-nos a passar cerca de duas horas de agradável diversão, onde nós próprios (público) também fazemos parte do espectáculo. Através da inteligência e subtileza das piada, Carlos Tê faz um retrato actual de como o Homem se comporta perante os sentimentos. Verdades nas quais todos nós já pensamos, mas que nunca foram explicitamente expostas, como nesta comédia.
Tecnicamente, o musical é muito simples, cenário e vestuário super singelos, poucos actores e uma excelente interpretação, assim como uma grande qualidade musical, contando com a colaboração (na composição das músicas) de Rui Veloso, Resende Dias, entre outros notáveis da música nacional.
É um espectáculo bastante acessível, que recomendo a todos.

terça-feira, 2 de março de 2010

DEBATE NO SILÊNCIO DA NOITE (in MATOSINHOS HOJE)

Hoje sai mais um artigo da minha autoria, no Jornal Matosinhos Hoje. Trata-se de um comentário sobre um evento importante que passou despercebido e da falta de interesse dos portugueses em participar na resolução dos problemas do país.


Debate no Silêncio da Noite

No passado dia 10 de Dezembro de 2009, a Amnistia Internacional de Portugal realizou um debate sobre a descriminação na deficiência, na Junta de Freguesia de Matosinhos.
A convite da Dra. Otília Gradim (Presidente do Núcleo de Matosinhos), fiz parte da mesa, representando a Paralisia Cerebral ao lado da surdez e a deficiência mental.
Neste debate falou-se dos vários tipos de descriminação, onde se verificou que, apesar de serem deficiências distintas, as descriminações eram as mesmas. Estas descriminações ocorrem essencialmente a nível familiar, académico, profissional e social.
Hoje em dia é hábito falar-se de deficiência, na comunicação social, mas sempre no sentido de “puxar a lágrima” e chamar audiência. Falar das dificuldades sem apresentar soluções, é fácil, mas não resolve nada. Pelo contrário, só aumenta o estigma!
O importante deste debate, foram as sugestões de soluções para os problemas expostos. Foi, com isso, mais além da superficialidade com que os médias abordam a temática.
No entanto, o debate realizou-se na calada da noite, onde só estavam presentes deficientes e pessoas que lidam com eles, assim como alguns membros da Juventude Socialista. A ausência da comunicação social e de entidades governamentais fez com que o debate passasse despercebido, apesar do esforço da Amnistia em divulgar.
A falta de interesse e o comodismo dos portugueses, é uma das principais causas do atraso do país face ao resto da Europa. Criticam, dizem mal, choram-se, mas a maioria não faz nada para melhorar o que dizem estar mal.
É preciso aproveitar as oportunidades que nos dão para falar, para fazer valer a nossa opinião, sair do sofá e participar em eventos, debates, votar… É preciso agir! E isso é válido para toda a gente.
Como já vos tinha dito, não vou estar sempre a bater na tecla da deficiência, uma vez que é excessivamente explorado pela comunicação social. Contudo, no fim de cada artigo, irei apenas colocar um pequeno comentário para vos deixar a pensar.

Para Pensar: Sabiam que os surdos pagam uma taxa ÁUDIO-visual, tal como os “ditos-normais”?

Rita Silva

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=456&id=24183&idSeccao=3478&Action=noticia

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

RITA CUCA ESCREVE NO "MATOSINHOS HOJE"

O Jornal "Matosinhos Hoje" convidou-me para escrever artigos de opiniao de 15 em 15 dias.

O primeiro artigo sai ja na terça (16 de Fev). Não percam!

Zero Preconceitos

O “Matosinhos Hoje” convidou-me para colaborar, escrevendo artigos de opinião. Sou uma jovem com Paralisia Cerebral, portadora de 97% de incapacidade física. Licenciei-me em Som e Imagem e estou a terminar o mestrado em Televisão e Argumento, na Universidade Católica Portuguesa. Para mim é uma grande honra poder colaborar com o jornal e espero corresponder às vossas expectativas. Este convite significa que, mais uma vez, olharam e apostaram nas minhas capacidades, dando-me as mesmas oportunidades que dão aos “ditos normais”. Trata-se de mais uma conquista depois do convite do dr. Guilherme Pinto para assumir o 11º lugar na lista de efectivos para as eleições autárquicas. Período em participei activamente no diversos eventos da campanha. Com isso, passaram a olhar mais para as minhas competências, independentemente da deficiência. Nenhuma campanha de sensibilização consegue o que dr. Guilherme Pinto conseguiu em mês e meio. Pela primeira vez, em 25 anos, pude sentir-me como uma pessoa normal e a minha cadeira de rodas passou a ser apenas um pormenor banal. Este convite do “Matosinhos Hoje” é mais um gesto para inclusão dos deficientes, mais uma prova de que podem desempenhar o seu papel na sociedade, de acordo com as suas habilitações e capacidades. É importante que as outras entidades empregadoras sigam o exemplo do dr. Guilherme Pinto e do jornal “Matosinhos Hoje”, apostando num futuro sem descriminação. O mundo é feito de diferenças e, se elas existem, é porque são necessárias. Por isso, só temos que as respeitar e conviver com elas com naturalidade. Nos próximos artigos, irei partilhar convosco a minha visão do mundo, comentando os mais diversos assuntos da actualidade. Até lá sejam felizes e… não julguem pela aparência!

