segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ATÉ SEMPRE "AVÓ PEQUENINA" (BISAVÓ MATILDE)...

(1916-2010)
A Avózinha que enchia de ternura e boa-disposição todos os que dela se aproximavam. A  minha companheira dos belos dias de aventuras cheios de conversas e brincadeiras.  O sorriso maroto que nunca esquecerei.

domingo, 19 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS 2010!



Manhã na Ribeirinha!

Na manhã de 7 de Dezembro de 2010, surpreendi-me com a minha maior e diversa plateia  de crianças e jovens (do  5º ao 9º anos), professores e funcionários da escola EB 2, 3 Ribeirinha, Vairão.
Mesmo sendo uma época de testes e avaliações, a biblioteca encheu, havendo inclusivamente trocas de turmas durante a apresentação do meu livro "Rui a a música mágica", pois todos me queriam conhecer e manifestar o seu carinho.
Não há palavras para descrever tão deliciosa  e inesquescível recepção. É nessas alturas que sinto que toda a luta para chegar até aqui valeu realmente a pena e que tenho muitos livros filmes, teatros, músicas para escrever... Descobri que, com a Arte, posso fazer muitos sorrisos.  Esta é a maior recompensa que alguém pode ter!
Eu não mas considero exemplo para  ninguém, sempre me vi como uma  miúda normal, mas espero ter mostrado a todos esses jovens que, com método, presistência e muita mesmo muita dedicação, todos os sonhos se podem tornar possíveis, independentemente da nossa condição física, social ou qualquer outra.
A beleza da Natureza reside na diferença que torna único cada ser. Ninguém é perfeito, por isso não devemos ter vergonha de nós  próprios e temos que respeitar as diferenças dos outros. Todos nós temos capacidades e limitações, que podemos superar, tendo sempre a humildade de pedir ajuda, ajudar os outros e aprender com quem sabe mais do que nós. Todos nós temos algo que podemos partilhar e contribuir para um mundo mais justo, pacífico e unido.
A vida parece demasiadamente dura e difícil, mas tudo se torna mais fácil se nos ajudarmos e sorrirmos, em vez de virarmos a cara ou de nos maltratarmos.
Eu só sou feliz a ajudar os outros como sei e como posso, porque - já dizia Charles Chaplin - "quem ajuda, ajuda-se"!
Muito Obrigado a todos os alunos, professores e funcionários que com tanta ternura me receberam na simpática escola Ribeirinha. Estarei sempre ao vosso dispor para o que  precisarem.

sábado, 27 de novembro de 2010

UMA MANHÃ COM OS MENINOS DA ESCOLA CEGO DO MAIO - PÓVOA DE VARZIM

Era muito pequena quando se despertou em mim o imenso gosto por histórias que me faziam voar por mundos fantásticos. Um dia descobri que podia voar ainda mais longe e partilhar as minhas aventuras com os outros meninos, ou seja, aprendi a ler e a escrever!
Após longos anos de estudo e muito trabalho, consegui lançar o meu primeiro livro - "Rui e a música mágia" - cujo objectivo é fazer sorrir as crianças e ajudá-las a voar, sem medo, rumo aos seus sonhos.
Mais uma vez, o meu sonho concretizou-se, quando na manhã de 25 de Maio de 2010, a convite do professor Angelo (professor bibliotecário do agrupamento), conheci a maravilhosa Escola Cego do Maio, na Póvoa de Varzim.
Ainda fora da escola já estava fascinada com os belos trabalhos feitos pelos alunos, que dão um brilho mágico ao espaço. E, quando conheci os alunos, professores e funcionários que com tanto carinho e dedicação me prepararam uma manhã cheia de representações e surpresas encantandoras, só me apetecia voltar a ser pequenina para ficar a estudar nesta escola!
No final da manhã senti-me a miúda mais feliz do mundo, pois em troca de um simples conto, recebi o mais precioso tesouro de sempre: o sorriso e o carinho de crianças com tanto talento, tanta sensibilidade e tanto carácter humano!
São e serão as crianças que me fazem sonhar e escrever mais e mais contos que as façam sorrir.
Obrigado Escola Cego do Maio e um grande beijo para todos. Contem sempre comigo para o que for necessário!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

