O Caderno da Rita Cuca é um cantinho para partilhar pensamentos e curiosidades do dia-a-dia de um mundo cada vez mais surpreendente. Divirta-se! Nota: AS NOVAS MENSAGENS ESTÃO A SEGUIR À PRIMEIRA.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
sábado, 13 de dezembro de 2014
A magia de um castelo de cartão
“Mesmo com
pouco tentamos fazer o possível pela felicidade dos nossos meninos especiais,
não temos um castelo mas podemos construí-lo com cartão e muito amor”, dizia a
Directora da E.B. 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio quando falava dos desafios e
dificuldades que enfrentam diariamente para conseguirem dar aos seus alunos com
necessidades especiais o que merecem. Dificuldades acrescidas pelos constantes
e cegos cortes que o Governo insiste em fazer, virando as costas a quem mais
precisa.
Felizmente,
ainda existem Seres Humanos que amam o próximo independentemente da sua
condição física ou psíquica, entregando-se de corpo e alma para lhe dar o
mínimo de dignidade e de felicidade a que todos têm direito.
Um intenso,
muito intenso calor humano foi o que encontrei no gélido dia 5 de Dezembro,
quando cheguei E.B. 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio, em Póvoa de Lanhoso. Fui a
convite da escola, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Pessoa
com Deficiência, com o intuito de realizar uma sensibilização para os alunos
sobre a questão da deficiência e a importância das diferentes formas de
comunicação na sociedade.
No entanto, fui
surpreendida com as inesquecíveis surpresas que os alunos, professores e
auxiliares preparam para mim.
Numa salinha
já pequenina para tantos meninos especiais, fizeram maravilhosos trabalhos
manuais, ensaiaram músicas, uma peça de teatro, para além de todas as outras habituais
tarefas diárias.
A festa
começou ao som dos velhos mas afinados bombos, cujo sorriso dos “músicos
especiais” contagiou todos os presentes. Não foi fácil para eles coordenar
todos aqueles movimentos, no tempo e ritmo certo, para que a música soasse afinada
dos tambores quase furados de tantas horas de ensaio, empenho, dedicação e
muita vontade de vencer o desafio, surpreendendo a plateia. Assim sendo, estes pequenos grandes artistas
merecem ter tambores ou outros instrumentos novos para poderem continuar a
fazer música e a serem felizes, sendo por isso importante toda a ajuda
possível.
À música
seguiu-se o teatro de marionetas com uma peça fantástica, resultante da
adaptação do meu livro “Rui e a música mágica” feita e interpretada pelos
alunos NEE’s (Necessidades Educativas Especiais). Nada pode ser mais
emocionante, gratificante e motivante para um autor do que ver que o seu livro
ajuda as crianças a sonharem, desenvolverem a sua criatividade e a crescerem
felizes numa sociedade ainda muito preconceituosa, egoísta e competitiva, onde
as oportunidades não são iguais para todos, sobretudo quando se tratam de
pessoas com deficiência.
Como se não
bastasse, os meninos surpreenderam-me ainda com a mais encantadora reprodução
do meu livro “Rui e a música mágica” em tamanho A3 feita por eles, para além de
todas as palavras e lembranças inesquecíveis que com tanto carinho me
ofereceram.
Foi com
muito orgulho que participei na inauguração da nova Sala de Educação Especial,
juntamente com uma largada de balões brancos que levaram pelos céus mensagens
de paz, esperança e de igualdade. Esta sala, que anteriormente era uma
arrecadação, transformou-se num lindo espaço cheio de luz, criado pelos
professores e auxiliares que todos os dias ensinam, alimentam e cuidam incansavelmente
dos seus meninos especiais com um carinho, cujas palavras são insuficientes
para o descrever. Bem-hajam!
Agora estes meninos têm duas salas, onde
poderão aprender, desenvolver capacidades, sonhar e crescer ainda mais felizes.
“Obrigado
por teres vindo” – agradeciam-me eles.
Mas obrigado
porquê, se eu não vos dei nada, comparando com os inigualáveis tesouros que vocês
me deram?! É esta a sensação que eu tenho de cada vez que vou às escolas e são
estes momentos que me fazem seguir em frente sem nunca desistir. Por isso, eu é
que agradeço do fundo do coração, aos professores, alunos e auxiliares da E.B.
2,3 Prof. Gonçalo Sampaio, a homenagem e o carinho que me deram. Jamais
esquecerei este momento mágico que convosco passei.
Eu também já
fui uma criança especial e hoje sou uma jovem adulta com deficiência formada
com mestrado em Som e Imagem, trabalho, escrevo, faço projectos, mas a
sociedade insiste em virar-me a cara, sem me dar oportunidade de mostrar as
minhas capacidades.
No entanto, encontro
na arte, nos livros, na fantasia dos contos e do cinema a esperança e a força
para enfrentar as adversidades da vida real. Por isso, irei continuar a escrever
e a lutar pelos meus sonhos/projectos, para que outras crianças também possam
crescer felizes como eu. Para mim, todas as crianças do mundo são especiais e
nada vale mais do que o seu sorriso.
A vida nem
sempre é fácil, mas são os desafios que nos tornam mais fortes e que dão o
toque mágico as nossas pequenas vitórias que resultam em grandes conquistas.
Nunca desistam dos vossos sonhos!
Para todos
um grande beijo e que o sorriso permaneça sempre nos vossos rostos!
Rita Cuca
domingo, 2 de novembro de 2014
HAPPY HALLOWEEN!
Halloween é um momento em que podemos dar largas à nossa criatividade e exprimir o nosso lado mais sombrio. Como adoro o espírito fantástico do Halloween, foi com imenso prazer que me deliciei a comer uma múmia que resolveu assombrar o meu lanche. Nunca imaginei que as múmias fossem tão deliciosas! Venham elas!
Mummy cupcake - Confeitaria Ferreira (Matosinhos)
sábado, 25 de outubro de 2014
Viajar até ao Rio de Janeiro em cadeira de rodas
A deficiência já não é motivo para deixar de viajar e explorar os diversos lugares do mundo.
A ANA Aeroportos de Portugal dispõe do My Way, um serviço de assistência personalizado a passageiros com mobilidade reduzida que viaje num estado membro da União Europeia.
Reservando o serviço My Way, até 48 horas antes do horário da partida, o passageiro tem direito a assistência pessoal e de bagagem, desde a chegada ao aeroporto até ao seu lugar no avião. Este serviço conta com recursos técnicos e humanos especializados para o efeito. Basta o passageiro dirigir-se ao “Ponto Designado de Chegada”, onde encontra um telefone para informar o My Way da sua chegada ao aeroporto.
Os passageiros mobilidade reduzida não podem fazer check-in pela internet, mas têm prioridade num balcão a estes destinado, juntamente com idosos, grávidas, menores que viajam sozinhos e passageiros acompanhados de animais, sendo também os primeiros a embarcar no avião.
O My Way disponibiliza cadeiras de rodas para circulação no aeroporto, mas o passageiro pode ir na sua própria cadeira até à porta do avião. Aí será transferido, por técnicos especializados, para uma cadeira de transporte com dimensões reduzidas para poder circular no avião, onde será transportado até ao seu lugar. Reforça-se que, apesar da cadeira parecer desconfortável sobretudo para pessoas com espasticidade ou movimentos involuntários, esta está equipada com cintos que, juntamente com a experiência dos técnicos, permitem a estabilização do passageiro, para que o percurso até ao seu lugar se realize em segurança.
No avião existe um número de lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida, em que o braço exterior levanta para facilitar as transferência. Contudo, a curta distância entre os bancos pode ser um grande incómodo para passageiros que, devido espasticidade ou movimentos involuntários, passam o tempo a bater com as pernas no banco da frente, podendo ficar com lesões e pôr em causar a tranquilidade de quem viaja neste banco. Como as normas internacionais, não permitem que os passageiros com mobilidade reduzida viajem nos lugares de emergência (mais espaçosos), seria pertinente que as companhias aéreas criassem os lugares destinados a deficientes com mais 10 cm de distância do banco da frente, para garantir o conforto, a segurança e a tranquilidade de todos os passageiros.
No caso de longos voos directos, os aviões têm também um WC adaptado, com a largura da fila de lugares central. Durante o voo a tripulação presta assistência nas deslocações do passageiro até ao WC e no retorno ao respectivo lugar. Deste modo, o passageiro que necessite de apoio para se alimentar e no WC, será conveniente viajar com um acompanhante.
Para evitar contratempos, é fundamental que, no momento da reserva da viagem, o passageiro especifique o tipo deficiência e as condições que necessita para viajar. Assim, como é importante que os funcionários do aeroporto e as tripulações estejam sensibilizadas para informar e auxiliar os passageiros com necessidades especiais adequadamente, pois nem sempre o fazem.
No Rio de Janeiro, o aeroporto oferece o mesmo tipo de assistência, tendo técnicos que acompanham o passageiro com mobilidade reduzida desde o desembarque (inclusive) até à saída do aeroporto.
Os transportes públicos estão na generalidade adaptados, existindo também táxis especiais para transporte de “cadeirantes”, nome pelo qual os brasileiros designam as pessoas que se deslocam em cadeira de rodas.
Relativamente às acessibilidades, Rio de Janeiro ainda não está totalmente adaptado, nomeadamente na construção mais antiga em que a reduzida largura das portas não permite a plena circulação de uma cadeira de rodas normal e nem sempre existem rampas. Parte dos passeios são da responsabilidade dos condomínios privados e, salvo algumas excepções, têm rampas, mas existem muitas zonas onde não existes passeios e os são da responsabilidade municipal são de pavimento irregular e a grande maioria sem rampas. As praias também não reúnem condições de acessibilidade. Por outro lado, os shoppings e os edifícios mais modernos já respeitam as normas da acessibilidade.
Contudo, a solidariedade e o respeito que os cariocas têm pelos idosos e deficientes ajudam a superar muitos dos obstáculos.
Caso uma pessoa em cadeira de rodas esteja com dificuldade em atravessar a rua ou em aceder à praia, imediatamente os transeuntes lhe oferecem ajuda, sempre com simpatia e boa disposição. Pode não haver acessibilidades, mas há sempre espírito solidário e vontade de criar uma alternativa.
Existem também alguns estímulos à inclusão social dos cidadãos com mobilidade reduzida, como o atendimento prioritário na maioria dos serviços e lojas, descontos nos bilhetes e entradas gratuitas, como é o caso do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde não cobram entrada ao deficiente nem ao acompanhante.
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é acessível, excepto algumas zonas mais íngremes e de pavimento mais irregular.
No trem do Corcovado, o turista com mobilidade reduzida encontra um técnico que o ajuda a entrar e a sair do trem, com o auxílio de rampas de alumínio amovíveis e, fica instalado num espaço próprio para cadeiras de rodas, onde pode usufruir da magnífica paisagem florestal, durante a viagem. Lá em cima, existem elevadores para o bar e loja de recordações, havendo também um técnico que sobe os “cadeirantes” na escada rolante até ao ponto mais alto, onde se encontra o Cristo Redentor e onde pode admirar a bela paisagem panorâmica do Rio de Janeiro.
Deste modo, uma pessoa com mobilidade reduzida pode fazer um roteiro e actividades turísticas como os demais. Basta ter espírito aventureiro e muita boa disposição.
Fatias Douradas
Nos tempos em que as posses não eram muitas, os antigos usavam a criatividade para adoçar um pouco o lanche das crianças, com ingredientes simples e relativamente fáceis de encontrar sobretudo em casas de famílias de classe média. Deste modo, surgiram as deliciosas "fatias douradas", tal como a minha avó lhes chamava.
Ingredientes:
Pão a gosto
Manteiga
Açúcar
Canela
Modo de preparação:
Parta o pão em fatias, barre-as com manteiga e polvilhe-as com açúcar e canela.
Num instante, tem um lanche saboroso, económico, saudável e óptimo para acompanhar chá, café, leite, chocolate quente ou galão. Se preferir a manteiga derretida, pode aquecer ou torrar um pouco as fatias, antes de as barrar e polvilhar, sendo assim uma boa forma de aproveitar o pão seco.
As fatias douradas são bastante aconchegantes, nos dias frios de inverno, mas também sabem muito bem com bebidas frescas, no verão.
Plantas, vegetarianos e utopias
Eu entendo e respeito a opção de quem é vegetariano por uma vida mais saudável e por um mundo com menos sofrimento.
Defendo a 100% os direitos dos animais e a preservação do planeta.
No entanto, as plantas são seres vivos tal como os animais. Há inclusivamente estudos e teorias que dizem que as plantas reagem aos estados de espírito do tratador e desenvolvem-se mais depressa ao som da música clássica. Coincidência ou não, o certo é que a minha bisavó falava todos os dias com as suas plantas e quando não o fazia estas murchavam, mesmo sendo regadas e tratadas como sempre.
Acho um pouco também arrojado o facto do Homem se considerar o único ser inteligente e racional à face da Terra. Porquê? Porque constrói arranha céus? Também as formigas constroem formigueiros, onde habitam milhões. Porque comunicam? Também os golfinhos o fazem através de ultra-sons. Aliás os animais conseguem comunicar sem o uso da palavra e conseguem muitas vezes conhecer o estado de espírito dum humano, através do cheiro, da temperatura, como é o caso dos cães, gatos, entre outros. Enquanto muitas vezes o homem se perde no meio das suas próprias palavras e destruindo-se a si e ao seu habitat deliberadamente. O Homem necessita de afecto para um desenvolvimento saudável? As plantas desenvolvem-se melhor quando falamos com elas e quando ouvem determinados géneros de música…
Deste modo, considero que todo o ser vivo possuí a sua forma de “inteligência” e de comunicação. Assim como acredito que muitos seres vivos, mesmo sendo minúsculos e com um modo de vida aparentemente mais simples, sejam mais evoluídos do que o Homem.