Fonte: Matosinhos Hoje, Ediçao de 17-02-2010 (http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=454&id=24031&idSeccao=3465&Action=noticia)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ACTUALIZAÇÃO DO SITE MÃO D'ARTE RITA

Vejam os desenhos e pinturas feitas em 2009/2010, visitando o site http://maodarterita.com/pintura.html

Boa visita!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

LUZ DA ESPERANÇA

Todos nós podemos ser uma luz junto de quem mais precisa... basta querermos.
All we can be a hope’s light for needy, if we believe and help them.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Natal 2009


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A menina que calou o mundo por cinco minutos

Eis a prova como os adultos têm tudo para aprender com as crianças. Acho bem que o façam rapidamente porque, tal como ilustra a menina, a humanidade está a torna-se a principal ameaça da humanidade. Que tal menos cimeiras, conferências, palestras... menos treta e mais acção?! Há demasiada bagunça no mundo, que precisa que ser limpa agora e já, pois amanhã é muito tarde. E sem Mundo, também não existe humanidade...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A minha 1ª palestra

Tendo a minha mãe como porta-voz, falarei de situações de discriminação, apresentando também sugestões de mudança.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"Sorriso da Diferença" - Um exemplo a seguir!

Três finalistas do 12º ano do Centro de Estudos de Fátima desenvolvem um trabalho para a Área de Projecto. O tema escolhido para esta área curricular foi Patologias Psiquiátricas, tendo como título "O sorriso da Diferença".
O projecto consiste num conjunto de actividades lúdicas, que decorrerão em Fátima, durante o mês de Abril, com o objectivo de sensibilizar a população para a questão da deficiência.
O jovens agarram o projecto com paixão e ambição, querendo dar o seu contributo contra a discriminação. Cada um dos três alunos patilha a sua visão sobre a deficiência, tendo todos o mesmo objectivo.
“Quero dar a conhecer à população em geral esta realidade, quero aprofundar os meus conhecimentos acerca da temática em causa e sobretudo puder contribuir para um mundo mais sensível onde a diferença não seja vista de lado!!!” – diz o Vasco.
Joana conta que se sente revoltada com a forma negativa como a sociedade olha para os deficientes: “Pretendo, assim, através do trabalho de Área de Projecto, mostrar à sociedade que as pessoas portadoras de certas doenças têm, tal como todos, imensos objectivos, querendo também colaborar na diminuição dos obstáculos injustificados que lhes são colocados durante o caminho para alcançar os seus sonhos. Desejo, sobretudo, contribuir, o pouco que seja, para alterar a visão errada que a maioria da sociedade tem em relação a esta temática”. Assim como Cláudia: “encaro este projecto como uma possível forma de mudança, de mentalidades, ideias, costumes da nossa sociedade, apesar de ser um projecto muito ambicioso, bem sei, e talvez inglório, pois vivemos um “país fechado”, retrógrado quando toca à diferença, à novidade. Infelizmente, vivemos numa sociedade que rejeita, desrespeita, “agride” as pessoas que têm uma diferença, a qual deveria ser vista com normalidade, carinho e afecto, pois são pessoas que não têm culpa de serem portadoras de determinada doença, que têm sentimentos, ideias, objectivos e sonhos, como os “ditos normais” e portanto precisam de ser ouvidos, ajudados a realizar esses sonhos, a mostrar as suas qualidades, a serem felizes. Por isto tudo, considero imperioso fazer alguma coisa para que os direitos destas pessoas sejam finalmente cumpridos e respeitados. Anseio mudar a mentalidade da sociedade, ambiciono deixar a minha marca, numa sociedade tão egoísta, torná-la diferente e mais uniforme, algo, que parece impossível, mas tenho algo dentro de mim que obriga a agir e não baixar os braços, pois esta realidade, em que hoje vivemos entristece-se-me”.
Numa sociedade individualista como a nossa, é de louvar que três jovens, sem qualquer tipo de incapacidade, se preocupem e disponham a lutar contra a discriminação das pessoas com deficiência. Que muitos outros sigam o seu exemplo, porque só assim é que teremos um mundo mais justo, unido e feliz!
O grupo pediu-me ajuda e eu não pude deixar de dar o meu pequeno contributo para este grandioso projecto. Para tal, criei o logótipo “Sorriso da Diferença”, cujo site é http://osorrisodadiferenca.weebly.com .