UMA MANHÃ COM AS ANDORINHAS DA ESCOLA SÁ COUTO EM ESPINHO

Foi na manhã de 23 de Novembro que descobri uma escola muito especial e exemplar - a Escola Sá Couto, em Espinho.
Nesta escola existem muitos "Ruis" (os professores) que, com todo o carinho e dedicação, ajudam as suas andorinhas (os alunos) a aprenderem a voar e a realizar os seus sonhos.
A professora Francisca (coordenadora do ensino especial) convidou-me para ir apresentar o meu livro - "Rui e a Música Mágica" - obra adoptada para a disciplina Àrea de Projecto de quatro turmas do 5º ano do ensino básico. Como se já não bastasse esta tão grande honra, os alunos, em conjunto com os professores e funcionários, preparam-me uma linda manhã cheia de música, representações e outras doces surpresas recheadas de carinho.
Surpreendeu-me, não só o grande número de alunos com necessidades especiais integrados, mas também as  excelentes condições humanas (para além de professores e funcionários inclui fisioterapeutas e teurapeuta da fala) e de acessibilidade (WC e salas adaptadas e acesso a todos os pavilhões) que a escola lhes oferece.  Poucas são as escolas que têm estas condições, no meu tempo (há cerca de 20 anos) nem sequer WC adaptado tinham. Outro pormenor excepcional é o facto da escola continuar a acompanhar os alunos com necessidades especiais  durante o ensino secundário, procurando garantir o seu sucesso, bem-estar e felIcidade.
Agradeço a manhã maravilhosa que me proporcionaram e espero que as entidades competentes continuem a apoiar a Escola Sá Couto e que outras escolas sigam o seu brilhante exemplo.
Sempre que necessário, a Escola Sá Couto poderá contar comigo.
Obrigado.

sábado, 6 de novembro de 2010

ATÉ SEMPRE, AVÓ "TÉ" (TERESA), DESCANÇA EM PAZ...

A AVÓ "TÉ" (TERESA), A AVÓ MAIS CARINHOSA E DIVERTIDA DE SEMPRE!


D. Teresa está hoje na Igreja de S. Mamede de Infesta (Av. do Conde) e o funeral será amanhã (10 Novembro) pelas 10h00.

domingo, 26 de setembro de 2010

Apresentação do livro "Rui e a Música Mágica", em Vila do Conde




Apresentação do livro "Rui e a Música Mágica", dia 09 de Outubro, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal José Régio, em Vila do Conde.



Mais informações sobre o livro em: http://maodarterita.com/publicacoes.html

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"À PROCURA DE MARIA" argumento para longa-metragem e mini-série televisiva

video

“À Procura de Maria” argumento de Rita Silva para longa-metragem e para série televisiva em 3 episódios. Trata-se de um thriller que conta a história de Inês é uma jovem jornalista, com seus 30 anos, que luta contra o suposto desaparecimento de sua filha Maria. No longo caminho de busca, depara com uma série de situações de inércia policial, violência e tráfico humano / pedofilia. Inês embarca numa alucinante aventura pelo mundo de loucura, onde nem tudo o que parece é.

O thriller pretende alertar a sociedade para doença mental (capacidades/limitações e consequências), morosidade da investigação policial, funcionamento das redes de pedofilia / tráfico humano, corrupção.

Procura-se uma produtora, para que o filme possa ser realizado.

domingo, 4 de julho de 2010

LANÇAMENTO DO LIVRO "RUI E A MÚSICA MÁGICA" DE RITA SILVA


No próximo dia 11 de Julho de 2010, pelas 15h, no Cine-teatro Municipal Constantino Nery, lanço “Rui e a música mágica”, o primeiro livro da colecção semestral “Os Contos da Rita Cuca” da Edita-me. “Rui e a música mágica” é um conto infantil inspirado na vida de Rui Veloso, que comemora 30 anos de carreira. O CONVITE É PARA TODOS! APAREÇAM!!!

Resumo: Rui, um menino de 10 anos, tem uma relação muito próxima com a sua harmónica. Nunca se separa dela e ao longo do dia, aproveita todos os momentos para tocar.Num dia primaveril, Rui encontra uma andorinha com uma asa ferida que prontamente recolhe e junto com os seus irmãos - Paulinha e Zé - cuida dela como se de um ente querido se tratasse.Após a sua recuperação, a pequena andorinha teima em não querer voar, tornando-se um membro efectivo da família de Rui com a qual passa todo o resto do ano.Inebriada pelas notas de uma música “mágica” tocada pelo pequeno Rui na sua harmónica, a pequena andorinha recupera finalmente as suas faculdades de voar e torna-se num apoio forte para o pequeno Rui, nos seus momentos mais difíceis.


