Que neste Natal haja paz, amor e mais respeito pela Natureza!
O Caderno da Rita Cuca é um cantinho para partilhar pensamentos e curiosidades do dia-a-dia de um mundo cada vez mais surpreendente. Divirta-se! Nota: AS NOVAS MENSAGENS ESTÃO A SEGUIR À PRIMEIRA.
Tenho uma guitarra no fundo da
sala
Que já não toca nem fala
Chora hora após hora
Pelos bons tempos de outrora
Ó velha guitarra sem cordas
Sei quanto doí o que recordas
Sei que sonhas mas sabes bem
Que o teu guitarrista já não vem
Ó velha guitarra sem cordas
Já com mais nada te importas
Tocas toda a tristeza do mundo
Numa só nota do silêncio
profundo
Ó minha guitarra sem cordas
Do teu sonho não acordas
De um belo dia ele regressar
Só para te voltar a tocar
Rita Micaelo Silva
Novembro de 2022
"Pessegueiro com gladíolos e ginjeira", 2023, Rita Micaelo Silva
Desenho digital a lápis de cera
Na verdade, os gladíolos não se chamam "Flor dos Avós", mas como no meu quintal costumam florir em julho, pus-lhes este nome, uma vez que se celebra o Dia dos Avós a 26 de julho.
A cena pintada aconteceu há um ou dois anos e não foi fotografada. Contudo, a imagem do gladíolo a espreitar
por entre os ramos do pessegueiro, como se fosse uma criança curiosa, nunca mais me saiu da memória, pelo que resolvi passá-la para o papel.
Tenho certeza de que todos os meus avós adorariam o meu quintal, uma vez que foram eles que despertaram em mim, desde pequena, o amor pela Natureza. Por isso, estas lindas flores são mais um símbolo da sua presença, uma homenagem à sua memória.
É um bolo simples, ótimo para a hora do chá.
Ingredientes:
250g de farinha
250g de açúcar
4 ovos pequenos
2 colheres de sopa de manteiga
Raspa e sumo de uma laranja
1 iogurte (opcional e, caso não ponha sumo de laranja, pode optar por um iogurte de aromas)
Preparação:
Numa tigela, bata a manteiga com o açúcar, até obter um creme, ao qual vai juntar os ovos, um a um.
De seguida envolva a farinha, a raspa e o sumo de laranja, com o preparado.
Unte a forma com manteiga e deite o preparado.
Leve ao forno pré-aquecido a 180º, durante 40-50 minutos, coloque papel de alumínio quando o bolo começar a lourar, para não queimar
Desinforme e deixe arrefecer.
Este bolo só tem um problema, é impossível resistir a uma segunda ou terceira fatia. Como podem ver, na fotografia, foi quase metade do bolo num só lanche, com duas pessoas apenas.
- Acho.
- Achas bem estar uma estrela caída no chão?!
- Acho. Porquê que as estrelas também não hão de ter direito a descer à Terra, de vez em quando?!
Rita Micaelo Silva
21/05/2023
Era uma vez um duende solitário, que vivia num lindo cogumelo vermelho, bem no meio do bosque encantado.
O duende chamava-se Samu e andava muito triste por não ter
com quem passar o Dia do Duende* que se aproximava.
Certo dia, o Samu passeava pela floresta, como sempre
gostava de fazer, para apreciar as belezas da Mãe Natureza.
A dada altura, o Samu encontrou um passarinho caído do
ninho, a chorar, cheio de medo e fome.
Deste modo, o Samu levou o passarinho consigo para casa,
deu-lhe o nome de Jojo e cuidou dele, ainda melhor do que qualquer mãe pássara.
O Samu e o Jojo nunca mais se separaram e viveram aventuras
fabulosas, no bosque, onde fizeram muitos amigos, como duendes, fadas,
criaturas fantásticas, animais e plantas.
Todos se divertiam, ajudavam e protegiam uns ou outros, pois
ninguém conseguia estar feliz, quando alguém ficava triste.