sábado, 21 de novembro de 2009

A Música de Junqueiro

“A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto promove esta Terça-feira, 17 de Novembro, no Auditório Ilídio Pinho, a cerimónia de lançamento da obra “A Música de Junqueiro”, num concerto com vídeo, dança, música e poesia ao vivo.
O livro e o CD duplo que o acompanha constituem o primeiro resultado de um projecto mais vasto – «Revisitar, Descobrir Guerra Junqueiro» –, do Curso de Som e Imagem da Escola das Artes. Sob a coordenação e direcção científica de Henrique Manuel S. Pereira, esta iniciativa conta com o apoio da Comissão Nacional para as Celebrações do Centenário da República.
«Revisitar, Descobrir Guerra Junqueiro” é um projecto que congrega largas dezenas de autores, emergentes e consagrados, de várias gerações e quadrantes, de dentro e fora da Escola das Artes, em serviço diferenciado, mas convergente.
Entre dezenas de outros, são de destacar Eduardo Lourenço, Mário Soares, D. Manuel Clemente, Manoel de Oliveira, Maria Helena Rocha Pereira, Nuno Júdice, Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, António Salgado, Suzana Ralha, José Rodrigues, Pedro Abrunhosa, Jorge Palma e José C. Seabra Pereira.
Do projecto global fazem parte um documentário, um livro de entrevistas, uma fotobiografia, um site, um blog e um livro com CD duplo.
” In http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=76025


Finalmente, senti que estamos perante uma escola de artes, que produz arte, usando a sua multiplicidade de meios tecnológicos e criativos!
Finalmente, houve um Professor que se lembrou de criar um projecto diferente, que envolve alunos e professores dos vários cursos da Escola da Arte, bem com pessoas e entidades exteriores à Universidade Católica Portuguesa.
E o resultado está à vista! Foi um espectáculo extraordinário, super variado, muitíssimo bem organizado, sem falhas.É extraordinária a multiplicidade de registos e formas que deram ás músicas de Junqueiro, quer no espectáculo de lançamento, quer nos cd's. A mistura de gerações, de tecnologias, performances... Está tudo feito com muita criatividade e profissionalismo.
Confesso que não contava com um projecto com tão alta qualidade. Não por falta de competência dos intervenientes, mas por ser uns dos projectos mais (se não o mais) ambiciosos, feitos na Escola das Artes, nestes últimos cincos anos. É um projecto que exige alguém com uma grande coragem, muita responsabilidade e capacidade de liderança, pois não é nada fácil motivar e gerir uma equipa de dezenas de pessoas. Por isso, o Prof. Henrique Pereira e respectiva equipa, estão de Parabéns e espero que a Universidade Católica Portuguesa continue a apostar em muito mais projectos e espectáculos como este!
Site do projecto: http://www.artes.ucp.pt/guerrajunqueiro

Rita Silva
21 de Novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Rita Cuca nos Talentos Fantásticos 2009

Tenho, pela primeira vez, um conto publicado! "O Raio de Sol" (2004) foi seleccionado para fazer parte de um antologia relacionada com o tema do fantástico, composta por 113 obras dividas em categorias de conto, ilustração e poesia. Uma iniciativa da editora Edita-me.
Mais informações em: http://www.edita-me.pt/product_info.php?products_id=56&osCsid=0fcb17acc3d61d1e980f7c5e66849325

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Paixão Secreta de Uma Folha em Branco

Espero encontrar o preto, já que o branco faz para sempre parte de mim.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Guilhreme Pinto venceu - Matosinhos tem futuro garantido