Link: http://www.edita-me.pt/product_info.php?products_id=71?osCsid=8e7291c3cf68dc528c2a646c6d6aaba7

sábado, 19 de junho de 2010

JORNAL "MATOSINHOS HOJE" CHEGA AO FIM

Costuma-se dizer que o que é bom acaba depressa, mas eu acrescento que o que é honesto acaba depressa.
Matosinhos Hoje era o jornal que se preocupou em informar e dar voz aos matosinhenses, sempre de forma limpa, resistindo a qualquer tipo de influências. Preocupou-se, portanto, a servir o povo, o que nem sempre acontece com os outros jornais e meios de comunicação social.
Reconhecido e premiado pelo ex-Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, como o melhor jornal regional, Matosinhos Hoje morre vítima das tão conhecidas e terríveis "palmadinhas nas costas". Todos lhe prometeram apoio, mas na hora de cumprirem as promessas, muitos fugiram como o diabo da cruz.
Infelizmente, conheço bem essas "palmadinhas nas costas", mas Matosinhos Hoje mais uma vez fugiu à regra, surpreendo-me, pela forma como respeitou e valorizou o meu trabalho até à sua última edição, mesmo sendo das mais jovens e recentes colaboradoras.
Agradeço esta grande experiência a todos os que no Matosinhos Hoje trabalham e, em especial a quem me fez o convite para colaborar com o jornal - Dulce Salvador - desejando muitas felicidades para as suas carreiras.
Espero que outros jornais, assim como outras entidades sigam o exemplo do Matosinhos Hoje, para que possamos ter boa informação, assim como um país mais justo e honesto.
E, quem sabe um dia não voltaremos a ler o Matosinhos Hoje?!

domingo, 13 de junho de 2010

Uma Manhã com os Pequeninos

À cerca de oito dias, a convite da Dra. Lurdes Queirós - presidente da Junta de Freguesia de Sta. Cruz do Bispo, participei numa actividade pedagógica para as crianças do infantário.Como encerramento da feira do livro, na Junta de Freguesia, esta actividade consistiu na leitura de contos da minha autoria e num diálogo aberto entre mim, a minha mãe e as crianças (entre os 3 e os 5 anos), tendo como objectivo sensiblizá-las sobre a diferença.Para além de terem ficado a saber sobre como eu vivo numa cadeira de rodas, as crianças também puderam experimentar o capacete, com o qual trabalho, pinto e faço tudo os que os outros fazem. Se muitos dizem que a pintura é o espelho da alma do pintor, a crianças comprovaram isso, pintando (com o meu capacete) um lindo quadro cheio de cor. Assim, as crianças puderam reter que o mais importante é fazer e não como se faz.Foi uma manhã muito divertida para todos, onde podemos partilhar e aprender, independentemente das diferenças de idade ou limitações.Ao contrário dos adultos, as crianças aceitam e lidam facilmente com as diferenças, desde que lhes expliquem correctamente (na sua linguagem) porque existem e como lidar com elas. As crianças não são cruéis, são espontâneas e perguntam por mera curiosidade. A forma como as pessoas interpretam e respondem às perguntas das crianças é que nem sempre está correcta.É-me muito frequente ouvir adultos a responderem ás crianças "A menina não anda, porque é doentinha, coitadinha"! Esta é a pior resposta que se pode dar a uma criança, porque é errada e nem satisfaz a sua curiosidade. Pior que o doentinha é o coitadinha como ponto final, que funciona quase como "é um caso perdido, ignora".Bem, sei que ainda há muita ignorância que gera preconceito em torno da deficiência, mas é preciso combatê-la. E, hoje em dia, com tantos meios de comunicação, só é ignorante quem faz questão de o ser.Como dizia o Pavarotti, "as crianças são vítimas da estupidez dos adultos", ou seja, quando são cruéis é porque as educaram com bases em ideias mal concebidas.Se existirem iniciativas como a Dra. Lurdes Queirós, de criar eventos e actividades onde as crianças possam, desde pequeninas, aprender a conviver com a diferença, o mundo terá um futuro muito melhor.Não nos esqueçamos, que antes de se ser matemático, cientista, engenheiro, político ou qualquer outra coisa, tem que se aprender a ser Homem, a partilhar e a respeitar o próximo.Por isso, agradeço e louvo a iniciativa da Dra. Lurdes Queirós, que apesar de exercer um cargo político, nunca se esquece do seu papel de mãe e de professora. Espero que as escolas, políticos, pais e encarregados de educação sigam o seu exemplo.Rita Silva
Fonte: Matosinhos Hoje edição de 08-06-2010