Sou completamente contra os maus-tratos e o massacre injustificado de animais, como as touradas, as caças desportivas, entre muitos outros, mas o facto de todos deixarem de comer carne não significa acabar com o sofrimento no mundo.
Os próprios animais matam outros animais ou plantas para se alimentarem, assim como há plantas que se alimentam de carne para sobreviverem. Tal como eles, nós também somos seres vivos e precisamos de nos alimentar para sobreviver. Se não comermos carne, teremos que sacrificar as plantas, que também são seres vivos, caso contrário não sobrevivemos.
Infelizmente, parece-me um pouco utópico ansiar-se por um "Wonderful World” onde todos vivem felizes e sem sofrimento. Para tal, todos os seres vivos teriam de se alimentar apenas da luz solar.
A natureza é assim e nunca se deixará contrariar, por muito que o Homem tente mudar o seu curso, ela dará sempre a sua sentença final baseada na velha lei da sobrevivência. Por mais cruel que nos pareça, a natureza tem a sua lógica que permite a sustentabilidade do planeta, só precisamos de repeitá-la, preservá-la e amá-la tal como ela é, em vez de tentarmos dominá-la a nosso bel prazer. Assim sendo, acredito que uma alimentação moderada e sem excessos, juntamente com um modo de vida ecológico e sem desperdícios, possa ser um bom contributo para a saúde e para o equilíbrio e preservação do planeta.
A curiosa insuficiência das palavras
Ontem uma amiga falava-me da sua dificuldade em escrever uma mensagem para alguém muito especial.
Ri-me.
Ri-me de felicidade por saber que, neste louco mundo cada vez mais materialista, ainda existem sentimentos que não se explicam por palavras e pessoas cujas palavras são insuficientes para as descrever ou agradecer o que elas fazem por nós. O importante é que tudo o que se lhes disser ou os gestos que tivermos com elas, sejam sinceros e sentidos.
Ri-me por já ter tido, em vários momentos da vida, o privilégio de sentir a mesma dificuldade que ontem a minha amiga me falava. E espero que as palavras me faltem muitas vezes, porque é sinal que continuam a existir pessoas que marcam a diferença ao longo da minha vida.
domingo, 19 de outubro de 2014
Primark, um exemplo de comércio acessível a todos
A 16 de Setembro de 2014, o retalhista irlandês de vestuário – Primark – abriu a sua oitava loja em Portugal, no Norteshopping, oferendo todas as condições de acessibilidade para clientes com mobilidade reduzida.
A disposição dos artigos e a distancia entre os expositores permitem que uma cadeira de rodas circule facilmente por todo o amplo espaço comercial, dispondo ainda de duas caixas com balcão rebaixado e devidamente sinalizadas para atendimento desses clientes.
É também de realçar o facto de loja dispor de um amplo provador unissexo adaptado, exemplarmente equipado com um banco à altura do assento de uma cadeira de rodas normal, apoio lombar, barras de apoio, braços rebatíveis, cabides a baixa altura e alarme para pedir auxilio.
Para facilitar ainda mais o momento da prova, o cliente pode deixar o seu cesto das compras em segurança, num espaço reservado, à entrada dos provadores.
A Primark é um conhecido retalhista irlandês de vestuário, que compra grandes volumes de artigos, para conseguir vender a preços mais baixo do que a concorrência. Nas lojas Primark, o cliente pode encontrar artigos para bebé, criança, senhora e homem, artigos para o lar, acessórios, produtos de beleza e produtos de confeitaria a preços bastante económicos.
A falta de acessibilidade é um dos factores dissuasores da inclusão social dos cidadãos com deficiência em Portugal. Apesar de a legislação obrigar a criar condições de acessibilidades nos espaços comerciais, a grande maioria não as tem e muitos fazem as adaptações que nem sempre são as mais adequadas, apenas para obterem o alvará de abertura, mas depois utilizam-nas de forma imprópria, como é o caso de muitos provedores destinados a cidadãos com deficiência, que são utilizados como arrumos.
Na matéria das acessibilidades, a Primark é indubitavelmente um exemplo do que deve ser o comércio/sociedade inclusiva, pelas condições e dignidade com que recebe os clientes com mobilidade reduzida, colocando-os assim em pé de igualdade com os demais.
sábado, 18 de outubro de 2014
Nova cadeira todo-o-terreno para aventureiros com mobilidade reduzida
No País de Gales foi criada uma nova cadeira de rodas motorizada de seis rodas.
A cadeira dispõe de um chassis flexível que mantém sempre todas as rodas no chão, garantindo assim a sua estabilidade, bem como o conforto e segurança do utilizador.
Com a nova cadeira, rochedos, encostas íngremes, terrenos campestres e agrestes, deixam de ser lugares inalcançáveis para pessoas com deficiência motora.
Deste modo, abriu-se mais uma porta para a liberdade e autonomia das pessoas com mobilidade reduzida, sobretudo para quem gosta de aventura e do pleno contacto com a natureza.
20 de Setembro de 2014
O dia acordou cinzento e a nuvens ameaçavam chuva a qualquer instante.
Como sempre o citadino vê a chuva como um contratempo que pode servir para cancelar ou estragar uma festa ao ar livre. Foi exactamente isso que eu pensei, quando acordei para ir a uma reunião familiar, na quinta da Costeira, na Aveleda.
Curiosamente, este também era o dia de aniversário do meu pai. Por isso, ir à Costeira foi uma forma de o recordar e de lhe prestar homenagem, onde ele brincou e conviveu com a família do seu avô paterno.
Eu não cheguei a conhecer o meu bisavô Joaquim e só fiz uma visita à Costeira uma única vez, quando tinha apenas três ou quatros anos de idade, da qual não me recordo. No entanto, cresci sempre com a Costeira no meu imaginário, por causa das histórias que a minha avó Teresa e bisavó Matilde me contavam.
Deste modo, ir à Costeira foi com uma viagem no tempo, onde as histórias das minhas avós se tornaram realidade e onde pude recordar memórias que vivi apenas pelo que me contavam. Foi uma sensação deliciosamente estranha, pois mesmo sem conhecer as maioria das pessoas, senti-me completamente em casa e em família.
No inicio, a tendência foi descobrir “quem é quem” e construir à pressa uma confusa árvore genealógica, mas são tantas gerações que optamos por ser todos primos e primas e usufruir do momento com alegria.
Deste modo, o piquenique debaixo da velha ramada, para qual cada um contribuiu com uma iguaria, juntou risos, conversas e histórias que pareciam não ter fim. Que delicioso o arroz de forno da nossa querida anfitriã Bel! Huuuum, e o vinho da aldeia?! Já para não falar nos grelhados do primo Mário, na frescura dos saborosos tomates do quintal, do doces e do Pão Podre, que segundo o tio Quim, escandalizou o meu pai, quando era miúdo, por pensar que lhe estavam a oferecer pão estragado. Realmente, o nome não é lá muito apetitoso, mas o doce é mesmo saboroso!
De barriguinha cheia, enquanto as crianças brincam no antigo baloiço, no qual dizem que caí ao colo do meu avô, uns primos deixam-se embalar pela tranquilidade da quinta, outros passeiam pelos recantos navegando pelas memórias, os mais curiosos andam simplesmente a bisbilhotar os encantos dos tempos antigos, outros dedicam-se a eternizar o momento em fotografias, outros brincam com os velhos cães da quinta e outros certificam que nada falta na mesa.
Mais primos continuaram a chegar, trocam abraços emocionados e relembram histórias de tempos que já lá vão e de pessoas que já cá não estão.
Foram vários os momentos em que imaginei, no meu interior, as vozes da minha avó Teresa e da minha bisavó cheias de alegria por verem a família toda junta na quinta centenária, onde passaram muitos dos seus melhores momentos da sua infância e juventude.
“Vês, Ritinha, quando era pequena adorava passar por este caminho de buxos” – diria a minha avó Teresa entusiasmada – “Sente o cheirinho, huuum, que maravilha!”
“Nos tempos mais frios, juntávamo-nos todos na Sala de Inverno, com a salamandra acesa, a lanchar e a conversar até anoitecer” – contaria a bivó Matilde - “Eram tardes em cheio”.
Tal com eu, para além da longa conversa com as suas queridas primas Bel e Tecas (anfitriãs da casa), a avó Teresa ia adorar fazer festas aos encantadores cães da quinta, principalmente á “Fugy” que não se cansava de me dar a patinha, pedindo mimos.
O salsicha do vizinho apareceu de repente cheio de energia, agitando os restantes companheiros que, na sua linguagem, lhe dizem para se ir embora. Cabisbaixo, lá foi ele pela estrada fora, mas… não demorou muito a voltar!
À tardinha, eu e a minha mãe tivemos ainda o privilégio de dar um passeio pela quinta na companhia das primas mais novas – Isabel, Leonor e a linda princesinha pequenina Ariana – e a sua tia Albertina. A doce Ariana fez questão de me oferecer duas pedrinha do chão da quinta, que guardei com todo o carinho como recordação destas crianças fantásticas, que vivem felizes e saudáveis no meio da natureza.
Por instantes, a chuva resolveu juntar-se à festa, dando-lhe apenas um toque de frescura, que soube mesmo bem, mas logo veio o sol quentinho, cuja luz mágica de fim de tarde ilumina a fotografia com todos os primos a posar para a posteridade.
Fica assim a memória de um dia que prometia ser cinzento e acabou por se inundar de emoções, recordações e descoberta de um mar de primos, numa reunião familiar, onde o passado e o presente se encontraram harmoniosamente, na tranquilidade de uma quinta cheia de histórias.
Fica também a saudade e a vontade de lá voltar.
Tostas “breakfast”
Tostas “breakfast” podem constituir uma refeição ligeira
e de rápida preparação, sendo bastante agradável e saudável.
Ingredientes
- ovos (2 por pessoa)
- pão de forma (2 fatias por pessoa)
- manteiga
- leite
- queijo
- sal e pimenta (opcional)
Modo de preparação
Num recipiente, bata os ovos acrescentando um pouco de
leite para ficarem macios e tempere-os com sal e/ou pimenta a gosto.
Entretanto, coloque uma frigideira ao lume com uma noz de
manteiga e faça-a deslizar até que esta derreta e cubra toda a superfície.
Quando estiver suficientemente quente, deite os ovos na
frigideira sem parar de os bater. Ponha-os em lume brando. Acrescente uma ou
duas fatias de queijo e mexa para que se misture com os ovos. Se gostar,
pode ainda acrescentar pedacinhos de bacon ou de fiambre, rodelas de salsicha,
cogumelos laminados ou qualquer outro ingrediente pré-cozido que lhe vier à
imaginação. Mexa tudo muito bem e quando
os ovos estiverem prontos, retire-os do lume antes que percam a aparência
húmida e distribua-os pelas fatias de pão de forma, previamente barradas com um
pouco de manteiga.
A tostas “breakfast” podem ainda ser acompanhadas de uma
salada de tomate ou verduras, conforme os gostos.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Dia Internacional das Pessoas com Deficiência 2013, em Matosinhos.
“Todos diferentes, todos iguais” foi o lema que marcou o 3 de Dezembro de 2013 - Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, em Matosinhos.
Após cerca de uma quinzena de exposição, conferências e actividades dedicadas as todas as idades, a 15ª edição da iniciativa “Juntos pela Arte” encerra em grande, mostrando ao público fantásticos talentos.
A peça de teatro “Branca de Neve Rockability” animou todos os miúdos e graúdos que vibraram com a alegre música que acompanhava a extraordinária representação da APPACDM Trofa.
Num ambiente alegre e descontraído, crianças do infantário e do ensino básico, a ACAPO e a APPACDM Matosinhos, divertiram-se com a originalíssima peça cheia de sentido de humor, podendo também conversar com os actores e orientadores da peça para esclarecerem qualquer dúvida que pudesse ter ficado.
No entanto, a rainha malvada, o pajem / caçador, os sete anões e anãs, a Branca de Neve e o príncipe Roqueiro, deixaram muito poucas dúvida e os aplausos encheram o Salão Nobre, que se tornou num espaço mágico, onde o preconceito foi proibido de entrar.
Os sorrisos continuaram com o poema “Todos diferentes, todos iguais” e o conto “O Giramelo” de Rita Cuca.
O Giramelo feito em massa de papel pelos alunos da Escola Básica 1º ciclo e Jardim de Infância da Viscondessa de Santa. Cruz do Bispo, resolveu juntar-se à festa e andar a passear pelo público com o seu sorriso doce. Todo feliz, lá andou ele a receber muitos mimos de todos os presentes. Mas, mais maravilhoso de tudo isso foi que, graças ao Giramelo dos meninos da Escola da Viscondessa, os cegos também puderam tocar-lhe e descobrir a forma desta simpática personagem, o camelo que queria ser girafa.
Estavam todos tão divertidos que não havia vontade de se irem embora! No entanto, a tarde terminou com a muito boa disposição do Ioga do Riso.
Deste modo, as crianças puderam conviver com vários tipos de deficiência, destruindo assim os estereótipos e ideias mal formadas sobre esta realidade. Experiencias como estas são extremamente importantes, porque se habituarmos desde cedo as crianças a lidarem com as diferença de forma natural e solidária, no futuro teremos uma sociedade muito mais aberta e inclusiva.
Para as pessoas com deficiência, estas experiencias são fundamentais para que elas se sintam felizes e integradas na sociedade. Para elas, é uma grande alegria poderem mostrar as suas potencialidades e o trabalho que desenvolvem durante longos meses nas suas instituições. São momentos únicos, em que elas se sentem úteis e iguais aos ditos normais.
Num momento como este não podia faltar a Língua Gestual Portuguesa! Pudemos contar com a colaboração de Amélia Amil, que faz a tradução para LGP, durante a hora o conto, dando assim a conhecer, ao público presente, esta maravilhosa forma de comunicação.