Com honestidade, solidariedade, empenho e simplicidade, o Partido Socialista vence as eleições autárquicas, em Matosinhos.
A vitória do Dr. Guilherme Pinto é também a minha. Apesar de não ter entrado para a Câmara, a minha participação na política contribuiu para um novo olhar sobre a deficiência.
Graças a esta participação e à carinhosa homenagem que o Dr. Guilherme Pinto me fez, no comício de encerramento, onde me apresentou pelas minhas habilitações e desempenho na campanha, as pessoas passaram a olhar para mim como a Dra. Rita e não como "aquela menina deficiente". Nenhuma campanha de sensibilização consegue o que Dr. Guilherme conseguiu num mês e meio. Pela primeira vez em 25 anos, pude sentir-me como uma pessoa normal e a minha cadeira de rodas passou a ser um pormenor banal.
A vitória do Dr. Guilherme Pinto é também a daqueles que lutam diariamente contra a discriminação, por um mundo mais justo e unido!
Matosinhos é já um grande exemplo, mas tenho a certeza que daqui para frente, com o Dr. Guilherme Pinto e sua equipa, será um concelho de destaque nacional. E eu estarei sempre pronta para o ajudar.
Matosinhos tem garantido um futuro com dignidade e igualdade para todos os cidadãos!

domingo, 11 de outubro de 2009

Jovem com paralisia cerebral em 11º lugar na lista de Guilherme Pinto para a Câmara

Tem 25 anos, está a concluir o mestrado em Televisão e Argumento e integra a lista de Guilherme Pinto à Câmara de Matosinhos: Rita Silva é uma jovem com paralisia cerebral que superou todas as barreiras e chega à política local.


Rita Silva, que tem paralisia cerebral desde a nascença, foi convidada pelo candidato do PS à Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, para assumir o 11º lugar na lista de efectivos para as eleições autárquicas do próximo domingo.
A mãe da Rita, que tem o mesmo nome da filha, contou à Lusa que a primeira reacção da jovem depois de receber o convite do actual autarca matosinhense foi: "não, não me quero meter na política".
"Depois conversámos e achámos que se calhar era bom para toda a gente, nomeadamente para as outras "Ritas" que existem. É uma oportunidade de fazer valer os direitos à igualdade para que olhem para eles da mesma forma", explicou a mãe da jovem candidata.
Através do computador que a liga ao mundo - Rita tem um blog e um site, faz pintura digital, escreve contos e histórias infantis e estuda para o mestrado que está agora a concluir na Universidade Católica do Porto - a jovem escreveu um texto onde explicou e contou a aventura que está a viver no mundo da política local.
"Mesmo sendo a última da lista e, por isso, ter poucas hipóteses de entrar agora para a câmara, o facto de estar na lista dos efectivos é uma grande vitória contra a discriminação. Finalmente, alguém julgou o deficiente pelas suas competências e não pela imagem, dando-lhe a mesma oportunidade que dão aos outros", sublinhou Rita, que votou pela primeira vez nas últimas eleições legislativas de 27 de Setembro.
Mas o papel de Rita na lista é mais do que um mero símbolo contra a discriminação, uma vez que as medidas que a jovem apresentou foram incluídas no programa social da candidatura socialista à Câmara de Matosinhos para as eleições de dia 11 de Outubro.
"Apresentei já uma lista de medidas que devem ser tomadas, não só a nível autárquico mas também a nível nacional, para melhorar as condições de vida do cidadão com deficiência, medidas que já estão a ser analisadas pelos vereadores da câmara", disse a jovem candidata que tem participado numa grande parte das acções de campanha de Guilherme Pinto.
A mãe Rita confessou que à data do convite temeu que a presença da filha fosse "explorada", uma vez que "lamentavelmente a sociedade diz que os aceita mas isso é mentira".
Rita, conhecida pelos amigos como Rita Cuca, continua no seu texto: "Confesso que não estava à espera de ser tão bem recebida neste meio, tive algum receio que me fossem pôr um pouco de lado ou que se aproveitassem da minha imagem. Isso não aconteceu, fui sempre tratada da mesma forma que todos os outros candidatos".
Guilherme Pinto disse à Lusa que a jovem "é dos maiores exemplos de coragem e determinação" que já viu na sua vida, tendo percebido "que estava perante uma lutadora".
"Ter uma pessoa como a Rita Silva na minha lista à Câmara é uma garantia de que vamos estar atentos às necessidades dos portadores de deficiência. É obrigatório, ela não vai deixar que nos esqueçamos disso", salientou o autarca e candidato a mais um mandato, que sublinhou ainda o facto do programa eleitoral, nomeadamente no que respeita à área social, ter sido construído com a ajuda da Rita.



Por: Lusa, 07 de Outubro de 2009



Link: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1383447&seccao=Norte

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lágrimas com sentido

Ontem, na novela "Viver a vida", fiquei encantada com o testemunho de Virgínia Diniz Carneiro. Podem vê-lo em: http://especial.viveravida.globo.com/portal-da-superacao/tag/virginia-diniz-carneiro/ .