sábado, 29 de maio de 2010

Revisitar / Descobrir Guerra Junqueiro

“Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro é um projecto da Escola das Artes / Som e Imagem, Universidade Católica no Porto, com coordenação e direcção científica de Henrique Manuel S. Pereira.O projecto teve génese no documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro; continuação num site e blog, em A Música de Junqueiro (livro e CD duplo), em Lançamento/concerto (DVD), e em À Volta de Junqueiro (livro). Terá futuro numa Fotobiografia do Poeta.” In http://www.artes.ucp.pt/guerrajunqueiro/ .
Trata-se dum projecto que eu vi crescer, com orgulho, durante a minha formação na Escola das Artes.
Fiquei agradavelmente surpreendida, quando em Novembro assisti ao lançamento do livro e CD A Música de Junqueiro. Foi um espectáculo extraordinário, variado e organizado com muita criatividade e profissionalismo.
É de destacar a multiplicidade de registos e formas que deram aos poemas de Junqueiro, quer no espectáculo de lançamento, quer no CD.
A mistura de registos e géneros musicais, assim como a variedade de performances do espectáculo, agradou e aproximou público de várias gerações.
Este lançamento / concerto pode agora ser visto em DVD, que foi lançado na passada sexta-feira, juntamente com o livro À Volta de Junqueiro. No evento, participaram personalidades da história e cultura portuguesa, das quais se destacam Manoel de Oliveira e D. Manuel Clemente.
O livro reproduz e amplia entrevistas/conversas de Henrique Manuel S. Pereira com várias personalidades portuguesas de diversos universos temáticos, como Mário Soares, Eduardo Lorenço, entre muitas outras.
Com este projecto, integrado no centenário da Republica, relembramos Guerra Junqueiro, um revolucionário incompreendido pelo seu tempo, mas que deixou marcas que duraram até hoje. Uma dessas marcas é A Moleirinha, uma canção que muitos cantam, mesmo sem saberem que se trata de um poema de Junqueiro.
Confesso que não contava com um projecto com tão alta qualidade. Não por falta de competência dos intervenientes, mas por ser uns dos projectos mais ambiciosos, feitos na Escola das Artes, nestes últimos cincos anos. É um projecto que exige muita responsabilidade e grande coordenação de uma equipa com dezenas de pessoas. Por isso, o Henrique Manuel S. Pereira e toda a equipa, estão de parabéns e espero que se continue a apostar em mais projectos como este.
E que o Guerra Junqueiro (o “Barbinhas”, como lhe chama Henrique Manuel S. Pereira) se mantenha vivo na memória das próximas gerações.

Rita Silva
Fonte: Matosinhos Hoje, edição de 25 de Maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma Aventura no Cine-Teatro Constantino Nery

Comecei no passado dia 5 de Maio o meu estágio no Cine-Teatro Constantino Nery.Habituada a receber “nãos” e a que duvidem das minhas capacidades por causa da cadeira de rodas, deparei-me com uma nova, louvável e carinhosa atitude por parte de quem neste teatro trabalha.Desde o primeiro dia, o Cine-Teatro e a Câmara Municipal de Matosinhos mostraram-se interessados e preocupados em criar as condições necessárias (gabinete) para que eu possa desenvolver o meu trabalho com conforto.Para além do carinho de todos os colegas, sou tratada com igualdade, tendo que cumprir os meus objectivos, tal como os outros.O mais importante é que me foi atribuído um cargo a altura das minhas habilitações, o que é muito raro acontecer, quando se trata de cidadãos com deficiência.Visto que a estou a terminar o mestrado em Televisão e Argumento, a directora do Cine-Teatro Constantino Nery - Dra. Luísa Pinto - propôs-me o desafio de adaptar um conto da minha autoria a peça de teatro infantil.“O elefante que queria voar” é o nome da peça que estou a projectar e que o teatro tem grande vontade de pôr em cena.Espero que esta minha aventura no teatro, não seja apenas mais um sonho realizado, mas que também seja um incentivo para que outras entidades empregadoras aceitem e respeitem as pessoas com necessidades especiais.
Pois é, Matosinhos mostra mais uma vez que até os elefantes podem voar!
Obrigado por esta grande oportunidade.