Assim, com o Jojo e os outros amigos, o Samu ganhou uma
família fantástica que fazia com que todos os dias fossem Dia do Duende, cheios
de amor, paz, magia e muita alegria.
Rita Micaelo Silva
Todos os anos, os habitantes da ilha enfrentam cheias que os
obriga a mudar constantemente de casa.
Apesar dos permanentes esforços para travar a erosão,
recorrendo a sacos de areia, prevê-se que dentro de quarenta anos a ilha irá
ficar reduzida em 60%, tendo já neste momento, pouco mais de 400 quilómetros
quadrados, quando inicialmente tinha 1150 quilómetros quadrados.
Um dos habitantes desta ilha, Sri Jadav Payeng, ativista
conhecido por “o plantador de árvores” , dedicou toda a sua vida a plantar a floresta
Molai no solo arenoso e diz continuar a fazê-lo, enquanto for capaz, porque
considera ser sua obrigação ajudar na reflorestação do mundo.
Jadav Payeng afirma que as raízes das árvores seguram os
sedimentos, ajudando a contrariar a erosão da ilha, sobretudo árvores de raízes
fundas, como bambu-indiano ou coqueiros. Contudo, Jadav Payeng diz que o
problema não é só daquela ilha, é um problema geral, sendo necessário a intervenção dos sete mil
milhões de habitantes do planeta e, o ideal que cada pessoa plantasse pelo
menos duas árvores, para que seja possível a sobrevivência da humanidade.
Na minha opinião, para além de cada humano plantar duas árvores,
como diz Jadav Payeng, ainda mais importante é perseverar árvores, preservar
sobretudo as escassas florestas ancestrais e tropicais.
Até porque as florestas plantadas são muito mais vulneráveis
e suscetíveis a incêndios, porque a sua arquitetura estilo pombalino (com as árvores
todas alinhadas como os soldados numa parada militar), faz com que o sol chegue
facilmente ao chão, proporcionando o crescimento de vegetação inflamável e o
aquecimento do solo, para além de outras razões, como a plantação de espécies facilmente
inflamáveis e o desequilíbrio das cadeias alimentares, já para não falar nos
fogos postos, etc.
As florestas ancestrais/tropicais são muito mais densas, sombrias e
frescas, com uma organização e funcionamento tão perfeito, que muito raramente
sofrem incêndios, sendo estes normalmente de pequenas dimensões.
São as florestas, seja em terra ou nos oceanos, que garantem o equilíbrio e a sobrevivência do planeta.
A nossa intervenção só as tem prejudicado.
A natureza já existia muito antes dos humanos, é perfeita e
não foi feita para que fosse dominada/manipulada por eles, antes pelo contrário.
A política de plantar três árvores por cada uma abatida é ilusória
e economicista, porque a quantidade de oxigénio que uma árvore idosa produz, assim
como o dióxido de carbono que absorve, é muitíssimo superior à de três árvores
jovens. Ao abatermos árvores idosas,
estamos a libertar astronómicas toneladas de CO2 para a atmosfera, contribuindo
fortemente para o aquecimento global, para além de outros graves males.
Por isso, em vez de se destruírem, por minuto, áreas florestais
equivalentes a dez campos de futebol, tal como acontece na Amazónia, é urgente
pararmos e apostarmos na reflorestação, porque se continuarmos neste ritmo, não
teremos condições de vida neste planeta, dentro de muito pouco tempo.
Plantar e preservar árvores é vital, caso contrário não
iremos sobreviver.
As árvores devem, sem dúvida, estar no topo da lista das prioridades
para salvarmos ao planeta, já em tão mau estado.
As árvores e todas as espécies de seres vivos, pois todos têm um papel importante no funcionamento global do planeta.
Obrigado, Sri Javad Payeng e a todos os que dão o seu contributo para salvar o que ainda sobra da Terra.