Passei também a usar a sua máxima: "As emoções me fazem chorar, as tristezas me fazem crescer".

Parabéns Manoel Carlos, por mais uma magnífica obra que nos mostra o que é a vida e a deficiência, tal como ela é!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Noite na Praceta das Farrapas

Nestes últimos tempos, tenho vivido uma série de experiências e emoções que modificaram muito a minha forma de ver e de estar no mundo.Como já tenho dito neste blogue, é possível ser-se feliz com pouco e as crianças são a prova disso.Na acção de campanha de sexta-feira à noite, na Praceta das Farrapas (Perafita - Matosinhos), senti-me como o Pai Natal. Mesmo sem presentes para oferecer, as crianças andavam à minha volta, curiosas, alegres por me poderem oferecer brindes, comida e sobretudo muito carinho. Estavam felizes só por dançarem e fazerem gracinhas das quais eu ria com ternura. O meu sorriso e carinho bastava-lhe.Estas crianças maravilhosas, a quem muitos põem o rótulo por viverem em bairros sociais, mostram que o importante é ser-se feliz e ter orgulho no que somos. E isso consegue-se facilmente, basta não ter preconceitos e não ter vergonha de dar o pouco que temos, pois tudo o que é dado com amor, vale mais do que qualquer tesouro.Ao receber este carinho destas crianças, eu ganhei, sem dúvida, um grande tesouro que guardarei para sempre no meu coração. É pena que os adultos não aprendam a ser puros e humanos como as crianças.

PS Matosinhos - CONSTRUIR O FUTURO

Quando o Dr. Guilherme Pinto me convidou para fazer parte da sua lista de candidatos efectivos, aceitei o convite de imediato.É para mim uma honra fazer parte desta equipa, que trabalha incansavelmente por um Matosinhos melhor. Graças ao Dr. Guilherme Pinto e à sua equipa, Matosinhos é hoje um concelho exemplar, que se preocupa em primeiro lugar com o bem-estar de todos os cidadãos. O Dr. Guilherme Pinto vai ao encontro das pessoas, para sondar quais são as suas verdadeiras necessidades, procurando dar-lhes sempre a melhor resposta.Matosinhos é hoje um concelho acessível a todos, embora ainda haja muito a fazer. Todos os planos do Dr. Guilherme Pinto apontam para um Matosinhos 100% acessível a qualquer cidadão com necessidades especiais. O facto do Dr. Guilherme Pinto me ter convidado ­– uma jovem com necessidades especiais – para fazer parte da sua lista, é a prova de que ele luta por um Matosinhos, onde a palavra “discriminação” não entra. Julgo que é o primeiro candidato a fazê-lo, por isso, a sua obra não pode ser interrompida.Para mim será uma enorme alegria, se um dia, eu poder participar activamente na sua luta por um futuro com igualdade e dignidade para todos os cidadãos que vivem e passem por Matosinhos.
28-08-2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Mundo Colorido de Rita Cuca

Isso sim, é uma verdadeira jornalista, sem medo de dizer a verdade!
Leiam o fabuloso artigo de Helena Oliveira em http://www.ver.pt/conteudos/ver_mais_Sermais.aspx?docID=867

terça-feira, 28 de julho de 2009

Olhar-Espelho

A verdadeira beleza de uma pessoa reflecte-se na pureza do seu olhar, que nos toca desde o primeiro instante.

sábado, 25 de julho de 2009

Disfarce da verdade

É mais fácil disfarçar a verdade do que manter a mentira.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Celebridade

Muitas vezes, as grandes celebridades são mais acessíveis, do que aqueles que têm a mania que são mais importantes dos que outros. A verdadeira celebridade é quem não perde a humildade, quem procura ajudar e tratar com respeito e dignidade todos os que dela se aproximam.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Você é Forte?

Este vídeo que me chegou hoje, via mail, é Fabuloso! E mais fabuloso ainda é facto das escolas investirem neste tipo de lições, essas sim são escolas a sério! É pena que em Portugal não se sigam estes exemplos... Porque o Homem não se faz só com matemática!