Mais surpresas encheram a noite de 3 de Dezembro, quando a APPACDM Matosinhos nos transportou para o fundo do oceano com a sua encantadora peça de teatro de marionetas de esponja. O público emocionou-se com um bailarino em cadeira de rodas que se transforma num grande polvo, quando os seus colegas, num pezinho de dança, lhe vão colocando os oito tentáculos, onde por fim adormecem tranquilamente. “Sozinhos somos frágeis, mas todos juntos tornamo-nos fortes e protegemo-nos uns aos outros, encontrando assim a paz” foi esta a metáfora do grande polvo que dificilmente se apagará da memória de quem assistiu a este momento tão intenso e mágico.
A festa continuou com o Bruno Gomes, um jovem músico que, apesar de não ter numa deficiência, também tem que lutar diariamente para conseguir concretizar o seu sonho de fazer uma carreira musical, pois não basta o seu talento. Bruno animou o público com os seus originais e com canções intemporais, proporcionando assim um agradável momento de descontracção.
O duo Joana Reais e guitarrista Mucio Sá fecham a festa em grande. Mais um vez o público verteu lágrimas de emoção, quando Joana entrou em palco totalmente despida de preconceitos, com o seu vestido curto que deixava exposta a sua prótese. Joana surpreendeu-nos com a sensualidade com que canta todo o género de música, já para não falar da sua incomparável voz de anjo que nem precisou de microfone para deixar o público completamente encantado.
Todos estes artistas mostram que qualquer que seja a limitação, esta não é motivo para desistirem dos seus sonhos e que, a sociedade só tem a ganhar, se esquecer os estereótipos de beleza/normalidade e der mais oportunidades, valorizando mais as potencialidades de cada indivíduo.
Desta forma, o “Juntos pela Arte” provou, não só ao público em geral, mas também a cada participante, que, apesar das suas limitações, todos têm diferentes formas de expressão e que todas juntas podem constituir um mundo mais harmonioso, onde a tecnologia e as capacidades de uns ajudam a superar as incapacidades de outros.
Juntos conseguimos um Mundo de todos e para todos!
Após cerca de uma quinzena de exposição, conferências e actividades dedicadas as todas as idades, a 15ª edição da iniciativa “Juntos pela Arte” encerra em grande, mostrando ao público fantásticos talentos.
A peça de teatro “Branca de Neve Rockability” animou todos os miúdos e graúdos que vibraram com a alegre música que acompanhava a extraordinária representação da APPACDM Trofa.
Num ambiente alegre e descontraído, crianças do infantário e do ensino básico, a ACAPO e a APPACDM Matosinhos, divertiram-se com a originalíssima peça cheia de sentido de humor, podendo também conversar com os actores e orientadores da peça para esclarecerem qualquer dúvida que pudesse ter ficado.
No entanto, a rainha malvada, o pajem / caçador, os sete anões e anãs, a Branca de Neve e o príncipe Roqueiro, deixaram muito poucas dúvida e os aplausos encheram o Salão Nobre, que se tornou num espaço mágico, onde o preconceito foi proibido de entrar.
Os sorrisos continuaram com o poema “Todos diferentes, todos iguais” e o conto “O Giramelo” de Rita Cuca.
O Giramelo feito em massa de papel pelos alunos da Escola Básica 1º ciclo e Jardim de Infância da Viscondessa de Santa. Cruz do Bispo, resolveu juntar-se à festa e andar a passear pelo público com o seu sorriso doce. Todo feliz, lá andou ele a receber muitos mimos de todos os presentes. Mas, mais maravilhoso de tudo isso foi que, graças ao Giramelo dos meninos da Escola da Viscondessa, os cegos também puderam tocar-lhe e descobrir a forma desta simpática personagem, o camelo que queria ser girafa.
Estavam todos tão divertidos que não havia vontade de se irem embora! No entanto, a tarde terminou com a muito boa disposição do Ioga do Riso.
Deste modo, as crianças puderam conviver com vários tipos de deficiência, destruindo assim os estereótipos e ideias mal formadas sobre esta realidade. Experiencias como estas são extremamente importantes, porque se habituarmos desde cedo as crianças a lidarem com as diferença de forma natural e solidária, no futuro teremos uma sociedade muito mais aberta e inclusiva.
Para as pessoas com deficiência, estas experiencias são fundamentais para que elas se sintam felizes e integradas na sociedade. Para elas, é uma grande alegria poderem mostrar as suas potencialidades e o trabalho que desenvolvem durante longos meses nas suas instituições. São momentos únicos, em que elas se sentem úteis e iguais aos ditos normais.
Num momento como este não podia faltar a Língua Gestual Portuguesa! Pudemos contar com a colaboração de Amélia Amil, que faz a tradução para LGP, durante a hora o conto, dando assim a conhecer, ao público presente, esta maravilhosa forma de comunicação.
Mais surpresas encheram a noite de 3 de Dezembro, quando a APPACDM Matosinhos nos transportou para o fundo do oceano com a sua encantadora peça de teatro de marionetas de esponja. O público emocionou-se com um bailarino em cadeira de rodas que se transforma num grande polvo, quando os seus colegas, num pezinho de dança, lhe vão colocando os oito tentáculos, onde por fim adormecem tranquilamente. “Sozinhos somos frágeis, mas todos juntos tornamo-nos fortes e protegemo-nos uns aos outros, encontrando assim a paz” foi esta a metáfora do grande polvo que dificilmente se apagará da memória de quem assistiu a este momento tão intenso e mágico.
A festa continuou com o Bruno Gomes, um jovem músico que, apesar de não ter numa deficiência, também tem que lutar diariamente para conseguir concretizar o seu sonho de fazer uma carreira musical, pois não basta o seu talento. Bruno animou o público com os seus originais e com canções intemporais, proporcionando assim um agradável momento de descontracção.
O duo Joana Reais e guitarrista Mucio Sá fecham a festa em grande. Mais um vez o público verteu lágrimas de emoção, quando Joana entrou em palco totalmente despida de preconceitos, com o seu vestido curto que deixava exposta a sua prótese. Joana surpreendeu-nos com a sensualidade com que canta todo o género de música, já para não falar da sua incomparável voz de anjo que nem precisou de microfone para deixar o público completamente encantado.
Todos estes artistas mostram que qualquer que seja a limitação, esta não é motivo para desistirem dos seus sonhos e que, a sociedade só tem a ganhar, se esquecer os estereótipos de beleza/normalidade e der mais oportunidades, valorizando mais as potencialidades de cada indivíduo.
Desta forma, o “Juntos pela Arte” provou, não só ao público em geral, mas também a cada participante, que, apesar das suas limitações, todos têm diferentes formas de expressão e que todas juntas podem constituir um mundo mais harmonioso, onde a tecnologia e as capacidades de uns ajudam a superar as incapacidades de outros.
Juntos conseguimos um Mundo de todos e para todos!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
CIDADÃOS COM DEFICIÊNCIA EM RISCO
Caros amigos,
Eu sou só mãe de uma filha com 97% de incapacidade motora, com 28 anos, que tudo fez para que ela se INTEGRASSE NA SOCIEDADE e que esta a visse como IGUAL A QUALQUER UM NÓS.
Para isso, fez uma licenciatura a que se seguiu o mestrado e conseguiu um EMPREGO PRECÁRIO POR 3 ANOS A RECIBO VERDE. Por começar a trabalhar, PERDEU O SUBSIDIO VITALÍCIO (que só lhe foi atribuído aos 24 anos de idade), PERDEU A AJUDA A TERCEIRA PESSOA (tudo no valor total de 282€), ou seja DEIXOU DE TER QUALQUER INCAPACIDADE PARA A SEGURANÇA SOCIAL ...
COMO SE NÃO BASTASSE, PAGA 29,6% À SEGURANÇA SOCIAL QUE PASSARÁ PARA 30,7%.
DIZEM QUE ELA TEM DIREITO, DEVIDO À SUA INCAPACIDADE, AO BENEFICIO DE TER ISENÇÃO DE PAGAR SEGURANÇA SOCIAL, MAS....FICA SEM DIREITO A BAIXA MEDICA E SEM DIREITO A REFORMA! DIZEM, REFORÇO, SER ESTE UM BENEFICIO... É VERGONHOSO!
São tantas as DESCRIMINAÇÕES QUE CHEGOU A HORA DE SE TORNAREM PUBLICAS E ISSO SERÁ FEITO PELA MINHA FILHA NA MENSAGEM QUE SE SEGUE MAIS ABAIXO.
É IMPORTANTE QUE TODOS PERCEBAM COMO VIVEM OS CIDADÃOS COM DEFECIENCIA, EM PORTUGAL!
À GRANDE LISTA DE POUCAS VERGONHAS, como diz o povo, vou juntar outras tantas e por isso mesmo contem com todo o meu apoio para CHAMAR A RAZÃO DE QUEM NADA PERCEBE DE POLITICA SOCIAL QUE, a meu ver, DEVE SER O PILAR MAIS FORTE DE UM PAÍS!
Tudo isto para vos dizer que não sei mais o que fazer para garantir à minha filha, algum sossego, segurança , felicidade e acima de tudo QUALIDADE DE VIDA!
POR ISSO VOS PEÇO QUE DIVULGUEM E QUE PERCEBAM O DESEPERO DOS PAIS QUE TEM FILHOS COM ALGUMA INCAPACIDADE! É MUITO COMPLICADO QUANDO SE VIVE NUM PAÍS QUE NÃO SE PREOCUPA COM OS MAIS FRÁGEIS, DEFEIENTES, CRIANÇAS, VELHOS, DESEMPREGADOS, JOVENS ,ENFIM...VEJO OS CORTES JÁ FEITOS NELES E OS QUE AI VIRÃO...
SOU DA MESMA OPNINIÃO, BAAAAAASTA! Rita Micaelo (mãe)
----------------------------------------------------------------------------------------------------
Caros amigos,
Tal como diz a minha mãe na anterior mensagem, está na hora de dar a conhecer a todos a forma VERGONHOSA como vivem os cidadãos com deficiência em Portugal.
Chamo-me Rita tenho 28 anos e nasci com Paralisia de Cerebral, o que me afecta a coordenação motora (97%). Fiz a licenciatura e o mestrado em Som e Imagem, com especialização em Televisão e Argumento (com 20 valores, currículo normal, sem nunca chumbar, ou repetir um exame) para além de também já ter desenvolvido vários projectos em diferentes áreas artísticas e, de ter alguns livros publicados. Em 2010, consegui um emprego, com contrato por 3 anos a Recibos Verdes. Mas… parecendo que o meu futuro estaria encaminhado, na verdade, complicou-se mais ainda. Vejam:
Um deficiente (mesmo com mais de 90% de incapacidade, que precisa de auxílio 24h para sobreviver, que é o meu caso), tem que esperar até aos 24 anos (considerada a maioridade) para lhe atribuírem o Subsídio Mensal Vitalício. No entanto, quando começa a trabalhar (independentemente do seu vencimento ou grau de incapacidade), CORTAM-LHE DE IMEDIATO O SUBSÍDIO MENSAL VITALÍCIO E A AJUDA À 3ª PESSOA (no valor total de cerca de 282€) que lhe é atribuída pelo grau de incapacidade. Ou seja, A SEGURANÇA SOCIAL DEMITE-SE DE TODAS AS RESPONSABILIDADES, IGNORANDO INCLUSIVAMENTE A DEFICIÊNCIA, mas, como se não bastasse, CIDADÃOS COM DEFICIÊNCIA, QUE EM GRANDE NÚMERO TÊM TRABALHO PRECÁRIO A RECIBOS VERDES, DESCONTAM MENSALMENTE PARA A SEGURANÇA SOCIAL 29,6% DO SEU VENCIMENTO, QUE PASSARÁ PARA 30,7%, SE O NOVO ORÇAMENTO PARA 2013 FOR APROVADO.
Há cerca de 18 meses, fiz uma queixa ao Provedor da Justiça (que tenciono publicar se necessário) contra o Ministério das Finanças e da Segurança Social, que resultou na abertura de um processo a cada um dos ministérios. No entanto, até hoje, não obtive resposta, apesar do grande desempenho do Gabinete do Provedor da Justiça.
Na queixa, o que eu peço é apenas que regulamentem a lei de Economia Comum (Lei nº6/2001 de Maio de 2001, artigo 2º.), aprovada e publicada há 11 anos, mas que discrimina os cidadãos com deficiência.
Isto tudo porque, para que eu pudesse terminar o mestrado, arranjar emprego e ter um futuro, a minha mãe não teve outra alternativa se não desempregar-se. Visto que a minha mãe não tinha rendimentos (pois já tinha terminado o Subsídio de Desemprego), tive que partilhar as despesas de habitação. Contudo, não posso declarar estas despesas, ou seja não me permitem fazer o IRS com a minha mãe, porque tenho mais de 24 anos, tendo por isso o meu IRS agravado. Por outro lado, enquanto um irmão (que não tenho) teria direito a um subsídio para cuidar de mim, a minha mãe não tem direito a nenhum apoio social, porque é mãe… Ou seja, PARA A SEGURANÇA SOCIAL, EU E A MINHA MÃE FAZEMOS PARTE DO MESMO AGREGADO FAMILIAR, MAS PARA AS FINANÇAS JÁ NÃO. Lembro que sou a mesma Rita e que não sobrevivo sem apoio, pois tenho 97% de incapacidade motora, mas somente motora.
Desta forma, COMO SOBREVIVEM AS FAMÍLIAS MONOPARENTAIS?
MAS EXISTEM OUTRAS VERGONHOSAS INJUSTIÇAS:
- A isenção das taxas moderadoras é atribuída com base no rendimento do cidadão com deficiência, ignorando o grau de incapacidade e as despesas do mesmo.
- O Atestado de Incapacidade Multiusos só têm validade de 5 anos e custam 50 €, mesmo quando se trata de uma incapacidade permanente.