Rita Micaelo Silva
Maio, 2023
Menina que passas na rua
Tão cheia de charme e “belezura”
Lá vais tu sempre na tua
Irradiando tanta luz e ternura
O que levas no balde não sei não
Mas olha que me levaste o coração
Menina pareces feita de biscuit
Os teus olhos verdes e pele branca
Levam-me a sítios onde nunca fui
Graciosamente levas o balde na anca
Onde vais ó minha princesa mais linda
Tem cuidado que te perdes ainda
Menina belíssima, boneca de biscuit
Tão fina e delicada que temo partir
Pois tímido e desajeitado eu sempre fui
E isso nota-se até no meu tonto sorrir
Não sou nenhum príncipe encantado
Mas por ti estou completamente fascinado
Menina minha joia de porcelana
Meu mais precioso tesouro
O meu velho coração, o sacana
Não sossega, bate mais forte do que um touro
Ai, como queria ter asas de vento e voar
Só para te conseguir acompanhar
Menina de cachos de ouro
O que tens escondido na floresta
Algum segredo, mistério ou tesouro
Deixa-me ir contigo, levo-te a cesta
Encho-te o balde de rosas e lavandas
Faço tudo o que queres, princesa, tu mandas
Rita Micaelo Silva
1 de maio de 2023
Minhas queridas árvores,
Hoje é o Dia Mundial da Árvore. Ou pelo menos é o que dizem
os Homens.
Os mesmos Homens que desde sempre vos trataram como mera
matéria-prima, procurando tirar o melhor partido de vós, da vossa madeira, do
vosso fruto, ou do vosso bonito aspeto decorativo. De tudo, esquecendo-se do
principal, amar-vos enquanto seres vivos e, ainda por cima, os seres vivos que
lhes dão o oxigénio para viverem!
E depois quando se cansam de vocês, simplesmente abatem-vos
sem qualquer ressentimento.
Sim, os mesmos Homens que, todos os dias, abatem hectares e
hectares de floresta, destruindo milhões e milhões de vidas.
Os mesmos Homens que erguem as "bandeiras do
ambiente" e que dizem que por cada árvore abatida, plantam três. Como se
alguma vida fosse substituível, ainda por cima quando se trata de árvores
centenárias ou milenares. Como se isso bastasse para salvar o que quer que
seja.
Os mesmos Homens que apesar dos claros avisos de situação
muito grave e quase irreversível, insiste em continuar a tratam-vos com
hipocrisia e crueldade.
E vocês, indefesas, sofrem em silêncio, continuado a
dar-lhes aquilo que é indispensável à vida, tal como uma mãe dá tudo a um
filho, mesmo que não receba o seu amor.
Doí-me de cada vez que vejo uma árvore encaixada no betão,
na berma das estradas, é como andar de sapatos com muitos números abaixo e, como se não
bastasse, ainda têm de respirar a nojenta poluição humana, sobretudo nas
cidades, ditas modernas e civilizadas.
Dói-me ver árvores cortadas só porque não dão jeito ou já
não ficam bem naquele sítio.
Doí-me ver tanto sofrimento e tanta falsidade na forma como
os humanos que se dizem donos do mundo e do conhecimento, tratam as
políticas ambientais.
Dói-me ver-vos a morrer e, convosco, tantas outras espécies,
dia após dia.
Dói-me ver os Homens a saber que se continuarem a destruir o
ambiente, eles próprios vão extinguir-se e, mesmo assim continuam cegos por
dinheiro.
Dói-me porque vos amo, minhas queridas árvores,
sois para mim o maior dos outros tesouros, sois a principal
fonte de vida! Sem vós, nós humanos não seremos nada.
Sinto-me privilegiada por ter um pequeno quintal com algumas
árvores, entre várias outras plantas. Cada qual com o seu nome próprio, de
acordo com as suas personalidades, pois são seres vivos, e por isso,
trato-as com todo o amor que merecem. Amor que elas me devolvem em dobro.