Liberdade de Expressão

Somos completamente livres de pensar, mas não podemos expressar tudo o que pensamos de forma literal. No entanto, podemos fazê-lo disfarçadamente, através da arte, uma vez que esta é uma metafora da realidade. A liberdade de expressão consegue-se através da forma inteligente, criativa e cautelosa como nos exprimimos.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Dar

Tudo o que tenho será para te oferecer, sempre que quiseres receber.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cuidar do Mundo

O mundo nunca nos deve nada, é nossa obrigação cuidar dele e torna-lo melhor. Ao fazê-lo estamos a cuidar de nós próprios, pois o mundo é a nossa única casa e viver numa casa suja e desarrumada, nunca foi agradável.

domingo, 19 de julho de 2009

Homens e Novelas

O homem sozinho faz novela, o homem com sogra vê novelas.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Assumir Sentimentos

Não basta sentir, também é preciso ter coragem de assumir os sentimentos e manifestá-los, antes que seja tarde demais.

domingo, 5 de julho de 2009

Informação Nacional

Vivemos num país anedótico, onde todos mentem e onde já ninguém acredita em ninguém. Chegamos a um ponto que vemos as notícias como se fossem novelas, basta vê-las uma vez por semanas, que está sempre tudo na mesma.

sábado, 4 de julho de 2009

Nobreza de Sentimentos

O respeito pelo próximo é a atitude mais nobre que existe, enquanto que o sentimento de piedade é mera hipocrisia.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Amor, o Sentimento

O amor verdadeiro fica para sempre no nosso coração. Mesmo que nos separemos e tomemos rumos de vida diferentes, este profundo sentimento estará sempre connosco, pois é impossível apagá-lo da nossa memória.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Estupidez

Se a estupidez matasse, a humanidade estava em sério risco de extinção.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Dimensão dos Problemas

O mesmo problema é vivido com intensidades diferentes, dependendo da idade, cultura, educação e características de cada pessoa.
Para uma criança, perder o seu ursinho de peluche preferido é tão dramático como, para um adulto, perder o seu melhor amigo.
Por isso, os problemas têm que ser avaliados e respeitados de acordo com cada pessoa.

terça-feira, 30 de junho de 2009

O poder dos mídias

A melhor maneira de resolver as coisas, em Portugal, é recorrer aos meios de comunicação social. Expõe-se o problema e no dia seguinte está resolvido! Não é fantástico?

domingo, 28 de junho de 2009

OPEN YOUR MIND

O texto que se segue faz parte do documentário “A Normal Diferença”. Um documentário realizado por mim e pelo Richard Solal, em 2005/06 e, que resultou de um encontro de pessoas normais que aceitaram passar um dia na pele de um deficiente motor.

“A magia do mundo está na diversidade das paisagens, dos animais e das pessoas.
Tudo é diferente, por mais semelhante que pareça…
Todos temos características próprias e, por isso somos diferentes uns dos outros, sendo umas mais evidentes do que outras…
Diferenças, a que os ditos “normais” chamam anormalidades, incapacidades, inferioridades, esquecendo-se de que estas também fazem parte da natureza que os rodeia. Esta é a maior incapacidade dos “normais” – a de respeitar a diferença. Julgam apenas pela a aparência, respondendo aos pedidos/direitos dos “diferentes”, com um cruel e egoísta “NÃO”!
Nós, os ditos “diferentes” somos capazes de superar as dificuldades, à nossa maneira. Por isso vocês também têm que ser capazes de, pelo menos, TENTAR superar a vossa, que muitas vezes é bem maior do que as dos “diferentes”.
Todos pertencemos ao mesmo mundo e temos os mesmos direitos: ao amor, à amizade, à OPORTUNIDADE… à VIDA!
Assim como temos todos o mesmo dever de contribuir para um mundo mais unido e humano.
Evoluam, não julguem pela a aparência… OPEN YOUR MIND!”

Rita C. M. Silva, 2006

sábado, 27 de junho de 2009

Quero...

Quero ser tão importante, quanto tu és para mim.
Quero sorrir e ajudar, quanto o teu sorriso me ajuda.
Quero fazer alguém feliz, quanto tu me fazes a mim.
Quero amar a vida, quanto tu me fazes sentir amada.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fazer


Uma pintura é sempre uma pintura, boa ou má e, o facto de ser feita com a cabeça, com o pé, com a mão... é apenas uma curiosidade.