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=466&id=24746&idSeccao=3523&Action=noticia

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Rótulos

É próprio da humanidade rotular tudo quanto vê. Contudo, este “acto” que numa primeira instância tem a função de organização, transforma-se num dos principais causadores da instabilidade social.Isto acontece porque na maioria das vezes o rótulo baseia-se em intenções e ideologias mal fomentadas, ou seja, os preconceitos.Os rótulos originam fenómenos como o racismo e a discriminação/segregação. Deste modo, as pessoas que têm características menos comuns, são as mais propícias a serem rotuladas. Apesar de nestes séculos se terem travado varias lutas contra a discriminação e, de hoje existirem leis de protecção, continua-se, todos os dias, a violar direitos humanos, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas.No século XXI, milhões de seres humanos são discriminados por sexo, idade, étnica, estado civil, religião, doença ou deficiência ou simplesmente pelas sua aparência (os gordos, sobretudo), sendo, na maioria das vezes, excluídos da sociedade.Apesar de serem uma minoria, os deficientes são os cidadãos mais discriminados.Nos países desenvolvidos, as pessoas com deficiência que antes eram excluídas e/ou marginalizadas, têm mais condições para poderem desempenhar um papel activo na sociedade, embora ainda existem muitas barreiras. Por outro lado, nos países em vias de desenvolvimento, os avanços têm sido mais lentos e menos acentuados, devido ao custo financeiro que determinadas mudanças exigem, mas sobretudo devido à cultura e crenças que criam um estigma em torno da deficiência.Por exemplo, uma pessoa com dificuldades cognitivas recebem logo o rótulo de “diminuído intelectual”. “Diminuído” aos olhares doentios dos “ditos normais” significa incapacidade, inferioridade e até mesmo estorvo.Contudo, elas conseguem desenvolver outras aptidões e executar tarefas, com as quais podem ser úteis à sociedade. Tarefas que os “ditos normais” consideram insignificantes e que os deficientes executam com grande alegria e paixão, como a culinária, a jardinagem, o artesanato entre outras.A verdade é que os “ditos normais”, mesmo menosprezando os “diminuídos intelectuais”, acabam por usufruir dos jardins, dos petiscos e dos trabalhos que eles fazem, muitas vezes gratuitamente.Os mesmo acontece com os deficientes físicos e com todos os outros rotulados, que apesar de terem as mesmas ou até mais capacidades do que os “normais”, estão constantemente a ser marginalizados pela sociedade.Deste modo, acabamos por viver num mundo com grande desigualdade social, o que gera grandes e constantes conflitos.

Para pensar: Sabiam que, com os 20% de IVA, as baterias para as cadeiras de rodas eléctricas custam cerca de 600€ e duram entre 1 a 2 anos?

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=464&id=24623&idSeccao=3515&Action=noticia

sábado, 17 de abril de 2010

Bem-dispostos e "Patos chocos"

O ser humano é o bicho da insatisfação. Nunca está bem, arranja sempre desculpas para se queixar. Neste aspecto, todos sabem que os portugueses já bateram o record do guiness, há muito tempo.
No entanto, há dois tipos de pessoas: os bem-dispostos e os "patos chocos".
Os bem-dispostos são alegres e têm uma força de viver contagiante, mesmo que a vida não lhes corra pelo melhor.
Muitos até passam necessidades, sofrem de doenças ou têm uma vida dura e cheia de tristezas, mas não deixam de sorrir e de tentar ajudar aqueles que deles se aproximam. Encaram os problemas com optimismo, lutam com dignidade e sabem desfrutar dos simples prazeres da vida, como ver o sol nascer toda as manhãs. Só com o seu sorriso e boa disposição já conseguem ajudar quem os rodeia.
Ao contrário dos bem-dispostos, os "patos chocos" vêm o mundo como inimigo, não gostam de nada nem de ninguém. Têm inveja e culpam os outros dos seus próprios insucessos.
Muitas vezes até têm uma vida boa, mas não a sabem aproveitar. Não suportam a felicidade dos outros. Criam problemas só para incomodar quem os rodeiam... Tudo isso gera neles um sentimento de raiva que vai crescendo, até que acabam por se tornarem pessoas extremamente infelizes e solitárias.
As diferenças de personalidades fazem parte da humanidade, tudo na Natureza é diferente e é isso que faz com que cada um de nós seja único, como um grão de areia. Por isso, cada pessoa tem o direito de encarar a vida à sua maneira, desde que as suas atitudes não prejudiquem os outros. Mas… como dizia Raul Solnado “façam favor de serem felizes”.

Para pensar: Sabiam que as baterias das cadeiras de rodas eléctricas duram entre um a dois anos e pagam 20%, por serem consideradas luxo?