- Os bancos cobram as despesas do reconhecimento da assinatura aos cidadãos que não podem assinar, mas uma impressão digital é impossível copiar. Não é um paradoxo?
- A grande maioria das seguradoras não faz seguro de vida a cidadãos com deficiência e, por isso torna-se difícil arranjar emprego que o exija e ter acesso ao Crédito Habitação.
- As empresas que contratam trabalhadores com deficiência têm 1 ano de Benefícios Fiscais. Muitas dispensam os trabalhadores com deficiência após perderem esses benefícios e contratam outros para terem mais um ano... e assim sucessivamente.
- O material ortopédico e as ajudas técnicas, custam milhares de euros, sendo ainda agravado pelo IVA e, correm o risco de não serem deduzidos no IRS, SE LIMITAREM AS DESPESAS DE SAÚDE PARA OS DEFICIENTES (curiosamente, as despesas de cabeleireiro vão ser deduzidas!) . LEMBRO QUE SE TRATAM DE MATERIAIS VITAIS PARA QUE OS DEFICIENTES VIVAM SAUDÁVEIS E COM QUALIDADE DE VIDA, NÃO SÃO LUXOS. No entanto, o Estado também CORTOU AS VERBAS PARA A ATRIBUIÇÃO DAS AJUDAS TÉCNICAS!
- O Estado também CORTOU A COMPARTICIPAÇÃO DO TRANSPORTE DOS CIDADÃOS COM DEFICIÊNCIA para a escola e para as terapias que são VITAIS para muitos. O ESTADO ESTÁ A PÔR EM RISCO A SAÚDE DOS CIDADÃOS COM DEFICIÊNCIA!
FORA OS OUTROS CORTES E AGRAVAMENTOS FISCAIS QUE AINDA VÊM POR AÍ!
CONCLUSÃO: TENHO UM TRABALHO PRECÁRIO, NÃO TENHO QUALQUER APOIO SOCIAL, PAGO IMPOSTOS, tendo ainda as despesas da habitação e, mais tarde ou mais cedo (porque a mãe não dura sempre), terei que contratar uma empregada a tempo inteiro (que não leva menos de 1000€). COMO SOBREVIVO? NESTE MOMENTO, VOU TER QUE DEIXAR DE PAGAR SEGURANÇA SOCIAL, FICANDO SEM QUALQUER DIREITO A BAIXA, REFORMA, SUBSÍDIO DE DESEMPREGO, PARA CONSEGUIR PAGAR A MENSALIDADE DA HABITAÇÃO. E SE FICAR DOENTE OU DESEMPREGADA, QUEM ME APOIARÁ?
É também importante dizer que o ÚNICO BENEFÍCIO FISCAL DADO AO TRABALHADOR COM DEFICIÊNCIA É O DE PAGAR IRS SOBRE 50% DO VENCIMENTO. ESPERO QUE NÃO RETIREM ESTE BENEFÍCIO PARA 2013… e sugiro que a SEGURANÇA SOCIAL PENSE EM APOIAR OS TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA DE FORMA SEMELHANTE, PARA QUE POSSAM VIVER COM DIGNIDADE, POIS SÃO CIDADÃOS CONTRIBUTIVOS COMO TODOS OS OUTROS.
Eu sou apenas um exemplo entre muitos CIDADÃOS, CUJA A DIGNIDADE E QUALIDADE DE VIDA ESTÁ A SER COMPROMETIDA.
Eu não posso nem devo ficar calada perante tantas injustiças sociais e PEÇO-VOS QUE ME AJUDEM A PASSAR ESTA MENSAGEM E SE MANIFESTEM CONTRA A DESIGUALDADE SOCIAL. ESTÁ NA HORA DE AGIR! Conto convosco! Obrigado.
Rita Silva
15 de Setembro de 2012
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| Manifestação de 15/09/20112 |
Peço-vos apenas uns minutos para lerem e divulgarem os dois textos que seguem, pois tratam-se de graves injustiças que se cometem contra os deficientes em Portugal.
Caros amigos,
Eu sou só mãe de uma filha com 97% de incapacidade motora, com 28 anos, que tudo fez para que ela se INTEGRASSE NA SOCIEDADE e que esta a visse como IGUAL A QUALQUER UM NÓS.
Para isso, fez uma licenciatura a que se seguiu o mestrado e conseguiu um EMPREGO PRECÁRIO POR 3 ANOS A RECIBO VERDE. Por começar a trabalhar, PERDEU O SUBSIDIO VITALÍCIO (que só lhe foi atribuído aos 24 anos de idade), PERDEU A AJUDA A TERCEIRA PESSOA (tudo no valor total de 282€), ou seja DEIXOU DE TER QUALQUER INCAPACIDADE PARA A SEGURANÇA SOCIAL ...
COMO SE NÃO BASTASSE, PAGA 29,6% À SEGURANÇA SOCIAL QUE PASSARÁ PARA 30,7%.
DIZEM QUE ELA TEM DIREITO, DEVIDO À SUA INCAPACIDADE, AO BENEFICIO DE TER ISENÇÃO DE PAGAR SEGURANÇA SOCIAL, MAS....FICA SEM DIREITO A BAIXA MEDICA E SEM DIREITO A REFORMA! DIZEM, REFORÇO, SER ESTE UM BENEFICIO... É VERGONHOSO!
São tantas as DESCRIMINAÇÕES QUE CHEGOU A HORA DE SE TORNAREM PUBLICAS E ISSO SERÁ FEITO PELA MINHA FILHA NA MENSAGEM QUE SE SEGUE MAIS ABAIXO.
É IMPORTANTE QUE TODOS PERCEBAM COMO VIVEM OS CIDADÃOS COM DEFECIENCIA, EM PORTUGAL!
À GRANDE LISTA DE POUCAS VERGONHAS, como diz o povo, vou juntar outras tantas e por isso mesmo contem com todo o meu apoio para CHAMAR A RAZÃO DE QUEM NADA PERCEBE DE POLITICA SOCIAL QUE, a meu ver, DEVE SER O PILAR MAIS FORTE DE UM PAÍS!
Tudo isto para vos dizer que não sei mais o que fazer para garantir à minha filha, algum sossego, segurança , felicidade e acima de tudo QUALIDADE DE VIDA!
POR ISSO VOS PEÇO QUE DIVULGUEM E QUE PERCEBAM O DESEPERO DOS PAIS QUE TEM FILHOS COM ALGUMA INCAPACIDADE! É MUITO COMPLICADO QUANDO SE VIVE NUM PAÍS QUE NÃO SE PREOCUPA COM OS MAIS FRÁGEIS, DEFEIENTES, CRIANÇAS, VELHOS, DESEMPREGADOS, JOVENS ,ENFIM...VEJO OS CORTES JÁ FEITOS NELES E OS QUE AI VIRÃO...
SOU DA MESMA OPNINIÃO, BAAAAAASTA! Rita Micaelo (mãe)
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Caros amigos,
Tal como diz a minha mãe na anterior mensagem, está na hora de dar a conhecer a todos a forma VERGONHOSA como vivem os cidadãos com deficiência em Portugal.
Chamo-me Rita tenho 28 anos e nasci com Paralisia de Cerebral, o que me afecta a coordenação motora (97%). Fiz a licenciatura e o mestrado em Som e Imagem, com especialização em Televisão e Argumento (com 20 valores, currículo normal, sem nunca chumbar, ou repetir um exame) para além de também já ter desenvolvido vários projectos em diferentes áreas artísticas e, de ter alguns livros publicados. Em 2010, consegui um emprego, com contrato por 3 anos a Recibos Verdes. Mas… parecendo que o meu futuro estaria encaminhado, na verdade, complicou-se mais ainda. Vejam:
Um deficiente (mesmo com mais de 90% de incapacidade, que precisa de auxílio 24h para sobreviver, que é o meu caso), tem que esperar até aos 24 anos (considerada a maioridade) para lhe atribuírem o Subsídio Mensal Vitalício. No entanto, quando começa a trabalhar (independentemente do seu vencimento ou grau de incapacidade), CORTAM-LHE DE IMEDIATO O SUBSÍDIO MENSAL VITALÍCIO E A AJUDA À 3ª PESSOA (no valor total de cerca de 282€) que lhe é atribuída pelo grau de incapacidade. Ou seja, A SEGURANÇA SOCIAL DEMITE-SE DE TODAS AS RESPONSABILIDADES, IGNORANDO INCLUSIVAMENTE A DEFICIÊNCIA, mas, como se não bastasse, CIDADÃOS COM DEFICIÊNCIA, QUE EM GRANDE NÚMERO TÊM TRABALHO PRECÁRIO A RECIBOS VERDES, DESCONTAM MENSALMENTE PARA A SEGURANÇA SOCIAL 29,6% DO SEU VENCIMENTO, QUE PASSARÁ PARA 30,7%, SE O NOVO ORÇAMENTO PARA 2013 FOR APROVADO.
Há cerca de 18 meses, fiz uma queixa ao Provedor da Justiça (que tenciono publicar se necessário) contra o Ministério das Finanças e da Segurança Social, que resultou na abertura de um processo a cada um dos ministérios. No entanto, até hoje, não obtive resposta, apesar do grande desempenho do Gabinete do Provedor da Justiça.
Na queixa, o que eu peço é apenas que regulamentem a lei de Economia Comum (Lei nº6/2001 de Maio de 2001, artigo 2º.), aprovada e publicada há 11 anos, mas que discrimina os cidadãos com deficiência.
Isto tudo porque, para que eu pudesse terminar o mestrado, arranjar emprego e ter um futuro, a minha mãe não teve outra alternativa se não desempregar-se. Visto que a minha mãe não tinha rendimentos (pois já tinha terminado o Subsídio de Desemprego), tive que partilhar as despesas de habitação. Contudo, não posso declarar estas despesas, ou seja não me permitem fazer o IRS com a minha mãe, porque tenho mais de 24 anos, tendo por isso o meu IRS agravado. Por outro lado, enquanto um irmão (que não tenho) teria direito a um subsídio para cuidar de mim, a minha mãe não tem direito a nenhum apoio social, porque é mãe… Ou seja, PARA A SEGURANÇA SOCIAL, EU E A MINHA MÃE FAZEMOS PARTE DO MESMO AGREGADO FAMILIAR, MAS PARA AS FINANÇAS JÁ NÃO. Lembro que sou a mesma Rita e que não sobrevivo sem apoio, pois tenho 97% de incapacidade motora, mas somente motora.
Desta forma, COMO SOBREVIVEM AS FAMÍLIAS MONOPARENTAIS?
MAS EXISTEM OUTRAS VERGONHOSAS INJUSTIÇAS:
- A isenção das taxas moderadoras é atribuída com base no rendimento do cidadão com deficiência, ignorando o grau de incapacidade e as despesas do mesmo.
- O Atestado de Incapacidade Multiusos só têm validade de 5 anos e custam 50 €, mesmo quando se trata de uma incapacidade permanente.
- Os bancos cobram as despesas do reconhecimento da assinatura aos cidadãos que não podem assinar, mas uma impressão digital é impossível copiar. Não é um paradoxo?
- A grande maioria das seguradoras não faz seguro de vida a cidadãos com deficiência e, por isso torna-se difícil arranjar emprego que o exija e ter acesso ao Crédito Habitação.
- As empresas que contratam trabalhadores com deficiência têm 1 ano de Benefícios Fiscais. Muitas dispensam os trabalhadores com deficiência após perderem esses benefícios e contratam outros para terem mais um ano... e assim sucessivamente.
- O material ortopédico e as ajudas técnicas, custam milhares de euros, sendo ainda agravado pelo IVA e, correm o risco de não serem deduzidos no IRS, SE LIMITAREM AS DESPESAS DE SAÚDE PARA OS DEFICIENTES (curiosamente, as despesas de cabeleireiro vão ser deduzidas!) . LEMBRO QUE SE TRATAM DE MATERIAIS VITAIS PARA QUE OS DEFICIENTES VIVAM SAUDÁVEIS E COM QUALIDADE DE VIDA, NÃO SÃO LUXOS. No entanto, o Estado também CORTOU AS VERBAS PARA A ATRIBUIÇÃO DAS AJUDAS TÉCNICAS!
- O Estado também CORTOU A COMPARTICIPAÇÃO DO TRANSPORTE DOS CIDADÃOS COM DEFICIÊNCIA para a escola e para as terapias que são VITAIS para muitos. O ESTADO ESTÁ A PÔR EM RISCO A SAÚDE DOS CIDADÃOS COM DEFICIÊNCIA!
FORA OS OUTROS CORTES E AGRAVAMENTOS FISCAIS QUE AINDA VÊM POR AÍ!
CONCLUSÃO: TENHO UM TRABALHO PRECÁRIO, NÃO TENHO QUALQUER APOIO SOCIAL, PAGO IMPOSTOS, tendo ainda as despesas da habitação e, mais tarde ou mais cedo (porque a mãe não dura sempre), terei que contratar uma empregada a tempo inteiro (que não leva menos de 1000€). COMO SOBREVIVO? NESTE MOMENTO, VOU TER QUE DEIXAR DE PAGAR SEGURANÇA SOCIAL, FICANDO SEM QUALQUER DIREITO A BAIXA, REFORMA, SUBSÍDIO DE DESEMPREGO, PARA CONSEGUIR PAGAR A MENSALIDADE DA HABITAÇÃO. E SE FICAR DOENTE OU DESEMPREGADA, QUEM ME APOIARÁ?
É também importante dizer que o ÚNICO BENEFÍCIO FISCAL DADO AO TRABALHADOR COM DEFICIÊNCIA É O DE PAGAR IRS SOBRE 50% DO VENCIMENTO. ESPERO QUE NÃO RETIREM ESTE BENEFÍCIO PARA 2013… e sugiro que a SEGURANÇA SOCIAL PENSE EM APOIAR OS TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA DE FORMA SEMELHANTE, PARA QUE POSSAM VIVER COM DIGNIDADE, POIS SÃO CIDADÃOS CONTRIBUTIVOS COMO TODOS OS OUTROS.