Já para não falar no quanto me têm ensinado, quando estou na sua doce companhia!
Só queria que todas as árvores do mundo fossem tratadas com
o mesmo respeito e amor com que trato as minhas, pois seríamos todos muito mais
saudáveis e felizes.
Oh minhas queridas árvores, torço para que não seja
apenas hoje o Dia Mundial da Árvore, mas sim, todos os dias.
Com amor
Rita
21 de março de 2023
Quando era pequena, costuma ir muitas vezes, com os meus avós paternos, passear ao jardim do Passeio Alegre, na Foz do Douro.
Era um jardim tranquilo, com vistas para o mar e cheio de referências históricas e, tudo o que tenha histórias ainda hoje me deixa fascinada.
Contudo, o que eu mais gostava de andar lá a correr entre as árvores e canteiros.
O meu avô segurava-me por debaixo dos braços e lá andava eu a conquistar o jardim, como quem conquista o mundo.
A minha avó vinha atrás com a cadeira de rodas, para quando me cansasse. Ou então sentava num banco e metia conversa com alguém, caso a minha bisavó não fosse também connosco.
Uma vez meteu conversa com um velhinho que costumava lá estar muitas vezes, sentado num daqueles bancos de jardim, de olhar perdido no imenso mar de pensamentos.
- Ritinha, estás a ver este senhor? É um grande poeta, chama-Eugénio de Andrade. – apresentou-mo.
Eu cumprimentei-o, apenas como um velhinho simpático.
Apesar de sempre ter gostado de livros, de histórias e, de desde bem pequena dizer que queria ser escritora para escrever um livro e não fazer mais nada na vida, naquele momento, confesso que estava mais interessada em correr pelo jardim e deixar-me levar pela imaginação.
Não senti aquela emoção de estar com perante um dos maiores poetas portugueses, pois afinal, eu era apenas uma miúda.
O que mais me impressionou foi vê-lo tantas vezes sozinho.
Apetecia-me chamá-lo para vir brincar comigo, tal como fazia com a minha bisavó, grande companheira de aventuras.
No entanto, a minha avó dizia-me que os poetas gostavam de estar sozinhos com os seus pensamentos, para se inspirarem, o que não não me convencia lá muito.
Hoje compreendo-o bem, pois também sinto esta necessidade, embora não me considere poeta, mas gosto simplesmente de estar com os meus pensamentos, que muitas vezes resultam em história desenhos, pinturas ou no que me der na telha. Se o que faço serve para alguma coisa o não, é supérfluo, porque o que me importa é o prazer de o fazer.
O certo é que, mais tarde, já adulta, conheci outras personalidades, nomeadamente artistas, tinha consciência da sua obra ou dos seus importantes feitos, mas quando estava perto delas, o sentimento foi o mesmo de quando conheci o Eugénio de Andrade, “o velhinho simpático”.
Perto delas, via apenas o ser humano, com todas as suas virtudes e fragilidades, bem diferente da imagem de estrelas intocáveis que os media passavam. Agora já não há tanto esta impressão, mas há uns anos atrás, quem aparecia na televisão era quase um gigante, uma superstar, enfim era algo magnífico.
Percebi então, a efemeridade da vida e a fragilidade do ser humano.
Seja quem for, faça o que fizer, conquiste o que conquistar, todos começam e acabam da mesma forma.
Apesar de ter sido (ou melhor, de SER) um grande poeta, naquela altura, eu vi no Eugénio de Andrade, apenas um velhinho que precisava de amor e carinho, que talvez sentisse a solidão da velhice como muitos outros.
Sim, podemos ser uma grande personalidade nalguma área, andar sempre rodeados de gente e sentirmo-nos sós.