Rita Silva – marterita@gmail.com

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=462&id=24511&idSeccao=3507&Action=noticia

sábado, 3 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

O pobre diabo

Se repararmos temos sempre a tendência para culpar alguém dos nossos males. A culpa é sempre de tudo e de todos, menos nossa! Somos todos vítimas de um mundo cruel! E quando não temos a quem deitar culpas, culpamos o Diabo.
A verdade é que o pobre Diabo nem sequer existe. Ele é apenas uma forma de nós “figurarmos” o mal. Aliás o ser humano atribui uma forma e um nome a tudo o que conhece e que imagina, porque só é capaz de imaginar aquilo que vê. O Diabo é portanto uma mera representação do mal que nós não queremos ou não sabemos justificar.
Ora, se Deus criou o Mundo à sua imagem (julgam os crentes), onde o amor é o núcleo principal, não tinha qualquer lógica se criasse uma criatura maléfica. Assim como não faz sentido, vermos Deus como o “ditador” que nos comanda à distância.
Deus é o amor e, o amor é liberdade. Os homens são livres e o mundo depende das suas atitudes, para se tornar mais justo.
O conhecimento parte sempre da observação. Criamos imagens e nomes para tudo, mesmo para aquilo que não conseguimos ver nem explicar,
É nas atitudes do Homem que reside o bem e o mal do mundo. Por isso, mais vale pensarmos muito bem e assumir aquilo que fazemos, do que perdermos tempo com bodes expiatórios.
Tudo o que digo, já foi dito por padres, teólogos, filósofos, artistas, cientistas e outros intelectuais.
Eu apenas lembro o facto da mente humana funcionar à base de imagens / nomes. O conhecimento parte sempre da observação. Criamos imagens e nomes para tudo, mesmo para aquilo que não conseguimos ver nem explicar, mas sempre com base naquilo que vemos.
No fundo, eu diria que nós é que criamos Deus e todas essas figuras místicas / religiosas à nossa imagem e não o contrário. Desta forma, Deus e o Diabo existem conforme acreditamos neles.
Homem é minúsculo em relação à imensidão do Universo e o facto de nem sequer saber a sua origem, faz com que ele tenha necessidade de criar teorias, crenças, religiões, para se sentir mais confortável e protegido. Concluindo, vivemos muito da ilusão, assumindo-a como verdade.


Para Pensar: Há automóveis que não podem ser comercializados ao abrigo da Lei do Deficiente, só porque emitem mais Dióxido de Carbono, do que é permitido por lei. Mas então, os “ditos normais” podem ter desses automóveis?

Rita Silva - marterita@gmail.com

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=460&id=24418&idSeccao=3499&Action=noticia

domingo, 21 de março de 2010

O Mistério da Redondinha

É comprida, redonda e pontiaguda.
Serve de arma de guerra ou de paz.
O contacto com um corpo liso e virgem, fá-la verter um líquido, que deixa marcas.
Marcas que só o tempo pode apagar...
Marcas de prazer, de dor, de alegria, de sabedoria, de raiva, de solidariedade, de ciência, de arte, de amizadade, de amor... ou simplesmente marcas!
Essa redondinha pontiaguada, não tem vida própria. Obedece fielmente à vontade do seu dono, até se esgotar e cair esquecida...
(O que será essa coisa redondinha?)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Atirei o pau ao gato

As cantigas de roda, tão utilizadas nas brincadeiras e na educação infantil, estão muitas vezes recheadas de violência.
Faz-se um grande burburinho face à violência que hoje existe nas escolas, nas ruas, culpa-se toda a gente, mas não se faz nada para mudar. É mais fácil deixar as crianças entregues aos jogos de playstation, às séries e desenhos-animados cheios de violência injustificável, à Internet, do que estar com elas e ensinar-lhes os valores (amizade, respeito, etc.). Deixamo-las também entregues aos educadores e professores, depositando neles toda a responsabilidade. E quando alguma coisa corre mal os pais depositam a culpa nos educadores, nos média e na vida ocupada que levam.
É verdade que os médias são responsáveis pelo aumento da agressividade nas crianças. É igualmente verdade que a televisão deviam ter mais cuidado com a violência na programação infantil.
Contudo, uma das principais razões do aumento da violência nas crianças é a falta de atenção dos pais. Preocupam-se mais em sustentar os filhos do que em educá-los.
Bem que a violência não é só fruto do nosso tempo, vem já de há várias gerações. A prova está nas cantigas de roda que os pais ensinam aos filhos, logo nos primeiros anos de vida. Reparem na primeira canção que ensinamos aos bebés:

“Atirei o pau ao gato
Mas o gato não morreu
Dona Chica admirou-se
Com o berro que o gato deu
Miau!”