Eu sou apenas um exemplo entre muitos CIDADÃOS, CUJA A DIGNIDADE E QUALIDADE DE VIDA ESTÁ A SER COMPROMETIDA.
Eu não posso nem devo ficar calada perante tantas injustiças sociais e PEÇO-VOS QUE ME AJUDEM A PASSAR ESTA MENSAGEM E SE MANIFESTEM CONTRA A DESIGUALDADE SOCIAL. ESTÁ NA HORA DE AGIR! Conto convosco! Obrigado.
Rita Silva
15 de Setembro de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Os meus pequeninos de Sta. Cruz do Bispo
Já o tinha feito há dois anos e fiquei felicíssima quando, este ano, a minha queria amiga Dra. Lurdes Queirós me convidou para participar novamente na Feira do Livro (6/06/2012), numa deliciosa conversa com os meninos do 1º ciclo da Escola Básica da Portela e da Escola da Viscondessa.
Alguns dos pequeninos da Portela já me conheciam da outra Feira do Livro. Foi tão bom revê-los, agora mais crescidos! Estes pequenos grandes artistas voltaram a surpreender-me com maravilhosos trabalhos e canções inspiradas nos meus humildes contos.
Os meninos da Viscondessa mostraram como podemos ser tão felizes se nos ajudarmos uns aos outros, sem vergonhas nem preconceitos. Na escola da Viscondessa, existe uma unidade de Autismo que funciona de uma forma notável, pondo os meninos “ditos normais” a ajudar os amiguinhos especiais. Assim, todos juntos, com muito amor e dedicação, fizeram lindos contos, canções desenhos e um magnífico Giramelo.
Antes de se ser matemático, cientista, engenheiro, político ou qualquer outra coisa, tem que se aprender a ser Homem, a partilhar e a respeitar o próximo. Espero que as escolas, políticos, pais e encarregados de educação sigam o exemplo do extraordinário trabalho que está a ser desenvolvido nestas duas escolas de Sta. Cruz do Bispo.
Dra. Lurdes, obrigado por, apesar de exercer um cargo político, nunca se esquecer do seu papel de mãe e de professora, preocupando-se com que as crianças aprendam a respeitar a diferença para que o mundo seja mais inclusivo.
Meus pequeninos de Sta. Cruz do Bispo, obrigado por todo o vosso carinho. Acreditem nos vossos sonhos, continuem a ajudar os vossos amigos e sejam felizes! Porque a vida é tão simples e bonita, quanto a florzinha que uma menina me ofereceu, com tanta ternura.
Se não fossem os pequeninos, os contos e trabalhos não fariam sentido, pois são eles que me inspiram e dão o brilho mágico a tudo o que faço. São as crianças que, com toda a sua ternura, me fazem feliz me dão força para continuar a criar e a sonhar com um mundo melhor.
Um grande beijinho da vossa amiga
Rita Cuca
terça-feira, 15 de maio de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Lançamento do livro "À PROCURA DE MARIA" de Rita Micaelo Silva
Na fotografia de Pedro Monteiro: Luís Pires (Chiado Editora), Rita Micaelo (mãe da autora), Prof. Henrique Pereira (apresentador da obra) e Rita Micaelo Silva (autora).
Eu diria que a Rita é uma versão feminina de D. Quixote. Enquanto que D. Quixote (Cervantes) criava a partir das suas alucinações e fantasias, a Rita cria a partir da Realidade. "Á Procura de Maria" trata-se de uma obra de ficção bastante actual - disse o Prof. Henrique Pereira no lançamento da obra, a 5 de Maio de 2012, em Matosinhos.
A autora conta que “À Procura de Maria” trata-se de uma adaptação de um argumento original para uma longa-metragem da sua autoria. Daí a sua linguagem simples e objectiva. Trata-se de um livro para ser “visto” e sentido através das palavras. É um livro que evita frases rebuscadas e recursos estilísticos, para que o leitor sinta a realidade sem o camuflado típico da literatura ficcional.
Afirma ainda que o “À Procura de Maria” não pretende fazer qualquer espécie de crítica, pretende apenas alertar o leitor para questões preocupantes da nossa sociedade actual, tais como: morosidade da investigação policial, funcionamento de redes de pedofilia / tráfico humano, corrupção, doença mental. São questões em que todos nós temos responsabilidades e das quais, também podemos vir a ser vítimas. Pretende, acima de tudo, retratar a mente humana e a forma como ela gere o mundo exterior em permanente conflito com o interior. Pretende-se conduzir o leitor, a repensar sobre si e sobre o seu comportamento perante a sociedade.
Mais informações sobre o livro em: http://www.chiadoeditora.com/ e www.marterita.com/publicacoes.html
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Visita a três escolas de Vila Verde
No dia 28 de Novembro de 2011, foi até Vila Verde, onde conheci três fantásticas escolas, que me deixaram sem palavras.
Comecei pelo Centro Escolar, onde um mais pequeninos me fizeram a mais ternurenta homenagem, com uma exposição de trabalhos lindíssimos, poemas, canções, danças e muito, mesmo muito carinho.
É isso mesmo, meus pequeninos, o nosso mundo deve ser colorido, com “Natureza, crianças, animais, harmonia… Sonho! / Fantasia… Criatividade e imaginação”. Tudo isso só é possível se nos ajudar-mos uns ou outros, se nos olharmos com igualdade, porque “ser diferente não é bom nem mau, é ser diferente”. Se fossemos todos iguais o mundo não teria cor nem harmonia.
A diferença é algo que faz parte da Natureza e que temos que respeitar. Como diz o poema da nossa amiga Sara, da escola E.B. 2/3, “Ser diferente é sermos nós”, “cada um é como é e porquê gozar?/Se é para a beleza interior que se deve olhar”. Não interessa se somos feios ou bonitos, se andamos a pé ou de cadeira de rodas, o que importa é aquilo que temos na nossa mente ou no nosso coração. O que interessa é aquilo que temos para dar, nem que seja um simples sorriso, para que o mundo se torne mais justo e colorido.
O que interessa é fazer e não como se faz. Eu pinto com a cabeça, mas vocês, da escola E.B. 2/3, fizeram magnificas reproduções das minhas pinturas, utilizado as mãos. Há sempre formas de se conseguir fazer as coisas, o que é preciso é acreditarmos nas nossas capacidades e nunca desistir dos nossos sonhos.
Jovens da Secundária, esta mensagem é também para vocês. A vida adulta não é fácil, porque os nossos antepassado criaram uma sociedade materialista, que está cada vez mais caótica e insustentável. Cabe-nos a nós jovens, lutarmos por uma sociedade diferente, com mais oportunidades, mais valores humanos, mais unida, inclusiva e justa. Não se envergonhem por lutarem por aquilo que acreditam, de amarem e de ajudarem os mais necessitados, de darem voz a quem não a tem, de… Sejam vocês próprios e não o que os outros querem que vocês sejam. Respeitem e façam-se respeitar, porque só assim é que podemos ser livres.
Uma última nota para todos: portem-se bem, acreditem sempre nas vossas capacidades; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência e nunca tenham vergonha de oferecer nem de pedir ajuda… e SORRIAM SEMPRE!
Não posso deixar de agradecer e de dar os parabéns aos professores, pelo magnífico trabalho de sensibilização que estão a fazer com as crianças e jovens e, pelo imenso carinho com que me receberam em Vila Verde.
Sempre que precisarem de mim, disponham.
Muito obrigado a todos!
Um enorme BEIJINHO
Rita Cuca
Comecei pelo Centro Escolar, onde um mais pequeninos me fizeram a mais ternurenta homenagem, com uma exposição de trabalhos lindíssimos, poemas, canções, danças e muito, mesmo muito carinho.
É isso mesmo, meus pequeninos, o nosso mundo deve ser colorido, com “Natureza, crianças, animais, harmonia… Sonho! / Fantasia… Criatividade e imaginação”. Tudo isso só é possível se nos ajudar-mos uns ou outros, se nos olharmos com igualdade, porque “ser diferente não é bom nem mau, é ser diferente”. Se fossemos todos iguais o mundo não teria cor nem harmonia.
A diferença é algo que faz parte da Natureza e que temos que respeitar. Como diz o poema da nossa amiga Sara, da escola E.B. 2/3, “Ser diferente é sermos nós”, “cada um é como é e porquê gozar?/Se é para a beleza interior que se deve olhar”. Não interessa se somos feios ou bonitos, se andamos a pé ou de cadeira de rodas, o que importa é aquilo que temos na nossa mente ou no nosso coração. O que interessa é aquilo que temos para dar, nem que seja um simples sorriso, para que o mundo se torne mais justo e colorido.
O que interessa é fazer e não como se faz. Eu pinto com a cabeça, mas vocês, da escola E.B. 2/3, fizeram magnificas reproduções das minhas pinturas, utilizado as mãos. Há sempre formas de se conseguir fazer as coisas, o que é preciso é acreditarmos nas nossas capacidades e nunca desistir dos nossos sonhos.
Jovens da Secundária, esta mensagem é também para vocês. A vida adulta não é fácil, porque os nossos antepassado criaram uma sociedade materialista, que está cada vez mais caótica e insustentável. Cabe-nos a nós jovens, lutarmos por uma sociedade diferente, com mais oportunidades, mais valores humanos, mais unida, inclusiva e justa. Não se envergonhem por lutarem por aquilo que acreditam, de amarem e de ajudarem os mais necessitados, de darem voz a quem não a tem, de… Sejam vocês próprios e não o que os outros querem que vocês sejam. Respeitem e façam-se respeitar, porque só assim é que podemos ser livres.
Uma última nota para todos: portem-se bem, acreditem sempre nas vossas capacidades; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência e nunca tenham vergonha de oferecer nem de pedir ajuda… e SORRIAM SEMPRE!
Não posso deixar de agradecer e de dar os parabéns aos professores, pelo magnífico trabalho de sensibilização que estão a fazer com as crianças e jovens e, pelo imenso carinho com que me receberam em Vila Verde.
Sempre que precisarem de mim, disponham.
Muito obrigado a todos!
Um enorme BEIJINHO
Rita Cuca
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
As Regras da Sensatez - Rui Veloso
"Nunca voltes ao lugar onde já foste feliz, só encontrarás as cinzas que dá na garganta nós". Ora aqui está uma verdade muito bem cantada!
sábado, 11 de junho de 2011
Visitas à Escola EB1/JI da Maia
Meus queridos amiguinhos da Escola EB1/JI da Maia,
Antes de mais quero agradecer a todos (incluindo professores e funcionários) o imenso carinho com que me receberam na vossa escola e os lindos quadros que me ofereceram. O meu escritório ficou bem mais bonito, desde que coloquei os vossos quadros na parede! Mas, sabem, amiguinhos, o meu presente favorito são os vossos sorrisos!
Adorei estar na vossa escola, no dia 18 de Maio, a apresentar o meu livro – “Rui e a música mágica” – e fiquei felicíssima quando me convidaram para ir brincar convosco no Dia Mundial da Criança, 1 de Junho. Este é um dia especial para todas as crianças e para mim também!
“Mas tu já não és criança!?” – pensam vocês.
“Mas tu já não és criança!?” – pensam vocês.
Não, de facto eu já sou crescida e tenho muitas responsabilidades, para além de ser Provedora dos Cidadãos com Deficiência, que é um trabalho muito bonito e do qual eu gosto bastante.
No entanto… De certeza que vocês conhecem muito bem o Peter Pan e as suas amigas, não conhecem? Sim, é esse mesmo, o menino que não queria crescer!
Pois, tal como o Peter Pan é eu também quero continuar a ser criança, para manter o coração puro e a imaginação fértil, que me fazem sonhar, brincar, a viajar pelos reinos da fantasia e a acreditar que, um dia, as crianças farão um mundo mais justo e unido, onde todos serão olhados como iguais.
Por isso é que eu gosto tanto de crianças! São as crianças que me inspiram para escrever, pintar, fazer filmes e teatro, que tanto gosto de partilhar com elas e com os grandes na esperança de que me ajudem a tornar o mundo melhor.
O Peter Pan não tem asas, sabem como é que ele voa? Exactamente, com o pozinho de “prilim-pim-pim” que a fadinha Sininho lhe dá!
Eu também não consigo andar com as minhas pernas nem escrever com as minhas mãos. No entanto, a minha vontade de fazer o mesmo que todos os meninos fazem era tanta, que minha fadinha disse-me que iria encontrar a minha maneira conseguir fazer tudo o que quisesse!
Como as fadinhas nunca mentem, nem mesmo as mais traquinas, acreditei logo nela! Foi nessa altura que encontrei na minha cadeira de rodas as “asas” que me permitem “voar” para onde quero e, no meu capacete, uma varinha mágica, com a qual faço as coisas bonitas que tanto gosto de fazer.
Pois é, o meu capacete e a minha cadeira de rodas, juntamente com muita dedicação, persistência, imaginação e a vontade de ajudar quem mais precisa, foram os meus instrumentos mágicos, que fizeram com que eu pudesse crescer, terminar o meu mestrado, para hoje estar a trabalhar e ter uma vida normal, como toda a gente. Foi também muito importante o carinho e a ajuda que minha mãe, a família e os meus amigos me deram.
O quê? Quem foi que disse que as fadinhas não existem?! Ora, só pode ter sido um tonto, como o Capitão Gancho! É claro que as fadinhas existem! Só que são ainda mais pequeninas do que um grãozinho de pó e por isso não a conseguimos ver com os nossos olhos. Mas cada um de nós tem uma fadinha que, bem sentadinha no nosso ombro, nos dá bons concelhos e nos ajuda a concretizar os nossos sonhos, se nos esforçarmos e trabalharmos para que tal aconteça.
