- Acho.
- Achas bem estar uma estrela caída no chão?!
- Acho. Porquê que as estrelas também não hão de ter direito a descer à Terra, de vez em quando?!
Rita Micaelo Silva
21/05/2023
O Caderno da Rita Cuca é um cantinho para partilhar pensamentos e curiosidades do dia-a-dia de um mundo cada vez mais surpreendente. Divirta-se! Nota: AS NOVAS MENSAGENS ESTÃO A SEGUIR À PRIMEIRA.
- Acho.
- Achas bem estar uma estrela caída no chão?!
- Acho. Porquê que as estrelas também não hão de ter direito a descer à Terra, de vez em quando?!
Rita Micaelo Silva
21/05/2023
Era uma vez um duende solitário, que vivia num lindo cogumelo vermelho, bem no meio do bosque encantado.
O duende chamava-se Samu e andava muito triste por não ter
com quem passar o Dia do Duende* que se aproximava.
Certo dia, o Samu passeava pela floresta, como sempre
gostava de fazer, para apreciar as belezas da Mãe Natureza.
A dada altura, o Samu encontrou um passarinho caído do
ninho, a chorar, cheio de medo e fome.
Deste modo, o Samu levou o passarinho consigo para casa,
deu-lhe o nome de Jojo e cuidou dele, ainda melhor do que qualquer mãe pássara.
O Samu e o Jojo nunca mais se separaram e viveram aventuras
fabulosas, no bosque, onde fizeram muitos amigos, como duendes, fadas,
criaturas fantásticas, animais e plantas.
Todos se divertiam, ajudavam e protegiam uns ou outros, pois
ninguém conseguia estar feliz, quando alguém ficava triste.
Assim, com o Jojo e os outros amigos, o Samu ganhou uma
família fantástica que fazia com que todos os dias fossem Dia do Duende, cheios
de amor, paz, magia e muita alegria.
Rita Micaelo Silva
Todos os anos, os habitantes da ilha enfrentam cheias que os
obriga a mudar constantemente de casa.
Apesar dos permanentes esforços para travar a erosão,
recorrendo a sacos de areia, prevê-se que dentro de quarenta anos a ilha irá
ficar reduzida em 60%, tendo já neste momento, pouco mais de 400 quilómetros
quadrados, quando inicialmente tinha 1150 quilómetros quadrados.
Um dos habitantes desta ilha, Sri Jadav Payeng, ativista
conhecido por “o plantador de árvores” , dedicou toda a sua vida a plantar a floresta
Molai no solo arenoso e diz continuar a fazê-lo, enquanto for capaz, porque
considera ser sua obrigação ajudar na reflorestação do mundo.
Jadav Payeng afirma que as raízes das árvores seguram os
sedimentos, ajudando a contrariar a erosão da ilha, sobretudo árvores de raízes
fundas, como bambu-indiano ou coqueiros. Contudo, Jadav Payeng diz que o
problema não é só daquela ilha, é um problema geral, sendo necessário a intervenção dos sete mil
milhões de habitantes do planeta e, o ideal que cada pessoa plantasse pelo
menos duas árvores, para que seja possível a sobrevivência da humanidade.
Na minha opinião, para além de cada humano plantar duas árvores,
como diz Jadav Payeng, ainda mais importante é perseverar árvores, preservar
sobretudo as escassas florestas ancestrais e tropicais.
Até porque as florestas plantadas são muito mais vulneráveis
e suscetíveis a incêndios, porque a sua arquitetura estilo pombalino (com as árvores
todas alinhadas como os soldados numa parada militar), faz com que o sol chegue
facilmente ao chão, proporcionando o crescimento de vegetação inflamável e o
aquecimento do solo, para além de outras razões, como a plantação de espécies facilmente
inflamáveis e o desequilíbrio das cadeias alimentares, já para não falar nos
fogos postos, etc.
As florestas ancestrais/tropicais são muito mais densas, sombrias e
frescas, com uma organização e funcionamento tão perfeito, que muito raramente
sofrem incêndios, sendo estes normalmente de pequenas dimensões.
São as florestas, seja em terra ou nos oceanos, que garantem o equilíbrio e a sobrevivência do planeta.
A nossa intervenção só as tem prejudicado.
A natureza já existia muito antes dos humanos, é perfeita e
não foi feita para que fosse dominada/manipulada por eles, antes pelo contrário.
A política de plantar três árvores por cada uma abatida é ilusória
e economicista, porque a quantidade de oxigénio que uma árvore idosa produz, assim
como o dióxido de carbono que absorve, é muitíssimo superior à de três árvores
jovens. Ao abatermos árvores idosas,
estamos a libertar astronómicas toneladas de CO2 para a atmosfera, contribuindo
fortemente para o aquecimento global, para além de outros graves males.
Por isso, em vez de se destruírem, por minuto, áreas florestais
equivalentes a dez campos de futebol, tal como acontece na Amazónia, é urgente
pararmos e apostarmos na reflorestação, porque se continuarmos neste ritmo, não
teremos condições de vida neste planeta, dentro de muito pouco tempo.
Plantar e preservar árvores é vital, caso contrário não
iremos sobreviver.
As árvores devem, sem dúvida, estar no topo da lista das prioridades
para salvarmos ao planeta, já em tão mau estado.
As árvores e todas as espécies de seres vivos, pois todos têm um papel importante no funcionamento global do planeta.
Obrigado, Sri Javad Payeng e a todos os que dão o seu contributo para salvar o que ainda sobra da Terra.
Rita Micaelo Silva
Maio, 2023
Menina que passas na rua
Tão cheia de charme e “belezura”
Lá vais tu sempre na tua
Irradiando tanta luz e ternura
O que levas no balde não sei não
Mas olha que me levaste o coração
Menina pareces feita de biscuit
Os teus olhos verdes e pele branca
Levam-me a sítios onde nunca fui
Graciosamente levas o balde na anca
Onde vais ó minha princesa mais linda
Tem cuidado que te perdes ainda
Menina belíssima, boneca de biscuit
Tão fina e delicada que temo partir
Pois tímido e desajeitado eu sempre fui
E isso nota-se até no meu tonto sorrir
Não sou nenhum príncipe encantado
Mas por ti estou completamente fascinado
Menina minha joia de porcelana
Meu mais precioso tesouro
O meu velho coração, o sacana
Não sossega, bate mais forte do que um touro
Ai, como queria ter asas de vento e voar
Só para te conseguir acompanhar
Menina de cachos de ouro
O que tens escondido na floresta
Algum segredo, mistério ou tesouro
Deixa-me ir contigo, levo-te a cesta
Encho-te o balde de rosas e lavandas
Faço tudo o que queres, princesa, tu mandas
Rita Micaelo Silva
1 de maio de 2023