Qual é a pedagogia destes versos? O que assimila a criança? Apenas violência injustificável.
No entanto, os papás riem e aplaudem, quando o menino canta a canção decor. E quando o menino atira o pau ao gato, também se riem? Com que moral vão castigá-lo? Afinal, a criança só está pôr em prática o que os pais lhe ensinaram…
Tal como esta, existem muitas outras canções e contos infantis que, para além da violência, não têm qualquer coerência, nem conteúdo.
Por isso, os pais e educadores devem estar presentes na vida dos filhos e controlar a informação que lhes chega. Não podemos isolar a crianças da violência nem do mundo, mas devemos ter o cuidado de lhes explicar porque acontecem as coisas.
A tradição deve ser mantida quando é benéfica, caso contrário deve ser revista e adaptada. Reparem como canção tradicional “Atirei o pau ao gato” se torna menos violenta, mais coerente e pedagógica, mudando apenas duas palavras:

Atirei o peixe ao gato
Mas o gato não comeu
Dona Chica admirou-se
Com o berro que o gato deu
Miau!

Para pensar: Sabiam que a legislação NÃO protege o aluno deficiente no Ensino Superior?

Rita Silva
Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=458&id=24306&idSeccao=3489&Action=noticia

quinta-feira, 4 de março de 2010

Amor Solúvel - Uma comédia musical de Carlos Tê

“AMOR SOLÚVEL é um consultório sentimental em formato de talk show televisivo, onde um professor sexólogo disserta sobre o amor nas suas várias vertentes acompanhado por uma entrevistadora embevecida que lhe põe as questões que recebe por mail dos espectadores. O doutor é um sábio dotado da rara particularidade de ilustrar os pensamentos e os conselhos com canções.
As suas teorias são enriquecidas e reforçadas pela análise das canções populares o seu papel desempenhado na construção do imaginário amoroso ocidental.
A peça não tem uma história, é um consultório sentimental que explora questões enviadas por correio electrónico, mas, no seu decurso, tanto o doutor como a entrevistadora, assim como um dos camera-men, cederão a impulsos confessionais, pequenas catarses íntimas, muito ao gosto do mundo televisivo, provocando a inversão de papeis e levando a que, num dado ponto, o analista seja a analisado pela entrevistadora e pelo camera-man, depois de estes terem tido também os seus momentos de confissão pública.
Nos momentos musicais, a entrevistadora canta com o professor em duetos românticos, ajudados pelas harmonias dos camera-men, fazendo a peça deslizar para uma atmosfera inspirada nas obras para televisão do dramaturgo inglês Denis Potter.”

Amor solúvel é uma Comédia Musical escrita por Carlos Tê, com encenação de Luísa Pinto e Direcção Musical de Hélder Gonçalves (Clã).

A peça estará em cena de 3 a 28 de Março - Cine-Teatro Municipal Constatino-Nery em Matosinhos
Quarta a Sábado 21h30
Domingo 16h00”

Fonte: http://www.cm-matosinhos.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=16551&eventoId=58049

De tudo o que eu já vi, esta é, sem dúvida, umas das melhores comédias portuguesas. Toda a dinâmica e estrutura da peça leva-nos a passar cerca de duas horas de agradável diversão, onde nós próprios (público) também fazemos parte do espectáculo. Através da inteligência e subtileza das piada, Carlos Tê faz um retrato actual de como o Homem se comporta perante os sentimentos. Verdades nas quais todos nós já pensamos, mas que nunca foram explicitamente expostas, como nesta comédia.
Tecnicamente, o musical é muito simples, cenário e vestuário super singelos, poucos actores e uma excelente interpretação, assim como uma grande qualidade musical, contando com a colaboração (na composição das músicas) de Rui Veloso, Resende Dias, entre outros notáveis da música nacional.
É um espectáculo bastante acessível, que recomendo a todos.

terça-feira, 2 de março de 2010

DEBATE NO SILÊNCIO DA NOITE (in MATOSINHOS HOJE)

Hoje sai mais um artigo da minha autoria, no Jornal Matosinhos Hoje. Trata-se de um comentário sobre um evento importante que passou despercebido e da falta de interesse dos portugueses em participar na resolução dos problemas do país.