Ás vezes os adultos têm tanto que fazer, são tão desorganizados, que se esquecem de ouvir as suas fadinhas e depois só fazem disparates e coisas feias, como o Capitão Gancho.
As crianças são mais atentas, criativas e carinhosas, tendo mais tempo para sonhar e ouvir as suas doces fadinhas. Por isso é que, quando se as crianças juntam, é sempre uma festa cheia de brincadeiras, alegria e magia no ar!
Estão a pergunta-me como se faz para ouvirmos e vermos as fadinhas, já que elas são assim tão pequeninas? Ora, é simples, meus amiguinhos! Para ouvi-las, basta ficarmos bem quietinhos e estarmos muito atentos, porque as fadas gostam muito de falar ao ouvido. Para as vermos, basta fechar os olhos e esperar que elas apareçam nos nossos sonhos. As fadas são lindas e costumam ser parecidas connosco ou com um animal ou pessoa de quem gostamos muito.
Sabem que a fadinhas ficam ainda mais bonitas quando nos portamos bem? É verdade, quando o menino é bondoso, trabalhador, solidário com os amigos e pessoas que precisam de ajuda, as fadas ficam tão contentes, que o seu brilho quase parece o do sol! Mas quando o menino é mauzão, preguiçoso e egoísta, a tristeza das fadas é tão grande, que elas apagam-se e desaparecem sem deixar rasto.
Já imaginaram o que seria o mundo sem fadas? Seria um mundo feio, cinzento e cheio de meninos triste por não terem histórias que os fizessem sonhar.
Por isso, já sabem: portem-se bem, acreditem sempre nas vossas capacidades; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência e nunca tenham vergonha de oferecer ajuda.
Cuidem bem das vossas fadinhas e… SORRIAM SEMPRE!
E, sempre que precisarem de mim, é só chamarem-me!
Um grande beijinho para todos
Rita Cuca
terça-feira, 12 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Manhã Magica na Escola Básica Manuela de Sá, a minha "escolinha"
Queridos alunos, professores e funcionários da Escola Básica Manuela de Sá,
Quando entrei para a fantástica Escola, em 1995, não fazia a mínima ideia do que iria encontrar. Não me senti assustada, mas sim muito entusiasmada. Era um mundo novo para mim numa escola que, na altura me parecia um gigantesco castelo cor-de-rosa.
Isso passou-se antes das férias grandes, quando eu vim visitar a escola e foi nesse mesmo dia que conheci um amigo muito especial – o Prof. Correia Pinto. Cruzámo-nos no pátio da escola, quando ele me disse “Eu sei que perdeste o teu pai, mas podes contar comigo sempre que precisares”. E assim foi, o Prof. Correia Pinto tem sido um amigo, que até hoje me acompanha e me apoia sempre que preciso.
No entanto, nesta escola eu não encontrei apenas um amigo, mas sim uma grande família - alunos, professores e funcionários - com quem criei laços para a vida inteira.
Aqui todos aprendemos uns com os outros a dar importância aos principais valores da vida, como a amizade, a partilha, a entreajuda, o respeito pelo próximo, entre outros.
Aqui eu aprendi que tudo é possível, se acreditarmos na nossas capacidades, se trabalharmos com muita de dedicação e se pedirmos ajuda quando precisámos.
Esta foi a escola que teve maior influência sobre o que hoje sou, sem dúvida.
Passados 16 anos, poder apresentar o meu trabalho, foi para mim um grande prazer, assim como lembrar os tempos em que fui mesmo muito feliz e do qual guardo lindas recordações.
Por momentos, senti que voltei a ter onze anos e que andava por aí a brincar às escondidas à volta das escadas, a jogar à bola no recreio, a dar cabo das portas com a primeira cadeira de rodas eléctrica que a escola me ofereceu e com a qual andava em alta velocidade, a cantar, a rir… enfim a fazer mil e uma tropelias, tal como todas as crianças.
Tive sempre uma infância e uma adolescência normal, a minha deficiência nunca me privou de nada, principalmente nesta escola. Até a Londres fui, na viagem de finalistas do 9º ano!
Mas atenção, não foi só brincadeira e diversão! Para hoje já ter o mestrado e a estar a trabalhar como Provedor do Cidadão com Deficiência, foi preciso muito estudo, trabalho, dedicação, persistência, imaginação e, sobretudo, muita mesmo muita vontade de ajudar quem precisa. Ajudar é a coisa mais bela do mundo! Por isso, fiquei muito feliz quando o Sr. Presidente da Câmara de Matosinhos, Dr. Guilherme Pinto, me convidou para ocupar este cargo.
A maior limitação que tenho encontrado ao longo da vida é o preconceito de muitas pessoas, que fazem questão de me julgarem pela aparência, sem me darem a oportunidade de mostrar de que sou tão ou mais capaz do que elas. No entanto, eu nunca desisto dos meus sonhos!
Não importa a forma como andamos, falamos ou fazemos as coisas, o importante é encontrarmos a nossa maneira de conseguir fazê-lo.
A cadeira de rodas e o capacete são os meus melhores amigos, com eles posso “voar”, trabalhar e fazer tudo o que gosto de fazer. A liberdade e o poder está na nossa mente e não no nosso corpo. E exactamente esta a mensagem vos quero deixar, com este meu testemunho.
Se as diferenças existem, é porque fazem parte da Natureza e, como tal, devem ser olhadas com naturalidade e respeitadas.
Por isso, peço-vos (principalmente a vocês, crianças e jovens, futuros homens do país) que me ajudem a acabar com a discriminação, para que todos possamos viver num mundo mais justo e feliz. É simples, basta que acreditem sempre nas vossas capacidades e na dos outros; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência, nem tenham vergonha de oferecer ou de pedir ajuda e…NUNCA DEIXEM DE SORRIR!
Obrigado a todos por me terem proporcionado este momento tão mágico e inesquecível. E já sabem, sempre que precisarem de mim, disponham.
Um grande e carinhoso beijinho para todos o alunos, professores e funcionários da Escola Básica Manuela de Sá, que será sempre a minha querida “escolinha”.
Rita Silva
5 de Abril de 2011
Quando entrei para a fantástica Escola, em 1995, não fazia a mínima ideia do que iria encontrar. Não me senti assustada, mas sim muito entusiasmada. Era um mundo novo para mim numa escola que, na altura me parecia um gigantesco castelo cor-de-rosa.
Isso passou-se antes das férias grandes, quando eu vim visitar a escola e foi nesse mesmo dia que conheci um amigo muito especial – o Prof. Correia Pinto. Cruzámo-nos no pátio da escola, quando ele me disse “Eu sei que perdeste o teu pai, mas podes contar comigo sempre que precisares”. E assim foi, o Prof. Correia Pinto tem sido um amigo, que até hoje me acompanha e me apoia sempre que preciso.
No entanto, nesta escola eu não encontrei apenas um amigo, mas sim uma grande família - alunos, professores e funcionários - com quem criei laços para a vida inteira.
Aqui todos aprendemos uns com os outros a dar importância aos principais valores da vida, como a amizade, a partilha, a entreajuda, o respeito pelo próximo, entre outros.
Aqui eu aprendi que tudo é possível, se acreditarmos na nossas capacidades, se trabalharmos com muita de dedicação e se pedirmos ajuda quando precisámos.
Esta foi a escola que teve maior influência sobre o que hoje sou, sem dúvida.
Passados 16 anos, poder apresentar o meu trabalho, foi para mim um grande prazer, assim como lembrar os tempos em que fui mesmo muito feliz e do qual guardo lindas recordações.
Por momentos, senti que voltei a ter onze anos e que andava por aí a brincar às escondidas à volta das escadas, a jogar à bola no recreio, a dar cabo das portas com a primeira cadeira de rodas eléctrica que a escola me ofereceu e com a qual andava em alta velocidade, a cantar, a rir… enfim a fazer mil e uma tropelias, tal como todas as crianças.
Tive sempre uma infância e uma adolescência normal, a minha deficiência nunca me privou de nada, principalmente nesta escola. Até a Londres fui, na viagem de finalistas do 9º ano!
Mas atenção, não foi só brincadeira e diversão! Para hoje já ter o mestrado e a estar a trabalhar como Provedor do Cidadão com Deficiência, foi preciso muito estudo, trabalho, dedicação, persistência, imaginação e, sobretudo, muita mesmo muita vontade de ajudar quem precisa. Ajudar é a coisa mais bela do mundo! Por isso, fiquei muito feliz quando o Sr. Presidente da Câmara de Matosinhos, Dr. Guilherme Pinto, me convidou para ocupar este cargo.
A maior limitação que tenho encontrado ao longo da vida é o preconceito de muitas pessoas, que fazem questão de me julgarem pela aparência, sem me darem a oportunidade de mostrar de que sou tão ou mais capaz do que elas. No entanto, eu nunca desisto dos meus sonhos!
Não importa a forma como andamos, falamos ou fazemos as coisas, o importante é encontrarmos a nossa maneira de conseguir fazê-lo.
A cadeira de rodas e o capacete são os meus melhores amigos, com eles posso “voar”, trabalhar e fazer tudo o que gosto de fazer. A liberdade e o poder está na nossa mente e não no nosso corpo. E exactamente esta a mensagem vos quero deixar, com este meu testemunho.
Se as diferenças existem, é porque fazem parte da Natureza e, como tal, devem ser olhadas com naturalidade e respeitadas.
Por isso, peço-vos (principalmente a vocês, crianças e jovens, futuros homens do país) que me ajudem a acabar com a discriminação, para que todos possamos viver num mundo mais justo e feliz. É simples, basta que acreditem sempre nas vossas capacidades e na dos outros; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência, nem tenham vergonha de oferecer ou de pedir ajuda e…NUNCA DEIXEM DE SORRIR!
Obrigado a todos por me terem proporcionado este momento tão mágico e inesquecível. E já sabem, sempre que precisarem de mim, disponham.
Um grande e carinhoso beijinho para todos o alunos, professores e funcionários da Escola Básica Manuela de Sá, que será sempre a minha querida “escolinha”.
Rita Silva
5 de Abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
OS ALUNOS DO 4º ANO DO EXTERNATO PADRE CRUZ VISITAM A PROVEDORA DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA EM MATOSINHOS - 18/03/2011
Queridos meninos da turma do 4º ano do Externato Padre Cruz,
Receber a vossa carta logo no meu primeiro dia de trabalho como Provedora do Cidadão com Deficiência foi a maior alegria que eu podia ter.
Tentei marcar o encontro o mais rápido que me foi possível, pois estava ansiosa por vos conhecer.
Como vos disse no nosso encontro, as crianças são o meu mundo, são a minha inspiração para vida e para tudo o que vou fazendo ao longo dela. Para mim, todas a crianças são especiais, têm um coração puro e uma imaginação fértil que lhes permite sonhar e sorrir.
E agora vou contar-vos um segredo:
Conhecem o Peter Pan, o menino que nunca quer crescer? Pois é, eu sou como ele! Quero continuar e ter coração puro e a imaginação fértil de criança, mesmo sendo uma adulta responsável. Continuarei a brincar, a sonhar, a viajar pelos reinos da fantasia e a acreditar que, um dia, as crianças farão um mundo mais justo e unido, onde todos serão olhados como iguais.
Por isso, escrevo, pinto, faço filmes e teatro, para partilhar com os pequeninos e com os grandes os meus pensamentos e ideias, na esperança de que estes me ajudem a torna o mundo melhor.
As fadas existem se acreditarmos nelas. Tal como as fadas, os sonhos também podem tornar-se realidade, se acreditarmos neles e trabalharmos com muita dedicação.
Não importa a forma como andamos, falamos ou fazemos as coisas, o importante é encontrarmos a nossa maneira de conseguir fazê-lo.
Eu encontrei na minha cadeira de rodas as “asas” que me permitem “voar” para onde quero e, no meu capacete, uma varinha mágica, com a qual faço as coisas bonitas que tanto gosto de fazer.
Foi assim que eu consegui chegar até aqui, como muito trabalho, dedicação, persistência, imaginação e, sobretudo, muita mesmo muita vontade de ajudar quem precisa. Ajudar é a coisa mais bela do mundo! Por isso, fiquei muito feliz quando o Sr. Presidente da Câmara, Dr. Guilherme Pinto, me convidou para Provedora do Cidadão com Deficiência.
Espero que tenham gostado do nosso encontro, quanto eu gostei de vos conhecer e, a porta do meu gabinete estará sempre aberta para quem me vier visitar, principalmente para as fadinhas e duendes lindos como vocês.
E já sabem: acreditem sempre nas vossas capacidades; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência, nem tenham vergonha de oferecer ajuda e… SORRIAM SEMPRE!
Obrigado por todo o vosso carinho, nunca esquecerei o nosso encontro.
Um beijinho muito grande para todos e outro para a fantástica professora Belmira Soares
Rita Silva
Receber a vossa carta logo no meu primeiro dia de trabalho como Provedora do Cidadão com Deficiência foi a maior alegria que eu podia ter.
Tentei marcar o encontro o mais rápido que me foi possível, pois estava ansiosa por vos conhecer.
Como vos disse no nosso encontro, as crianças são o meu mundo, são a minha inspiração para vida e para tudo o que vou fazendo ao longo dela. Para mim, todas a crianças são especiais, têm um coração puro e uma imaginação fértil que lhes permite sonhar e sorrir.
E agora vou contar-vos um segredo:
Conhecem o Peter Pan, o menino que nunca quer crescer? Pois é, eu sou como ele! Quero continuar e ter coração puro e a imaginação fértil de criança, mesmo sendo uma adulta responsável. Continuarei a brincar, a sonhar, a viajar pelos reinos da fantasia e a acreditar que, um dia, as crianças farão um mundo mais justo e unido, onde todos serão olhados como iguais.