O importante é fazer bem feito, independentemente de forma como se faz.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dia de S.João (do Capuchinho Vermelho)

Depois da noite de festa
Só apetece fazer a sesta
Com coisas boas na cesta
Lá vou eu para a floresta

terça-feira, 23 de junho de 2009

Noite de S. João

S. João, S. Joãzinho
Toma lá um balãozinho
Enquanto asso um cabritinho
Para o nosso jantarinho

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mundo de Lego

Se Deus fosse tal como O pintamos, o mundo seria feito de legos, sendo facilmente destruído, mal Ele se fartesse de brincar.

domingo, 21 de junho de 2009

Metamorfose da Vida

Nada volta a ser como era, depois de um dado acontecimento, por mais insignificante que este seja.

sábado, 20 de junho de 2009

Salada de Emoções

A música é uma sequência de sons, que nos entra harmoniosamente pelos ouvidos, enchendo-nos a alma com uma verdadeira salada de emoções.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Dia D

Não sei que diga, nem sei que faça. Por isso, não digo, nem faço nada!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Refúgio do Espírito


"Por vezes, com o desespero, a dor, a tristeza, a confusão da vida, o espírito parece-nos totalmente negro… mas algures bem lá no fundo, existe um espaço onde ele se refugia, encontrando a paz e a esperança. No entanto, há sempre um cavalo que passa, cuja cor negra chama-nos de novo à realidade."

Rita Silva
Novembro de 2005

Hoje, em vez de estar a trabalhar no calor abafado do meu quarto, com os constantes ruídos da cidade, bem que batia uma soneca, à sombra dum chorão, junto ao do rio, a ouvir os passarinhos a cantar. Como não posso, vou ouvindo a música do meu simpático amigo Rui Veloso, que me ajuda passar o tempo com boa-disposição.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um Momento Mágico em Piccadilly Circus

Na minha viagem de finalistas de 9º ano, em 2000, foi a Londres. Já de si, a viagem foi absolutamente mágica. Para um adolescente, viajar sozinho com os colegas e professores, é simplesmente uma sensação de liberdade incrível! Para além disso havia uma amizade e uma camaradagem entre todos nós, como hoje é raríssimo encontrar.
No entanto, houve um momento, de um ou dois minutos, que me marcou para toda a vida.
Passou-se à noite, em Piccadilly Circus. Estava no meio duma imensa multidão, à espera duns colegas que tinham ido comprar gelados ao McDonald, quando, de repente, sou abordada por um rapaz negro. Enquanto que os meus colegas, a minha mãe e os professores se agarraram às carteiras, assustados, eu mantive-me inexplicavelmente tranquila.
O rapaz falou comigo com toda a meiguice, beijou-me a mão e pediu-me para me beijar na face. Não me lembro do rosto, da voz, nem tão pouco percebi o que ele me disse… Apenas respondi a tudo o que ele me pediu, como se estivesse hipnotizada… Naqueles curtos minutos, tudo o que estava a minha volta desapareceu, só ouvia a voz do rapaz, as suas palavras imperceptíveis que soavam como a mais bela das melodias… A ternura dos seus beijos ficou marcada por muito, muito tempo… ficará marcada para sempre no meu rosto, na minha mão, na minha memória… Num ápice, tal como apareceu, o rapaz desapareceu no meio da multidão, deixando-me imersa no mais profundo sentimento de paz…
Foi tudo tão rápido, tão mágico, que ainda hoje me pergunto: Será que ele era um anjo?

terça-feira, 16 de junho de 2009

O Início e o Fim

O início de alguma coisa é sempre o fim de outra e vice-versa. Afinal, a vida é um círculo, onde o princípio e o fim se fundem num único e complexo mistério.

domingo, 14 de junho de 2009

Violência na Arte

A arte por si própria não é violenta, excepto quando recorre à violência como meio de expressão ou se tem a intenção de violentar ou de incentivar o espectador para a violência. A arte teoriza/interpreta a realidade e ao fazê-lo, reproduz apenas uma imagem fictícia da realidade.
Matar um cão à fome é uma realidade e não uma representação, logo não é, de forma alguma, arte. Por isso, chamar arte a esse tipo de acto ilegal e de extrema violência contra a vida, é também um gravíssimo atentado contra à verdadeira essência do fenómeno artístico! Mais grave é compactuar e aplaudir este tipo de imbecilidade!
É muito importante estabelecer a fronteira entre realidade e representação, caso contrário mergulharemos no mais terrível e absoluto dos caos.

sábado, 13 de junho de 2009

Ponto Negro

Sobre o mais puro dos brancos, há sempre um ponto negro.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Primeiro dia de férias

Hoje é o meu primeiro dia de férias. Satisfeita e aliviada, depois da corrida contra o tempo para conseguir acabar todos os trabalhos e entregá-los na secretaria (com apenas um funcionário) da universidade, deixo-me ficar na cama até tarde. Deitada, já sem sono e com pequeno-almoço tomado, ponho-me a magicar o que posso fazer durante este tempo livre. Planos não faltam, mas ao mesmo tempo tenho uma enorme preguiça de sair da cama, sem me apetecer estar nela. Ligo a televisão, mas a programação é de fugir! Mais vale levantar-me e começar a inventar projectos em que eu possa expandir a minha criatividade. Escrever a minha mensagem diária no blogue, dar uma limpeza ao PC, terminar uma pintura, fazer esboços para outras... Não me falta que fazer, só preciso é de combater a inércia.
Bom, a mensagem de hoje já está, vamos ao resto!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Liberdade no limite