Debate no Silêncio da Noite

No passado dia 10 de Dezembro de 2009, a Amnistia Internacional de Portugal realizou um debate sobre a descriminação na deficiência, na Junta de Freguesia de Matosinhos.
A convite da Dra. Otília Gradim (Presidente do Núcleo de Matosinhos), fiz parte da mesa, representando a Paralisia Cerebral ao lado da surdez e a deficiência mental.
Neste debate falou-se dos vários tipos de descriminação, onde se verificou que, apesar de serem deficiências distintas, as descriminações eram as mesmas. Estas descriminações ocorrem essencialmente a nível familiar, académico, profissional e social.
Hoje em dia é hábito falar-se de deficiência, na comunicação social, mas sempre no sentido de “puxar a lágrima” e chamar audiência. Falar das dificuldades sem apresentar soluções, é fácil, mas não resolve nada. Pelo contrário, só aumenta o estigma!
O importante deste debate, foram as sugestões de soluções para os problemas expostos. Foi, com isso, mais além da superficialidade com que os médias abordam a temática.
No entanto, o debate realizou-se na calada da noite, onde só estavam presentes deficientes e pessoas que lidam com eles, assim como alguns membros da Juventude Socialista. A ausência da comunicação social e de entidades governamentais fez com que o debate passasse despercebido, apesar do esforço da Amnistia em divulgar.
A falta de interesse e o comodismo dos portugueses, é uma das principais causas do atraso do país face ao resto da Europa. Criticam, dizem mal, choram-se, mas a maioria não faz nada para melhorar o que dizem estar mal.
É preciso aproveitar as oportunidades que nos dão para falar, para fazer valer a nossa opinião, sair do sofá e participar em eventos, debates, votar… É preciso agir! E isso é válido para toda a gente.
Como já vos tinha dito, não vou estar sempre a bater na tecla da deficiência, uma vez que é excessivamente explorado pela comunicação social. Contudo, no fim de cada artigo, irei apenas colocar um pequeno comentário para vos deixar a pensar.

Para Pensar: Sabiam que os surdos pagam uma taxa ÁUDIO-visual, tal como os “ditos-normais”?

Rita Silva

Fonte: http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=456&id=24183&idSeccao=3478&Action=noticia

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

RITA CUCA ESCREVE NO "MATOSINHOS HOJE"

O Jornal "Matosinhos Hoje" convidou-me para escrever artigos de opiniao de 15 em 15 dias.

O primeiro artigo sai ja na terça (16 de Fev). Não percam!

Zero Preconceitos

O “Matosinhos Hoje” convidou-me para colaborar, escrevendo artigos de opinião. Sou uma jovem com Paralisia Cerebral, portadora de 97% de incapacidade física. Licenciei-me em Som e Imagem e estou a terminar o mestrado em Televisão e Argumento, na Universidade Católica Portuguesa. Para mim é uma grande honra poder colaborar com o jornal e espero corresponder às vossas expectativas. Este convite significa que, mais uma vez, olharam e apostaram nas minhas capacidades, dando-me as mesmas oportunidades que dão aos “ditos normais”. Trata-se de mais uma conquista depois do convite do dr. Guilherme Pinto para assumir o 11º lugar na lista de efectivos para as eleições autárquicas. Período em participei activamente no diversos eventos da campanha. Com isso, passaram a olhar mais para as minhas competências, independentemente da deficiência. Nenhuma campanha de sensibilização consegue o que dr. Guilherme Pinto conseguiu em mês e meio. Pela primeira vez, em 25 anos, pude sentir-me como uma pessoa normal e a minha cadeira de rodas passou a ser apenas um pormenor banal. Este convite do “Matosinhos Hoje” é mais um gesto para inclusão dos deficientes, mais uma prova de que podem desempenhar o seu papel na sociedade, de acordo com as suas habilitações e capacidades. É importante que as outras entidades empregadoras sigam o exemplo do dr. Guilherme Pinto e do jornal “Matosinhos Hoje”, apostando num futuro sem descriminação. O mundo é feito de diferenças e, se elas existem, é porque são necessárias. Por isso, só temos que as respeitar e conviver com elas com naturalidade. Nos próximos artigos, irei partilhar convosco a minha visão do mundo, comentando os mais diversos assuntos da actualidade. Até lá sejam felizes e… não julguem pela aparência!

Fonte: Matosinhos Hoje, Ediçao de 17-02-2010 (http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=454&id=24031&idSeccao=3465&Action=noticia)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ACTUALIZAÇÃO DO SITE MÃO D'ARTE RITA

Vejam os desenhos e pinturas feitas em 2009/2010, visitando o site http://maodarterita.com/pintura.html

Boa visita!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

LUZ DA ESPERANÇA

Todos nós podemos ser uma luz junto de quem mais precisa... basta querermos.
All we can be a hope’s light for needy, if we believe and help them.