Por isso, escrevo, pinto, faço filmes e teatro, para partilhar com os pequeninos e com os grandes os meus pensamentos e ideias, na esperança de que estes me ajudem a torna o mundo melhor.
As fadas existem se acreditarmos nelas. Tal como as fadas, os sonhos também podem tornar-se realidade, se acreditarmos neles e trabalharmos com muita dedicação.
Não importa a forma como andamos, falamos ou fazemos as coisas, o importante é encontrarmos a nossa maneira de conseguir fazê-lo.
Eu encontrei na minha cadeira de rodas as “asas” que me permitem “voar” para onde quero e, no meu capacete, uma varinha mágica, com a qual faço as coisas bonitas que tanto gosto de fazer.
Foi assim que eu consegui chegar até aqui, como muito trabalho, dedicação, persistência, imaginação e, sobretudo, muita mesmo muita vontade de ajudar quem precisa. Ajudar é a coisa mais bela do mundo! Por isso, fiquei muito feliz quando o Sr. Presidente da Câmara, Dr. Guilherme Pinto, me convidou para Provedora do Cidadão com Deficiência.
Espero que tenham gostado do nosso encontro, quanto eu gostei de vos conhecer e, a porta do meu gabinete estará sempre aberta para quem me vier visitar, principalmente para as fadinhas e duendes lindos como vocês.
E já sabem: acreditem sempre nas vossas capacidades; nunca desistam dos vossos sonhos; não julguem ninguém pela aparência, nem tenham vergonha de oferecer ajuda e… SORRIAM SEMPRE!
Obrigado por todo o vosso carinho, nunca esquecerei o nosso encontro.
Um beijinho muito grande para todos e outro para a fantástica professora Belmira Soares
Rita Silva
sábado, 12 de março de 2011
PROVEDOR DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA EM MATOSINHOS
A Sra. Provedor do Cidadão com Deficiência
no seu posto de trabalho, disponível para ajudar!
Tenho Paralisia de Cerebral, o que me afecta apenas a coordenação motora, incluindo a fala. Contudo, a minha deficiência não me impede de ter uma vida normal, nem de desempenhar as minhas funções de Provedor. Antes pelo contrário, estando eu habituada a ser olhada como uma pessoa "diferente", usarei essa "diferença" para ajudar outros que a tenham e principalmente quem a não tem, pois a maior limitação dos deficiente é a forma preconceitosa como a sociedade ainda os olha. Espero que seja este um dos meus contributos como Provedor do Cidadão com Deficiência , para além de todas as minhas outras funções que têm sempre o objectivo de promover a igualdade de direitos e de deveres entre todos os cidadãos, independentemente da sua condição física, para que todos vivam com dignidade, no Concelho de Matosinhos.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
"Nunca pare de sonhar" - Gonzaguinha
A vida nem sempre é fácil, mas enquanto sonharmos, mantemo-nos vivos e com esperança de que o amanhã será melhor. Por isso, como dizia o fantástico músico popular Gonzaguinha, "Nunca pare de sonhar".
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
ATÉ SEMPRE "AVÓ PEQUENINA" (BISAVÓ MATILDE)...
(1916-2010)
A Avózinha que enchia de ternura e boa-disposição todos os que dela se aproximavam. A minha companheira dos belos dias de aventuras cheios de conversas e brincadeiras. O sorriso maroto que nunca esquecerei.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Manhã na Ribeirinha!
Na manhã de 7 de Dezembro de 2010, surpreendi-me com a minha maior e diversa plateia de crianças e jovens (do 5º ao 9º anos), professores e funcionários da escola EB 2, 3 Ribeirinha, Vairão.
Mesmo sendo uma época de testes e avaliações, a biblioteca encheu, havendo inclusivamente trocas de turmas durante a apresentação do meu livro "Rui a a música mágica", pois todos me queriam conhecer e manifestar o seu carinho.
Não há palavras para descrever tão deliciosa e inesquescível recepção. É nessas alturas que sinto que toda a luta para chegar até aqui valeu realmente a pena e que tenho muitos livros filmes, teatros, músicas para escrever... Descobri que, com a Arte, posso fazer muitos sorrisos. Esta é a maior recompensa que alguém pode ter!
Eu não mas considero exemplo para ninguém, sempre me vi como uma miúda normal, mas espero ter mostrado a todos esses jovens que, com método, presistência e muita mesmo muita dedicação, todos os sonhos se podem tornar possíveis, independentemente da nossa condição física, social ou qualquer outra.
A beleza da Natureza reside na diferença que torna único cada ser. Ninguém é perfeito, por isso não devemos ter vergonha de nós próprios e temos que respeitar as diferenças dos outros. Todos nós temos capacidades e limitações, que podemos superar, tendo sempre a humildade de pedir ajuda, ajudar os outros e aprender com quem sabe mais do que nós. Todos nós temos algo que podemos partilhar e contribuir para um mundo mais justo, pacífico e unido.
A vida parece demasiadamente dura e difícil, mas tudo se torna mais fácil se nos ajudarmos e sorrirmos, em vez de virarmos a cara ou de nos maltratarmos.
Eu só sou feliz a ajudar os outros como sei e como posso, porque - já dizia Charles Chaplin - "quem ajuda, ajuda-se"!
Muito Obrigado a todos os alunos, professores e funcionários que com tanta ternura me receberam na simpática escola Ribeirinha. Estarei sempre ao vosso dispor para o que precisarem.
Mesmo sendo uma época de testes e avaliações, a biblioteca encheu, havendo inclusivamente trocas de turmas durante a apresentação do meu livro "Rui a a música mágica", pois todos me queriam conhecer e manifestar o seu carinho.
Não há palavras para descrever tão deliciosa e inesquescível recepção. É nessas alturas que sinto que toda a luta para chegar até aqui valeu realmente a pena e que tenho muitos livros filmes, teatros, músicas para escrever... Descobri que, com a Arte, posso fazer muitos sorrisos. Esta é a maior recompensa que alguém pode ter!
Eu não mas considero exemplo para ninguém, sempre me vi como uma miúda normal, mas espero ter mostrado a todos esses jovens que, com método, presistência e muita mesmo muita dedicação, todos os sonhos se podem tornar possíveis, independentemente da nossa condição física, social ou qualquer outra.
A beleza da Natureza reside na diferença que torna único cada ser. Ninguém é perfeito, por isso não devemos ter vergonha de nós próprios e temos que respeitar as diferenças dos outros. Todos nós temos capacidades e limitações, que podemos superar, tendo sempre a humildade de pedir ajuda, ajudar os outros e aprender com quem sabe mais do que nós. Todos nós temos algo que podemos partilhar e contribuir para um mundo mais justo, pacífico e unido.
A vida parece demasiadamente dura e difícil, mas tudo se torna mais fácil se nos ajudarmos e sorrirmos, em vez de virarmos a cara ou de nos maltratarmos.
Eu só sou feliz a ajudar os outros como sei e como posso, porque - já dizia Charles Chaplin - "quem ajuda, ajuda-se"!
Muito Obrigado a todos os alunos, professores e funcionários que com tanta ternura me receberam na simpática escola Ribeirinha. Estarei sempre ao vosso dispor para o que precisarem.
sábado, 27 de novembro de 2010
UMA MANHÃ COM OS MENINOS DA ESCOLA CEGO DO MAIO - PÓVOA DE VARZIM
Era muito pequena quando se despertou em mim o imenso gosto por histórias que me faziam voar por mundos fantásticos. Um dia descobri que podia voar ainda mais longe e partilhar as minhas aventuras com os outros meninos, ou seja, aprendi a ler e a escrever!
Após longos anos de estudo e muito trabalho, consegui lançar o meu primeiro livro - "Rui e a música mágia" - cujo objectivo é fazer sorrir as crianças e ajudá-las a voar, sem medo, rumo aos seus sonhos.
Mais uma vez, o meu sonho concretizou-se, quando na manhã de 25 de Maio de 2010, a convite do professor Angelo (professor bibliotecário do agrupamento), conheci a maravilhosa Escola Cego do Maio, na Póvoa de Varzim.
Ainda fora da escola já estava fascinada com os belos trabalhos feitos pelos alunos, que dão um brilho mágico ao espaço. E, quando conheci os alunos, professores e funcionários que com tanto carinho e dedicação me prepararam uma manhã cheia de representações e surpresas encantandoras, só me apetecia voltar a ser pequenina para ficar a estudar nesta escola!
No final da manhã senti-me a miúda mais feliz do mundo, pois em troca de um simples conto, recebi o mais precioso tesouro de sempre: o sorriso e o carinho de crianças com tanto talento, tanta sensibilidade e tanto carácter humano!
São e serão as crianças que me fazem sonhar e escrever mais e mais contos que as façam sorrir.
Obrigado Escola Cego do Maio e um grande beijo para todos. Contem sempre comigo para o que for necessário!
Após longos anos de estudo e muito trabalho, consegui lançar o meu primeiro livro - "Rui e a música mágia" - cujo objectivo é fazer sorrir as crianças e ajudá-las a voar, sem medo, rumo aos seus sonhos.
Mais uma vez, o meu sonho concretizou-se, quando na manhã de 25 de Maio de 2010, a convite do professor Angelo (professor bibliotecário do agrupamento), conheci a maravilhosa Escola Cego do Maio, na Póvoa de Varzim.
Ainda fora da escola já estava fascinada com os belos trabalhos feitos pelos alunos, que dão um brilho mágico ao espaço. E, quando conheci os alunos, professores e funcionários que com tanto carinho e dedicação me prepararam uma manhã cheia de representações e surpresas encantandoras, só me apetecia voltar a ser pequenina para ficar a estudar nesta escola!
No final da manhã senti-me a miúda mais feliz do mundo, pois em troca de um simples conto, recebi o mais precioso tesouro de sempre: o sorriso e o carinho de crianças com tanto talento, tanta sensibilidade e tanto carácter humano!
São e serão as crianças que me fazem sonhar e escrever mais e mais contos que as façam sorrir.
Obrigado Escola Cego do Maio e um grande beijo para todos. Contem sempre comigo para o que for necessário!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
UMA MANHÃ COM AS ANDORINHAS DA ESCOLA SÁ COUTO EM ESPINHO
Foi na manhã de 23 de Novembro que descobri uma escola muito especial e exemplar - a Escola Sá Couto, em Espinho.
Nesta escola existem muitos "Ruis" (os professores) que, com todo o carinho e dedicação, ajudam as suas andorinhas (os alunos) a aprenderem a voar e a realizar os seus sonhos.
A professora Francisca (coordenadora do ensino especial) convidou-me para ir apresentar o meu livro - "Rui e a Música Mágica" - obra adoptada para a disciplina Àrea de Projecto de quatro turmas do 5º ano do ensino básico. Como se já não bastasse esta tão grande honra, os alunos, em conjunto com os professores e funcionários, preparam-me uma linda manhã cheia de música, representações e outras doces surpresas recheadas de carinho.
Surpreendeu-me, não só o grande número de alunos com necessidades especiais integrados, mas também as excelentes condições humanas (para além de professores e funcionários inclui fisioterapeutas e teurapeuta da fala) e de acessibilidade (WC e salas adaptadas e acesso a todos os pavilhões) que a escola lhes oferece. Poucas são as escolas que têm estas condições, no meu tempo (há cerca de 20 anos) nem sequer WC adaptado tinham. Outro pormenor excepcional é o facto da escola continuar a acompanhar os alunos com necessidades especiais durante o ensino secundário, procurando garantir o seu sucesso, bem-estar e felIcidade.
Agradeço a manhã maravilhosa que me proporcionaram e espero que as entidades competentes continuem a apoiar a Escola Sá Couto e que outras escolas sigam o seu brilhante exemplo.
Sempre que necessário, a Escola Sá Couto poderá contar comigo.
Obrigado.
Nesta escola existem muitos "Ruis" (os professores) que, com todo o carinho e dedicação, ajudam as suas andorinhas (os alunos) a aprenderem a voar e a realizar os seus sonhos.
A professora Francisca (coordenadora do ensino especial) convidou-me para ir apresentar o meu livro - "Rui e a Música Mágica" - obra adoptada para a disciplina Àrea de Projecto de quatro turmas do 5º ano do ensino básico. Como se já não bastasse esta tão grande honra, os alunos, em conjunto com os professores e funcionários, preparam-me uma linda manhã cheia de música, representações e outras doces surpresas recheadas de carinho.
Surpreendeu-me, não só o grande número de alunos com necessidades especiais integrados, mas também as excelentes condições humanas (para além de professores e funcionários inclui fisioterapeutas e teurapeuta da fala) e de acessibilidade (WC e salas adaptadas e acesso a todos os pavilhões) que a escola lhes oferece. Poucas são as escolas que têm estas condições, no meu tempo (há cerca de 20 anos) nem sequer WC adaptado tinham. Outro pormenor excepcional é o facto da escola continuar a acompanhar os alunos com necessidades especiais durante o ensino secundário, procurando garantir o seu sucesso, bem-estar e felIcidade.
Agradeço a manhã maravilhosa que me proporcionaram e espero que as entidades competentes continuem a apoiar a Escola Sá Couto e que outras escolas sigam o seu brilhante exemplo.
Sempre que necessário, a Escola Sá Couto poderá contar comigo.
Obrigado.
sábado, 6 de novembro de 2010
ATÉ SEMPRE, AVÓ "TÉ" (TERESA), DESCANÇA EM PAZ...
A AVÓ "TÉ" (TERESA), A AVÓ MAIS CARINHOSA E DIVERTIDA DE SEMPRE!
D. Teresa está hoje na Igreja de S. Mamede de Infesta (Av. do Conde) e o funeral será amanhã (10 Novembro) pelas 10h00.
domingo, 26 de setembro de 2010
Apresentação do livro "Rui e a Música Mágica", em Vila do Conde
Apresentação do livro "Rui e a Música Mágica", dia 09 de Outubro, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal José Régio, em Vila do Conde.