Na verdade, preciso crescer para descobrir o prazer da nossa própria companhia e provavelmente o Eugénio de Andrade já o tinha descoberto há muito. Hoje percebo que talvez não estivesse assim tão só. Aliás, depois vim a saber que, na realidade, nunca esteve sozinho, pois tinha os amigos e a sua Ana Maria, amiga/filha do coração, que o acompanhou em todos os momentos.
A essência humana é aquilo que me toca mais, apesar de admirar uma boa obra. Uma coisa é o artista, outra coisa é a pessoa em si, embora um influencie o outro, são duas identidades distintas.
Para mim, Eugénio de Andrade era assim, tinha todo o prestígio do mundo, mas sempre se refugiou deste, procurando viver a vida simples e ser simplesmente um ser humano como qualquer outro. Fez questão de manter a sua vida como Sr. José, usufruindo, enquanto pôde, de tardes ou manhãs junto do mar e das palmeiras do jardim do Passeio Alegre, que tanto adorava, pois, afinal, não há nada melhor do que a companhia da natureza.
Penso que, tal como eu, o que importava mesmo a Eugénio de Andrade era aquilo que somos enquanto simples seres vivos, tudo o resto são adornos. O que importa é vivermos em paz, vivendo com simplicidade e com aquilo que nos faz feliz.
Para além do poeta extraordinário, continuo a ver o Eugénio de Andrade (ou melhor, o Sr. José, porque o poeta só conheci mais tarde, através da sua obra) como o “velhinho simpático” do jardim do Passeio Alegre. Vejo-o como mais uma doce recordação dos bons momentos passados com os meus avós.
Não sei, mas acho que Eugénio de Andrade ficaria contente com esta terna imagem que guardo dele, porque parecia-me um senhor simples e só as grandes almas sabem ser simples.
E o mais engraçado é que, só agora, passado tantos anos, ao recordar o nosso breve encontro e ou conhecer a sua obra com outra maturidade, descobri que tínhamos várias coisas em comum, entre as quais a predileção pelas artes, pela literatura, pela escrita, pela natureza e pela mãe.
Para mim, há vivos que estão mortos e mortos que estão e estarão sempre bem vivos.
O melhor presente que me podem dar, são árvores, são todas as espécies de seres vivos, é a Grande Mãe-Natureza!
São montanhas, mares, rios, desertos, prados floridos e tudo o que de belo existe neste pequeno planeta.
São bosques e florestas, sobretudo as ancestrais com árvores milenares.
É a preservação das florestas e dos oceanos que nos dão tudo para que nós, humanos, possamos existir.
O melhor presente que me podem dar, é ajudaram a salvar a nossa Mãe-Natureza!
A nossa inigualável e insubstituível Mãe-Natureza, por nós tão ferida.
Ainda podemos sarar muitas das suas feridas, já que outras são irreversíveis.
Ainda podemos salvar a nossa querida Mãe-Natureza, mas o tempo é já muito pouco.
Precisamos de abandonar imediatamente os nossos hábitos de consumismo egoísta e passar a viver em sintonia com a Natureza.
Troquemos os presentes materiais por gestos de amor e paz.
Troquemos a hipocrisia das palavras bonitas por ações concretas.
Ações que ajudem a diminuir o desperdício e a desigualdade neste planeta.
Ações que tornem o mundo humano menos controverso, mais feliz e cooperante.
Ações que recuperem e preservem a nossa Mãe-Natureza, para que nós próprios também possamos ser salvos.
Sim, porque os humanos são como um bebé no ventre da sua mãe, se a continuarem a destruir também não irão sobreviver...
A vida é a o mais precioso dos presentes.
Por isso, o melhor presente que me podem dar é a Mãe-Natureza mais sã, com todas as suas espécies, com toda a sua paz e sabedoria.
Pode parecer tudo muito utópico, mas as utopias deixam de ser utopias quando as tornamos realidade.
O passado já existiu.
O futuro ainda há de existir.
Só existe então o presente, que é o reflexo do passado e de
um futuro que ainda existirá.
Rita Micaelo Silva
Janeiro, 2023