Há tempos falava-mos do facto do homem ter necessidade de dar nomes e formas ao que vê e ao que não vê. E isso não é mais do que uma tentativa de estabelecer limites face à imensidão do universo desconhecido. É forma que o Homem tem de se sentir livre.
O texto que se segue fala do paradoxo entre limite e liberdade.

EXISTIR OU NÃO EXISTIR

Há quem diga que a felicidade não existe.
Outros dizem que está na liberdade, no amor, no dinheiro, na fama…
Cada um tem a sua teoria, a sua filosofia de vida.
Nada é certo neste mundo, tudo é relativo.
O círculo não tem início nem fim.
Tudo o que existe é infinito como um círculo.
Não sabemos o que é aquilo a que chamamos vida, morte, associado ao início e ao fim.
Julgamos que sabemos.
No entanto não passam de palavras inventadas, para nomear coisas que não sabemos que existem.
Queremos ser livres, mas a ideia de infinito assusta-nos brutalmente!
Criamos limites constantemente, para encontrarmos a liberdade.
O que é a liberdade? Onde começa? Onde acaba?
De novo os limites… Porquê que pensamos sempre neles? Porquê que investimos sempre num caminho que não nos leva onde queremos?
Somos limitados, porque fazemos questões de nos limitar.
Insistimos em dar nome a tudo o que vemos, ao que não vemos ou ao que julgamos ver.
Será que existe alguma coisa?
Será que existimos?
Não seremos seres imaginários?
Será que tudo não passa de interminável sonho?
Será o sonho a chave da liberdade e felicidade absoluta?...

Rita Silva
09/03/2007

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pessoas Pinturas

O seguinte texto fala daquilo que eu tenho dito, neste blogue, acerca do carácter das pessoas. É um texto que escrevi já há algum tempo, mas que resume esta questão da falsidade de certas pessoas.

Acordo.
As pessoas são pinturas que elas próprias pintam.
Fazem-se de muito prestáveis, sempre preocupadas com o próximo, cheias de palavras lindas, sorrisos e abraços…
“Podes contar comigo sempre, sou teu amigo.” Amigo? Claro, amigo de toda a gente!
Convêm agradar a todos ou à maioria. Assim, tens o lugar garantido na rádio, na TV, nas galerias… ou as eleições ganhas, ou o filme patrocinado, ou desconto no arranjo do carro… Por isso, pintam sobre a tela já pintada.
Volto-me na cama
Aproximamo-nos delas. Vemos-lhe os defeitos disfarçados por várias pinceladas impressionistas que nos encantaram. Assustam-se. Fogem. Desaparecem dias, meses…anos.
Quando menos esperamos, quando menos precisamos… quando começamos a tentar esquecê-las, quando a tinta desbota, elas reaparecem. Reaparecem deitando culpa à luz, à humidade… Dão como desculpa o trabalho, a falta de tempo, um familiar doente, a perda do nosso contacto.
“Podes contar comigo sempre se eu precisar, sou teu amigo.”
Pedem-nos, imploram-nos para restaurar a pintura. Aceitámos, damos-lhes outra oportunidade… Afinal, és “meu amigo”.
Passa-se horas nos laboratórios a tentar restaurar algo. Algo que uma radiografia revela ser falso.
Por mais tentativas que se faça, sabe-se que mais dia, menos dia, a tinta torna a desbotar-se.
Saímos de laboratório e anunciamos que detectamos x quadros falsos durante o restauro. Falsos.
Uns entram desesperados pelo laboratório dentro. Agarram-se às suas pinturas.
“Não, não se pode difamar assim uma pessoa!”
Não vou dizer nada… porque afinal dizes-te “meu amigo”.
Outros esperam tranquilos.
Não vou dizer nada…
Só lamento o tempo que gastei a restaurar o que se vai desbotar novamente, porque é falso. Falso.
Ou nem isso lamento.
Volto-me outra vez.
Sinto desprezo por aquelas pinturas…
Não, nem isso sinto.
Simplesmente esqueço-as, não existem, nunca existiram…
Ou existem, só que eu já não tenho laboratório, nem pinturas para restaurar.
Adormeço.

Rita Silva
02/09/2005