Mais informações sobre o livro em: http://maodarterita.com/publicacoes.html
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"À PROCURA DE MARIA" argumento para longa-metragem e mini-série televisiva
“À Procura de Maria” argumento de Rita Silva para longa-metragem e para série televisiva em 3 episódios. Trata-se de um thriller que conta a história de Inês é uma jovem jornalista, com seus 30 anos, que luta contra o suposto desaparecimento de sua filha Maria. No longo caminho de busca, depara com uma série de situações de inércia policial, violência e tráfico humano / pedofilia. Inês embarca numa alucinante aventura pelo mundo de loucura, onde nem tudo o que parece é.
O thriller pretende alertar a sociedade para doença mental (capacidades/limitações e consequências), morosidade da investigação policial, funcionamento das redes de pedofilia / tráfico humano, corrupção.
Procura-se uma produtora, para que o filme possa ser realizado.
domingo, 4 de julho de 2010
LANÇAMENTO DO LIVRO "RUI E A MÚSICA MÁGICA" DE RITA SILVA

No próximo dia 11 de Julho de 2010, pelas 15h, no Cine-teatro Municipal Constantino Nery, lanço “Rui e a música mágica”, o primeiro livro da colecção semestral “Os Contos da Rita Cuca” da Edita-me. “Rui e a música mágica” é um conto infantil inspirado na vida de Rui Veloso, que comemora 30 anos de carreira. O CONVITE É PARA TODOS! APAREÇAM!!!
Resumo: Rui, um menino de 10 anos, tem uma relação muito próxima com a sua harmónica. Nunca se separa dela e ao longo do dia, aproveita todos os momentos para tocar.Num dia primaveril, Rui encontra uma andorinha com uma asa ferida que prontamente recolhe e junto com os seus irmãos - Paulinha e Zé - cuida dela como se de um ente querido se tratasse.Após a sua recuperação, a pequena andorinha teima em não querer voar, tornando-se um membro efectivo da família de Rui com a qual passa todo o resto do ano.Inebriada pelas notas de uma música “mágica” tocada pelo pequeno Rui na sua harmónica, a pequena andorinha recupera finalmente as suas faculdades de voar e torna-se num apoio forte para o pequeno Rui, nos seus momentos mais difíceis.
Link: http://www.edita-me.pt/product_info.php?products_id=71?osCsid=8e7291c3cf68dc528c2a646c6d6aaba7
Resumo: Rui, um menino de 10 anos, tem uma relação muito próxima com a sua harmónica. Nunca se separa dela e ao longo do dia, aproveita todos os momentos para tocar.Num dia primaveril, Rui encontra uma andorinha com uma asa ferida que prontamente recolhe e junto com os seus irmãos - Paulinha e Zé - cuida dela como se de um ente querido se tratasse.Após a sua recuperação, a pequena andorinha teima em não querer voar, tornando-se um membro efectivo da família de Rui com a qual passa todo o resto do ano.Inebriada pelas notas de uma música “mágica” tocada pelo pequeno Rui na sua harmónica, a pequena andorinha recupera finalmente as suas faculdades de voar e torna-se num apoio forte para o pequeno Rui, nos seus momentos mais difíceis.
Link: http://www.edita-me.pt/product_info.php?products_id=71?osCsid=8e7291c3cf68dc528c2a646c6d6aaba7
sábado, 19 de junho de 2010
JORNAL "MATOSINHOS HOJE" CHEGA AO FIM
Costuma-se dizer que o que é bom acaba depressa, mas eu acrescento que o que é honesto acaba depressa.
Matosinhos Hoje era o jornal que se preocupou em informar e dar voz aos matosinhenses, sempre de forma limpa, resistindo a qualquer tipo de influências. Preocupou-se, portanto, a servir o povo, o que nem sempre acontece com os outros jornais e meios de comunicação social.
Reconhecido e premiado pelo ex-Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, como o melhor jornal regional, Matosinhos Hoje morre vítima das tão conhecidas e terríveis "palmadinhas nas costas". Todos lhe prometeram apoio, mas na hora de cumprirem as promessas, muitos fugiram como o diabo da cruz.
Infelizmente, conheço bem essas "palmadinhas nas costas", mas Matosinhos Hoje mais uma vez fugiu à regra, surpreendo-me, pela forma como respeitou e valorizou o meu trabalho até à sua última edição, mesmo sendo das mais jovens e recentes colaboradoras.
Agradeço esta grande experiência a todos os que no Matosinhos Hoje trabalham e, em especial a quem me fez o convite para colaborar com o jornal - Dulce Salvador - desejando muitas felicidades para as suas carreiras.
Espero que outros jornais, assim como outras entidades sigam o exemplo do Matosinhos Hoje, para que possamos ter boa informação, assim como um país mais justo e honesto.
E, quem sabe um dia não voltaremos a ler o Matosinhos Hoje?!
Matosinhos Hoje era o jornal que se preocupou em informar e dar voz aos matosinhenses, sempre de forma limpa, resistindo a qualquer tipo de influências. Preocupou-se, portanto, a servir o povo, o que nem sempre acontece com os outros jornais e meios de comunicação social.
Reconhecido e premiado pelo ex-Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, como o melhor jornal regional, Matosinhos Hoje morre vítima das tão conhecidas e terríveis "palmadinhas nas costas". Todos lhe prometeram apoio, mas na hora de cumprirem as promessas, muitos fugiram como o diabo da cruz.
Infelizmente, conheço bem essas "palmadinhas nas costas", mas Matosinhos Hoje mais uma vez fugiu à regra, surpreendo-me, pela forma como respeitou e valorizou o meu trabalho até à sua última edição, mesmo sendo das mais jovens e recentes colaboradoras.
Agradeço esta grande experiência a todos os que no Matosinhos Hoje trabalham e, em especial a quem me fez o convite para colaborar com o jornal - Dulce Salvador - desejando muitas felicidades para as suas carreiras.
Espero que outros jornais, assim como outras entidades sigam o exemplo do Matosinhos Hoje, para que possamos ter boa informação, assim como um país mais justo e honesto.
E, quem sabe um dia não voltaremos a ler o Matosinhos Hoje?!
domingo, 13 de junho de 2010
Uma Manhã com os Pequeninos
À cerca de oito dias, a convite da Dra. Lurdes Queirós - presidente da Junta de Freguesia de Sta. Cruz do Bispo, participei numa actividade pedagógica para as crianças do infantário.Como encerramento da feira do livro, na Junta de Freguesia, esta actividade consistiu na leitura de contos da minha autoria e num diálogo aberto entre mim, a minha mãe e as crianças (entre os 3 e os 5 anos), tendo como objectivo sensiblizá-las sobre a diferença.Para além de terem ficado a saber sobre como eu vivo numa cadeira de rodas, as crianças também puderam experimentar o capacete, com o qual trabalho, pinto e faço tudo os que os outros fazem. Se muitos dizem que a pintura é o espelho da alma do pintor, a crianças comprovaram isso, pintando (com o meu capacete) um lindo quadro cheio de cor. Assim, as crianças puderam reter que o mais importante é fazer e não como se faz.Foi uma manhã muito divertida para todos, onde podemos partilhar e aprender, independentemente das diferenças de idade ou limitações.Ao contrário dos adultos, as crianças aceitam e lidam facilmente com as diferenças, desde que lhes expliquem correctamente (na sua linguagem) porque existem e como lidar com elas. As crianças não são cruéis, são espontâneas e perguntam por mera curiosidade. A forma como as pessoas interpretam e respondem às perguntas das crianças é que nem sempre está correcta.É-me muito frequente ouvir adultos a responderem ás crianças "A menina não anda, porque é doentinha, coitadinha"! Esta é a pior resposta que se pode dar a uma criança, porque é errada e nem satisfaz a sua curiosidade. Pior que o doentinha é o coitadinha como ponto final, que funciona quase como "é um caso perdido, ignora".Bem, sei que ainda há muita ignorância que gera preconceito em torno da deficiência, mas é preciso combatê-la. E, hoje em dia, com tantos meios de comunicação, só é ignorante quem faz questão de o ser.Como dizia o Pavarotti, "as crianças são vítimas da estupidez dos adultos", ou seja, quando são cruéis é porque as educaram com bases em ideias mal concebidas.Se existirem iniciativas como a Dra. Lurdes Queirós, de criar eventos e actividades onde as crianças possam, desde pequeninas, aprender a conviver com a diferença, o mundo terá um futuro muito melhor.Não nos esqueçamos, que antes de se ser matemático, cientista, engenheiro, político ou qualquer outra coisa, tem que se aprender a ser Homem, a partilhar e a respeitar o próximo.Por isso, agradeço e louvo a iniciativa da Dra. Lurdes Queirós, que apesar de exercer um cargo político, nunca se esquece do seu papel de mãe e de professora. Espero que as escolas, políticos, pais e encarregados de educação sigam o seu exemplo.Rita Silva
Fonte: Matosinhos Hoje edição de 08-06-2010
Fonte: Matosinhos Hoje edição de 08-06-2010
sábado, 29 de maio de 2010
Revisitar / Descobrir Guerra Junqueiro
“Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro é um projecto da Escola das Artes / Som e Imagem, Universidade Católica no Porto, com coordenação e direcção científica de Henrique Manuel S. Pereira.O projecto teve génese no documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro; continuação num site e blog, em A Música de Junqueiro (livro e CD duplo), em Lançamento/concerto (DVD), e em À Volta de Junqueiro (livro). Terá futuro numa Fotobiografia do Poeta.” In http://www.artes.ucp.pt/guerrajunqueiro/ .
Trata-se dum projecto que eu vi crescer, com orgulho, durante a minha formação na Escola das Artes.
Fiquei agradavelmente surpreendida, quando em Novembro assisti ao lançamento do livro e CD A Música de Junqueiro. Foi um espectáculo extraordinário, variado e organizado com muita criatividade e profissionalismo.
É de destacar a multiplicidade de registos e formas que deram aos poemas de Junqueiro, quer no espectáculo de lançamento, quer no CD.
A mistura de registos e géneros musicais, assim como a variedade de performances do espectáculo, agradou e aproximou público de várias gerações.
Este lançamento / concerto pode agora ser visto em DVD, que foi lançado na passada sexta-feira, juntamente com o livro À Volta de Junqueiro. No evento, participaram personalidades da história e cultura portuguesa, das quais se destacam Manoel de Oliveira e D. Manuel Clemente.
O livro reproduz e amplia entrevistas/conversas de Henrique Manuel S. Pereira com várias personalidades portuguesas de diversos universos temáticos, como Mário Soares, Eduardo Lorenço, entre muitas outras.
Com este projecto, integrado no centenário da Republica, relembramos Guerra Junqueiro, um revolucionário incompreendido pelo seu tempo, mas que deixou marcas que duraram até hoje. Uma dessas marcas é A Moleirinha, uma canção que muitos cantam, mesmo sem saberem que se trata de um poema de Junqueiro.
Confesso que não contava com um projecto com tão alta qualidade. Não por falta de competência dos intervenientes, mas por ser uns dos projectos mais ambiciosos, feitos na Escola das Artes, nestes últimos cincos anos. É um projecto que exige muita responsabilidade e grande coordenação de uma equipa com dezenas de pessoas. Por isso, o Henrique Manuel S. Pereira e toda a equipa, estão de parabéns e espero que se continue a apostar em mais projectos como este.
E que o Guerra Junqueiro (o “Barbinhas”, como lhe chama Henrique Manuel S. Pereira) se mantenha vivo na memória das próximas gerações.
Rita Silva
Fonte: Matosinhos Hoje, edição de 25 de Maio de 2010
Trata-se dum projecto que eu vi crescer, com orgulho, durante a minha formação na Escola das Artes.
Fiquei agradavelmente surpreendida, quando em Novembro assisti ao lançamento do livro e CD A Música de Junqueiro. Foi um espectáculo extraordinário, variado e organizado com muita criatividade e profissionalismo.
É de destacar a multiplicidade de registos e formas que deram aos poemas de Junqueiro, quer no espectáculo de lançamento, quer no CD.
A mistura de registos e géneros musicais, assim como a variedade de performances do espectáculo, agradou e aproximou público de várias gerações.
Este lançamento / concerto pode agora ser visto em DVD, que foi lançado na passada sexta-feira, juntamente com o livro À Volta de Junqueiro. No evento, participaram personalidades da história e cultura portuguesa, das quais se destacam Manoel de Oliveira e D. Manuel Clemente.
O livro reproduz e amplia entrevistas/conversas de Henrique Manuel S. Pereira com várias personalidades portuguesas de diversos universos temáticos, como Mário Soares, Eduardo Lorenço, entre muitas outras.
Com este projecto, integrado no centenário da Republica, relembramos Guerra Junqueiro, um revolucionário incompreendido pelo seu tempo, mas que deixou marcas que duraram até hoje. Uma dessas marcas é A Moleirinha, uma canção que muitos cantam, mesmo sem saberem que se trata de um poema de Junqueiro.
Confesso que não contava com um projecto com tão alta qualidade. Não por falta de competência dos intervenientes, mas por ser uns dos projectos mais ambiciosos, feitos na Escola das Artes, nestes últimos cincos anos. É um projecto que exige muita responsabilidade e grande coordenação de uma equipa com dezenas de pessoas. Por isso, o Henrique Manuel S. Pereira e toda a equipa, estão de parabéns e espero que se continue a apostar em mais projectos como este.
E que o Guerra Junqueiro (o “Barbinhas”, como lhe chama Henrique Manuel S. Pereira) se mantenha vivo na memória das próximas gerações.
Rita Silva
Fonte: Matosinhos Hoje, edição de 25 de Maio de 2010
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